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terça-feira, 21 de setembro de 2010

NEUTRALIDADE INTELECTUAL

por WILLIAM LANE CRAIG


          Há alguns anos atrás, surgiram dois livros que mandaram ondas de choque pela comunidade educacional americana. O primeiro deles foi intitulado "Grau de Instrução Cultural: o que todo americano precisa saber", por E.D. Hirsch. E ele documentou o fato de que grandes números de estudantes universitários americanos não têm os conhecimentos básicos necessários para entender a página principal de um jornal ou para agir responsavelmente como cidadãos.
          Por exemplo, um quarto dos estudantes em uma recente pesquisa, pensava que Franklin D. Roosevelt foi Presidente durante a guerra do Vietnã. Dois terços não sabiam quando ocorreu a Guerra Civil. Um terço pensava que Colombo havia descoberto o Novo Mundo algum tempo depois de 1750. Em uma pesquisa recente, em Fullerton, Califórnia, mais da metade dos estudantes não podia identificar Chaucer ou Dante. Noventa por cento não sabia quem era Alexander Hamilton mesmo que suas imagens estejam em cada nota de dez dólares. Essas estatísticas seriam engraçadas se não fossem tão alarmantes.
           O que aconteceu em nossas escolas para que elas produzissem pessoas tão ignorantes? O Editor Allan Bloon, que foi um eminente educador na universidade de Chicago, argumenta que, por trás da atual enfermidade educacional neste país está a convicção universal dos estudantes de que não há verdade absoluta e que, portanto, a verdade não é algo que vale a pena buscar.
          Na visão deles, toda a verdade é relativa. "É verdade para você, talvez. Mas não é verdade para mim." Bloom escreve: "Existe uma coisa de que um professor pode ter absoluta certeza: quase todo estudante que entra na universidade acredita ou diz que acredita que a verdade é relativa. Se essa crença for submetida a um teste, podemos contar com a reação dos estudantes: eles vão ficar surpresos! Eles se admiram que alguém não considere essa idéia como auto-evidente, como se estivéssemos questionando se 2 + 2 = 4.
          Essas são idéias sobre que ninguém pensa... O perigo que eles foram ensinados a temer não é o erro mas a intolerância. O Relativismo é necessário para que haja abertura. E essa é a virtude, a única virtude, que toda educação primária por mais de 50 anos tem se dedicado a inculcar. A abertura, e o Relativismo que a torna plausível, é a grande idéia de nossos tempos.
          O estudo da história e da cultura ensina que o mundo inteiro estava louco no passado. Os homens sempre acharam que estavam certos, e isso levou a guerras, perseguições, escravidão, xenofobia, racismo e machismo. O ponto central não é corrigir os erros e realmente ser certo, mas sim nunca pensar que você está certo.
         Já que não há verdade absoluta, já que tudo é relativo, o propósito da educação não é aprender a verdade ou dominar os fatos mas é simplesmente adquirir uma habilidade para que você possa sair e obter riqueza, poder e fama.
         A Verdade se tornou irrelevante. Agora, essa atitude relativista com a Verdade é totalmente contrária à visão de mundo Cristã. Pois, como Cristãos, nós acreditamos que toda a Verdade é uma Verdade de Deus. Que Deus revelou a nós a Verdade tanto nas Suas palavras e naquele que disse "Eu Sou A Verdade." (João 14:6).
        Portanto, o Cristão nunca deve olhar para a Verdade com apatia ou desdém. Pelo contrário, nós apreciamos e valorizamos a Verdade como um reflexo do próprio Deus. Nem o comprometimento com a Verdade torna você intolerante, como os estudantes de Bloom pensaram. O entendimento tradicional sobre tolerância é que, enquanto eu posso discordar do que você diz, eu defenderei até a morte seu direito de dizê-lo.
         O problema é que o entendimento de tolerância na nossa sociedade politicamente correta agora mudou. Hoje, tolerância significa que eu não ouso discordar do que você diz ou serei marcado como "fanático" e "intolerante" por fazê-lo. Mas esse novo entendimento sobre tolerância é logicamente incoerente quando você pensa nele. Pense sobre isso: Se você tolera uma visão, então o próprio conceito de tolerância pressupõe que você pensa que a visão tolerada não é verdadeira. Senão, você não a toleraria, você concordaria com ela! Você só pode tolerar uma visão que você considera como falsa.
         Então, o próprio conceito de tolerância requer um comprometimento com a verdade. O Cristão está comprometido tanto com a Verdade quanto com a tolerância. Pois nós acreditamos naquele que disse não só "Eu Sou a Verdade." mas também "Amai os vossos inimigos." A base correta para a tolerância não é o Relativismo mas o Amor.
         Se os estudantes cristãos são ignorantes assim sobre os fatos gerais da história e geografia, então, é possível que eles, e os cristãos em geral, são igualmente ou até mais ignorantes sobre os fatos acerca nossa própria herança e doutrina Cristãs. Nossa cultura em geral tem afundado a um nível de analfabetismo bíblico e teológico.

Eu lí em:http://reformaagora.blogspot.com/2010/09/neutralidade-intelectual.html

Um comentário:

  1. Ótima reflexão de WILLIAM LANE CRAIG, Totalmente recomendável!

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