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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A GLÓRIA DAS IGREJAS E A GLÓRIA DE DEUS

Diogo Henrique de Sá        “Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem.” (Isaías 48.11).

        Há alguns anos atrás, durante uma reunião de domingo, na igreja onde eu congregava, escutei de um Seminarista a seguinte frase: “Eu sou membro da gloriosa Assembléia de Deus!”, naquela época eu era muito jovem para pensar nas implicações desta frase. Alguns dias atrás, no entanto, ouvi de um amigo, bem mais velho e que também estava naquela reunião, a mesma frase.
        Estranhamente estes verdadeiros chavões, que visam supervalorizar algumas denominações e seus líderes, brotam dos lábios ingênuos da maioria dos cristãos sem o menor intendimento.
      Passei a refletir mais sobre essa e outras frases, deste tipo, que permeiam o “evangeliquês” (dialeto, quase incompreensivo, pronunciado por membros de denominações ditas evangélicas) Já ouvi de tudo*:
         - “Sou Pentecostal até o tutano!”
         - “Aqueles Batistas desviados!”
         - “Aqueles Tradicionais Geladões!”
         - “R.R. Soares, o Homem que abençoa o mundo!”
         - “Nossa Igreja é mais abençoada, pois temos um Apóstolo!”
         - “Eu sou a Voz profética de Deus no Brasil” (Silas Malafaia falando de si mesmo).

        Analisando essas frases podemos perceber que existe algo de muito errado acontecendo dentro das denominações (não estou usando o termo igreja propositalmente), ao que tudo indica a Igreja que saiu da Reforma perdeu, tanto quanto a sua antecessora (Igreja Católica Romana), o foco de quem é o Senhor. Isso é compreensível já que os “crentes” não se interessam muito pela Bíblia (Inclusive isto é constatado através de pesquisas). Na verdade só lemos pequenos trechos fora do contexto várias vezes, e normalmente quando faz parte da leitura oficial da “Campanha”, sei que esta é uma Verdade Inconveniente (uma vez disse a uma pessoa “evangélica” que ela deveria ler a Bíblia, meu Deus, foi pior que xingar a mãe vi a fisionomia da pessoa mudar de ódio), porém isso já foi percebido inclusive pelas seitas, os Testemunhas de Jeová falam sobre nossa inadequação com relação a Palavra de Deus.
         Mas voltando a falar sobre: Quem é o Senhor? Existe uma dupla consideração que precisamos fazer sobre esse tema:
          1ª) Nós não sabemos quase nada sobre Jesus – Fiquei chocado um dia quando, ensinando na Escola Bíblica, disse que Jesus existe antes mesmo da fundação do mundo e uma das irmãs, muito piedosa, me perguntou como isso era possível se Jesus nasceu da Maria? Eu expliquei sobre a Eternidade de Jesus e sobre a sua primeira vinda e a irmã ficou maravilhada, em vários anos de “convertida” nunca alguém havia ensinado isso a ela. Isso revela algo que talvez nunca tenha te ocorrido: não conhecemos Jesus de verdade.
         2ª) Apesar de dizermos que Jesus é o Senhor, nos comportamos como se nós fossemos o senhor de Jesus – Podemos perceber essa conduta nos templos, através dos mensageiros da prosperidade que nos encorajam a encurralar Jesus na parede e exigirmos a restituição de tudo aquilo que perdemos. Dentre outras coisas. Jesus virou uma espécie de Gênio da lâmpada que surge convenientemente quando chamamos por ele.
         Mas quero me concentrar em outro ponto: Nós cristãos temos tirado o foco de Jesus para focalizar em tudo o que é humano. Temos levantado a “bandeira” de nossa Denominação como se a Cruz fosse, já não podemos, como Moisés, dizer “Jeová Nissi” pois a nossa Bandeira tem sido a Placa de nossa denominação e o nome do nosso proeminente líder.
         Com relação a Frase que ouvi do seminarista veja o disparate e pense comigo: gloriosa é a Assembléia de Deus ou o Deus da assembléia?
        Se Deus, conforme o texto Bíblico, não divide sua glória com ninguém como podemos dar a glória dele a outra coisa. Como podemos dividir uma glória que nem nossa é? Como pudemos ser insensíveis ao ponto de não enxergarmos os limites entre o santo e o profano? Passamos a seguir a Placa da Denominação e nos esquecemos de quem realmente importa que é Deus. Engraçado que a pessoa que faz isso nunca irá admitir que esteja deixando Deus de lado, porém, embora não admita, termina por fazê-lo na prática e é a pratica que demonstra o que somos de verdade, Tiago já falava isso a 2 mil anos atrás. Isso fica muito evidente quando se presta atenção nas Placas das denominações, isso porque seu título vai em letras garrafais, e o nome de Jesus quando aparece está com letras menores (Salvo quando o nome de Jesus é usado no título da Denominação), veja está muito clara a ordem das coisas: 1ª A denominação, depois, se der, Jesus entra na parada (isso porque as vezes para economizar espaço na placa tiramos o Seu nome dela).
        Eu não sou adepto das idéias de Witness Lee, mas estou convencido que uma das piores invencionices dos Protestantes foi criar o denominacionalismo, sei que o nome facilita por questões de registro e também para demonstrar o tipo de confissão daquele grupo, porém resultou em um “nacionalismo da denominação” que chega as vezes ser parecido com o comportamento entre Judeus e Samaritanos mencionados na Bíblia: nós não nos comunicamos (membros de diferentes denominações as vezes nem se falam), atingindo ao ponto do corpo de Cristo ser mutilado e cada pedacinho tem a sua própria cabeça, que é o “Cristo a gosto do cliente”. Gosto muito de uma frase do Paulo Romero que diz: "Quem crer no Jesus errado, embarca em uma salvação errada, e pode desembarcar no céu errado".
        Conheci um Pastor que Batia no peito e dizia: “sou belemita da orelha furada”, em clara menção sobre a lei vetero-testamentária que dizia que um escravo que, por amar seu senhor, quisesse ficar com ele deveria ter sua orelha furada em sinal de escravidão perpétua, veja o disparate deste pastor. O que ele está dizendo vai contra tudo o que a Bíblia ensina, pois deveríamos ser “cristãos de orelhas furadas” pois é a Ele que deveríamos servir e não a uma denominação.
        Quero também corrigir um erro Crasso que cometemos a Ekklesia** – e é por isso que uso o termo denominação em lugar do termo igreja – era uma instituição Ateniense formada pelos cidadãos, eram os “chamados para Fora”, Jesus se apropriou deste nome para a sua Ekklésia formada pela assembléia de seu novo povo, assim como os atenienses, nós também fomos chamados para fora, nós somos a Igreja de Cristo. Nós criamos o conceito de “Igreja visível” e “Igreja invisível”, porém este conceito é defeituoso a Bíblia nunca autenticou esta nossa visão o exemplo disso é está em Rom. 16.5 onde Paulo saúda a Igreja que se reúne na casa de Áquila, ele não diz a “igreja de Áquila”, ele diz à “igreja que se reúne em sua casa”. A Igreja segundo Paulo eram as pessoas. Nós os que tivemos um encontro real e verdadeiro com Jesus Cristo, que fomos atraídos pelo seu irresistível amor, somos a Igreja.
         Não podemos nos esquecer da supervalorização do homem, do líder. Quando estudei Apologética pelo Instituto Cristão de Pesquisas (ICP), aprendi a reconhecer as seitas através das quatro operações matemáticas***. Recordo ainda de cor sobre a divisão: “Dividem a fidelidade entre Deus e a organização. Desobedecer à organização ou à igreja equivale a desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do seu sistema religioso.”
          Que coisa mais interessante isso vem acontecendo em quase todas as denominações Evangélicas, principalmente as neo-pentecostais criamos uma supervalorização do líder, como se ele fosse o próprio Deus na terra. Eu sempre pensei que Jesus era o abençoador do mundo, mas Descobri que ele perdeu o reinado para o R.R.Soares, o Edir Macedo tem seus clones espalhados por todo o país (fiquei pasmo ao ver como conseguem imitar o timbre de voz), Marco Feliciano não fica pra traz ta cheio de gente imitando o cara, o pessoal do Valdomiro faz fila pra pegar o lencinho com o seu suor “sacro-santo” (ah esse me dá nojo), Ezequiel Pires tem a visão de raio X, Silas Malafaia é o auto proclamado “Profeta de Deus”, pensei que o ultimo profeta foi João Batista (ah já sei talvez Jesus tenha mentido né???).  Agora pare um segundo pense pelo amor de Deus, quem são esses homens não são ninguém, João disse:” Importa que ele cresce e eu Diminua”, mas esses e outros homens estão dizendo: importa que eu cresça e Ele que se vire. O Prof. Leandro Villela**** disse em um dos seus vídeos que as pessoas lhe enviam mensagens dizendo que não admitem que ele fale mal de um ou outro pastor, mas estranhamente não vê estas pessoas entrando em sites ateus e dizendo que não admitem que ninguém fale mal de Jesus, é inegável a algo de muito errado acontecendo em nossa vida, Jesus não é mais o centro.
        Fora as orações fortes que aparecem por aí e que muita gente vai atrás, isso nos leva a outra discussão quem é forte? A oração? Ou o Deus a quem a oração é dirigida? Não existe oração forte, Deus ouve a oração de uma pessoa tão bem quanto ouve de 318. Ninguém pode obrigar Deus a fazer coisa alguma, veja o Ele diz sobre isso: “terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer” Ex.33.19. Ele responde a oração porque quer, porque nos ama, porém só faz quando quer. Nós não somos merecedores de nada, e Ele não tem nenhuma obrigação para conosco em relação a isso, já que nunca prometeu um mar de rosas, muito pelo contrario Jesus nos avisou: “No mundo tereis aflições, tenham bom ânimo...”.
         Na verdade quem tem Glória é Deus, o Poder é Dele (Sl 62:11 “Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus”) tudo vem Dele estamos errados ao dividi-la com qualquer outro ser ou denominação, a Ele sempre o mais perfeito louvor. A Glória da Igreja é Cristo. Deus nunca dividiu sua glória com ninguém As denominações e os líderes inescrupulosos devem se arrepender o quanto antes, ou sua parte será com os hipócritas onde a pranto e ranger dos dentes. Quantas vezes esses líderes dizem servir a Jesus e acabam por servir-se Dele com o pretexto de O glorificarem quando na verdade quere a Glória para sí, usando-O para se auto-promoverem como “Homens de Deus”, em mais um deslize para o Antigo Testamento, já que Paulo, Pedro, Tiago, João, Timóteo, E os outros nunca usurparam esse título para si, antes se Auto proclamavam escravos de Cristo, cujo único interesse era promover, glorificar e Honrar Aquele que tudo é. Nós não temos a Glória e nós não temos a Honra, pois ela também é Dele.

           A ELE A HONRA E GLÓRIA E O DOMÍNIO PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS!

NOTAS:
* Não vou colocar todas, pois não tenho todo o tempo do mundo, mas se você fala alguma e eu não postei não se sinta discriminado.
** Nossa palavra Igreja deriva etimologicamente da Palavra Grega Ekklesia.
*** Para uma maior orientação sobre esse tema Acesse www.icp.com.br.
**** http://www.youtube.com/user/inconformadostv#g/a

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A SUPREMA LINHA DA HISTÓRIA

Rubinho Pirola

            Nós sempre fomos acostumados a contar a história da salvação pelo lado do imprevisto, do acidente de percurso na história da humanidade, à partir de uma ótica bem nossa: Deus que é bom, criou o homem à sua imagem e semelhança, livre, sem pecado e, por obra desta criatura, desobedeceu ao Criador, comendo do que não devia - a árvore proibida - e dançou.

              Em suma, de nós homens correndo e Deus, correndo - mais ainda - atrás do prejuízo que fabricamos.

              Deus, sem saber o que fazer, pensamos nós, mesmo sem ser assim tão explícito - ficou agoniado, posto em cheque - e, furioso, expulsou o sujeito e a esposa do paraíso.

              Essa é a nossa versão. Há ainda os que afirmam com toda a sua razão e convicção "teológica", que Deus, para resolver a situação, ou remediá-la, tentou de várias maneiras a coisa: Primeiro pelos patriarcas, pelos profetas, pela lei, etc... até que (ufa!) aparece Cristo na parada (no fim das tentativas e não como primeira e única opção) e põe de novo as coisas nos seus lugares.

              Vai dai, que, não bastasse uma porção de cristãos viverem sobressaltados com os prováveis imprevistos da vida, achando-se à mercê de si mesmos e da sorte, com um Deus assentado no alto e sublime trono a assistir toda a tragédia, à espera e Ele próprio, à mercê desse homem e da sua performance, vêm os pensadores a questionarem toda a bagunça.

              Dentre esses, Saramago, o Nobel, expoente maior da literatura portuguesa dos nossos dias a tocar dedo na ferida da cristandade.

              Se Deus é bom, porque não pôs Ele guardas, miríades de anjos e arame farpado à volta da bendita - ou, no caso, maldita - árvore? Se é que o Altíssimo é onisciente, porque não impediu Ele o homem de tal crime para depois ter de o castigar?

              Toda essa coisa, fica mais claro, notássemos nós os textos sagrados todos ao invés de retermos-nos em apenas alguns.

               Pela mesma razão, acrescentaria eu ao escritor português - aprouve a Deus também "oferecer Cristo antes da fundação do mundo, antes que qualquer pecado fosse cometido". Ou seja,... havia - e há - um plano maior que nos escapa aos olhos, um plano "bom, perfeito e agradável" em marcha.

               (1Pe 1:18-20) - "Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós."

               (Ap 13:8) - "E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo."

               Deus estabeleceu todas as coisas, lá no princípio dos princípios, para fazer convergir em Cristo todas as coisas. Ele é quem mantém inclusive cada um de nós existindo, mesmo apesar da morte espiritual a que fomos sujeitos.

               O que precisamos nos lembrar, à luz dessas escrituras, é que nada, nem ninguém, nem coisa alguma é capaz de surpreender a Deus, nem nunca o pegamos de surpresa com os nossos atos - dos quais somos responsáveis - andando, nos movendo e existindo em Cristo, intermediando de um lado a santidade de Deus e, de outro, a nossa miséria.

                Em toda essa história, vemos o Cordeiro, que estava lá, sem o qual, "nada do que foi feito se fêz", sendo parte da construção, o modelo e o mantenedor, o promotor da unidade e o cabeça capaz de conduzí-la ao propósito de toda a raça humana, esse, justamente, traçado lá na eternidade, antes de todas as coisas.

                “Este (Cristo) é a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.” Cl 1:15-17

                 O que aprendo com tudo isso?

                 •Fomos criados por Deus e para Ele, tendo como modelo e alvo, Cristo;

                 •Tenho de saber que nada do que me acontece, escapa das mãos de Deus, nem as coisas agradáveis, nem as outras.


                •Que nas horas mais difíceis da minha vida, Deus estava soberano, dando continuidade à uma história maravilhosa de amor, perfeita em todos os detalhes

                 •Não há glória nenhuma em nós, mas em Deus que nos mantém e ajuda a viver o Seu plano;

                  •E que vivemos pela graça e a graça aponta para Cristo e isso, deve gerar em nós gratidão e submissão.

                  Olhando por esse prisma, mesmo com a tragédia do Éden, a vida que Deus nos chama a viver torna tudo diferente.

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ubinho é outro dos criminosos que insistem em pensar no Genizah. Apesar de tanta bagunça à sua volta, ainda se considera um missionário esperançoso no que Deus é capaz de fazer no meio de todos nós - inclusive ele próprio - tendo tudo debaixo das Suas mãos.

POST. PUBLICADO EM http://www.genizahvirtual.com/

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

95 TESES PARA OS DIAS DE HOJE.

Por: Diogo Henrique de Sá
Com um desejo ardente de trazer a verdade à luz, as 95 teses foram defendidas em Wittenberg sob a presidência do Rev. Frei Martinho Lutero, Mestre de Artes, Mestre de Sagrada Teologia e Professor oficial da mesma.
E é com o mesmo desejo ardente de trazer a verdade à luz, que as seguintes teses serão defendidas por mim.
Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Amém!

1. Ao dizer: Eu te darei as chaves do Reino dos Céus. [Mt 16:18-19:], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo nunca quis que toda a vida do fiel fosse controlada pelos pastores, bispos e paipóstolos.
2. Outrossim, fica claro que os pastores, bispos e paipóstolos são conservos dos fieis e não seus donos, uma vez que não foram eles quem morreram para remissão dos pecados. Fica claro ainda que os pastores, bispos e paipóstolos não podem exercer domínio sobre a vida e finanças do crente.
3. No entanto, o que os pastores, bispos e paipóstolos fazem é dominar, a seu bel prazer, a vida dos fieis, com pretexto de incutir santidade na vida dos crentes, no entanto uma santidade legalista e farisaica que não seja o resultado de uma mudança interior causada pelo Espírito é, diante de Cristo, inválida.
4. Por conseqüência, a pena do pecado perdura até que brote em seu âmago o ódio do pecado e de si mesmo pela prática dos mesmos pecados (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5. Os pastores, bispos e paipóstolos não querem e nem podem dispensar de quaisquer penas senão daquelas que eles próprios impuseram por decisão própria.
6. O pastor, bispo, apóstolo etc... não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoando os casos que lhe são reservados. Se eles deixassem de observar essas limitações, a culpa permaneceria.
7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa que, por mais que seja sincera, esteja em qualquer denominação eclesiástica sem que tenha confiado sua vida sem reservas a Jesus.
8. Os bens materiais pertencem apenas aos vivos; segundo a Santa Palavra de Deus, nada poderá ser levado pelos moribundos.
9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através dos sacerdotes quando estes, em seus ensinos, sempre apontam para a eternidade conforme a Palavra de nosso Senhor.
10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que se esquecem que a vida aqui é passageira e que é preciso ajuntar tesouros no céu.
11. Essa cizânia de transformar a fidelidade a Deus em fidelidade à denominação ou ao líder parece ter sido semeada enquanto os crentes certamente dormiam.
12. Antigamente os Apóstolos e País da Igreja, bem como os Reformadores se ativeram em Pregar o genuíno Evangelho, onde o amor de Deus aos homens demonstrado na Cruz de Cristo era o seu âmago.
13. Através de suas mensagens os Pastores, Bispos e Paipóstolos tem ensinado um Evangelho diferente primeiro por oprimir as ovelhas reduzindo-as a servidão a outro senhor que nada mais são do que eles mesmos, e segundo por pregar um Evangelho insuficiente para a vida, pois promete bênçãos e maldições aqui nesta terra e se silencia sobre o porvir.
14. Os ensinamentos dos Pastores, Bispos e Paipóstolos necessariamente trazem consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor que aqueles têm por estes últimos.
15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a subserviência por parte dos fiéis, uma vez que estes estão próximos do horror e do desespero.
16. Inferno e Céu parecem ser usados da mesma forma para produzir, nos incautos, um desespero ainda maior, e a obediência sega ao líder é usada para produzir uma falsa segurança.
17. Parece razoável considerar que - para as almas que ouvem as pregações destes pastores, bispos e paipóstolos que além de dividirem a fidelidade de Cristo ainda pregam um evangelho enriquecedor - o desespero que eles sentem devesse diminuir à medida que as contribuições crescessem.
18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem mais salvas por terem ouvido estes pregadores.
19. Também parece não ter sido provado que as almas estão certas de sua Salvação e da convicção que esta realidade é vil e passageira, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.
20. Portanto, se existe estas bênçãos, por que os pastores, bispos e paipóstolos não concedem, por amor, simplesmente todas, ao invés de somente aquelas que ele mesmo querem dar.
21. Erram, portanto, os pregadores de prosperidade que afirmam que a pessoa é abençoada pelas vultosas quantias entregues aos pastores, bispos e paipóstolos.
22. Com efeito, ele não dispensam as pobres almas de continuarem trazendo as pesadas contribuições, mesmo que elas já tenham entregado muito de seus recursos.
23. Se é que se pode dar alguma benção financeira a alguém, ela, certamente, só é dada aos mais generosos, isto é, pouquíssimos.
24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de abundantes riquezas nesta vida.
25. O mesmo poder que os pastores, bispos e paipóstolos tem sobre o as bênçãos de modo geral, qualquer fiel tem, desde que esteja em acordo com a Palavra de Deus, em sua vida em particular.
26. Os pastores, bispos e paipóstolos fazem muito bem ao abençoar as almas não pelo poder das chaves (que eles não têm), mas por meio de intercessão.
27. Pregam doutrina mundana os que ensinam que Deus precisa do “tilintar das moedas” lançadas nas salvas, para derramar bênçãos sobre as pobres Almas.
28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
29. E de onde tiraram a idéia de que Jesus realmente almeja encher as almas, de riquezas matérias?
30. Ninguém tem certeza de que seu sacrifício financeiro é suficiente, muito menos de haver, por ele, ter conseguido o favor de Deus.
31. Tão raro como quem é abençoado de fato é quem adquire autenticamente as ofertas para a liberação das supostas bênçãos, ou seja, é raríssimo.
32. Serão condenados pela eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação pelos ensinos destes falsos profetas sob títulos como: pastores, bispos e paipóstolos.
33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as mensagens dos pastores, bispos e paipóstolos aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.
34. Pois os ditames destes pastores, bispos e paipóstolos servem somente para satisfazer suas vaidades, e não passam de determinações humanas.
35. Os que ensinam que a contrição e a mudança de atitude conforme os padrões verdadeiramente bíblicos não são necessários para evidenciar a redenção recebida através do Sangue de Cristo, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.
36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem a benção de um pastor, bispo ou paipóstolo.
37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem a benção financeira de qualquer líder eclesiástico.
38. Contudo, o trabalho feito pelos pastores não deve ser desprezado, pois é legitimo, quando feito de acordo com a vontade de Deus expressa em sua Palavra.
39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a Salvação pela graça unicamente e a nova doutrina de Salvação pelas Obras, ou melhor dizendo pelas ofertas e pela obediência incondicional aos pastores, bispos e paipóstolos.
40. O coração verdadeiramente Contrito procura e ama a correção da Palavra, ao passo que os seguidores da abundância das ofertas e Sacrifícios financeiros a odeia, ou pelo menos a maioria deles.
41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as ofertas e dízimos, para que o povo não as julgue, erroneamente, como preferíveis às demais boas obras do amor.
42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é por que os pastores, bispos e paipóstolos pensam, que os sacrifícios financeiros possam, de alguma forma, ser comparados com as obras de misericórdia.
43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que dar as ofertas, mesmo que se comprassem o próprio jatinho dos pastores, bispos e paipóstolos.
44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as ofertas, dízimos e sacrifícios financeiros – esperando a tão almejada benção financeira – ela não se torna melhor, mas, pelo contrário, se torna pior que o infiel, sobretudo devido à busca desenfreada pelas riquezas.
45. Deve-se ensinar aos cristãos que, quem vê um carente e o negligencia para gastar com os sacrifícios financeiros obtém para si não as bênçãos financeiras dos pastores, bispos e paipóstolos, mas a ira de Deus.
46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com campanhas de vitória, que visam a “restituição” financeira por parte de Deus.
47. Deve-se ensinar aos cristãos que a entrega das ofertas e sacrifícios financeiros é livre e não constitui obrigação.
48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao exercer sua função, os pastores, bispos e paipóstolos têm mais anseio (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que o fiel está pronto a pagar.
49. Deve-se ensinar aos cristãos que as ofertas e dízimos são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem ou distorcem a Verdade de Deus por causa delas.
50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se os Verdadeiros Apóstolos soubessem das exações dos pregadores de prosperidade dos dias hodiernos, teriam corado de vergonha por ver que os pastores, bispos e paipóstolos vem construindo verdadeiros impérios com a lã, a pele, a carne, as unhas e os ossos de suas ovelhas.
51. Deve-se ensinar aos cristãos que os pastores, bispos e paipóstolos deveriam estar dispostos – como é seu dever – a dar do seu dinheiro, que ardilosamente extorquiram dos fieis, àqueles muitos que sofrem maiores dificuldades financeiras, mesmo que para isto fosse necessário vender suas Catedrais, jatinhos e castelos.
52. Vã é a confiança na salvação e vida repleta de bens por meio das mensagens de prosperidade, mesmo que os mensageiros que, utilizando títulos de pastores, bispos e paipóstolos, dessem suas almas como garantia pelas mesmas.
53. São inimigos de Cristo e do Espírito Santo aqueles que, por causa da pregação de bênçãos financeiras, fazem calar por inteiro a Palavra de Deus nas igrejas.
54. Ofende-se a Palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo aos anjos, ao dinheiro, as unções, ao experiêncialismo e as pseudo-profecias do que a ela.
55. A atitude dos pastores, bispos e paipóstolos necessariamente são: se as unções financeiras e proféticas (que são irrelevantes) são celebradas com grandes Campanhas, cultos e cerimônias, o Evangelho (que é infinitamente o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de Reuniões, Cruzadas e cerimônias, por todos os meios de comunicação possíveis.
56. Os tesouros das denominações, a partir dos quais os pastores, bispos e paipóstolos concedem as bênçãos e unções financeiras, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
58. Eles tampouco são os méritos de Cristo, pois este sempre opera, sem os Pastores, Bispos e Paipóstolos, a graça do ser humano interior transformando-o a estatura de homem perfeito, aquele que começou boa obra no ser humano há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus.
59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.
61. Pois está claro que, para a remissão das penas do pecado, a morte de Cristo por si só é suficiente.
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.
64. Em contrapartida, o tesouro das ofertas, dízimos e sacrifícios é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.
65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
66. Os tesouros das unções financeiras e campanhas, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
67. As unções financeiras e prosperidades apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.
68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69. Os pastores, bispos e paipóstolos têm a obrigação de admitir em sua congregação toda espécie de gente.
70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que essa gente, quando investida de algum título eclesiástico, não pregue os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo nosso Senhor Jesus Cristo em sua Palavra.
71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar um Evangelho diferente do Evangelho da Cruz, que não quer enriquecer ninguém, a não ser da Graça, e também aquele que, sob pretexto de fortes orações, se aproprie do fruto do suado salário do fiel.
72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de prosperidade.
73. Assim como os pastores, bispos e paipóstolos, com sua razão, fulminam aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de unções financeiras.
74. Muito mais deseja fulminar Deus aqueles que, a pretexto das unções financeiras, procuram fraudar a verdade de Deus e a santa caridade do fiel.
75. A opinião de que as unções financeiras e bênçãos dos sacrifícios são tão necessárias que Deus as reservou aos crentes nestes últimos dias é loucura.
76. Afirmamos, pelo contrário, que as bênçãos financeiras que os pastores, bispos e paipóstolos tanto pregão não são sequer uma mensagem válida diante de nosso Senhor.
77. A afirmação de que estas mesmas bênçãos financeiras constituem atualmente o desejo legítimo do Próprio Deus - e que podem ser confirmadas pela sua Palavra uma vez que está intrínsecas a ela - para com o homem é blasfêmia contra Deus.
78. Dizemos contra isto que quaisquer pastores, bispos e paipóstolos, têm maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as Virtudes, a Graça, a Salvação Eterna etc., como está escrito em I Coríntios XII.
79. É blasfêmia erguer as insígnias dos pastores, bispos e paipóstolos, como se fossem a Cruz de Cristo.
80. Terão que prestar contas os pastores, bispos, paipóstolos e pseudo-teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.
81. Essa licenciosa pregação de prosperidade faz com que não seja fácil, nem para os homens mais doutos, defender a dignidade dos pastores, bispos e paipóstolos contra as acusações e questões, sem dúvida arguta, dos leigos.
82. Por exemplo: Por que os pastores, bispos e paipóstolos não liberam estas unções por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas – se abençoam um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da suas basílicas, compra de aviões, caixas de som, microfones, carros e casas pastorais, que é uma causa tão insignificante?
83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as festas, os aniversários dos pastores, bispos, paipóstolos e casamento de seus filhos arrancando dinheiro dos membros, através do constrangimento e promessas de grandes farturas, e não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo nem mesmo o salário que tens recebido?
84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e dos pastores, bispos e paipóstolos é essa que, por causa do dinheiro, se permite abençoar uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não o contempla por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?
85. Do mesmo modo: Por que os métodos vétero-testamentários – que de fato, e por desuso, já há muito revogados pela cruz de Cristo – ainda são praticados por dinheiro, para concessão de unções financeiras, como se ainda estivessem em pleno vigor?
86. Do mesmo modo: Por que os pastores, bispos e paipóstolos cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos suas Catedrais, hospitais, creches etc. ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
87. Do mesmo modo: O que é que os pastores, bispos e paipóstolos abençoam e concedem àqueles que, pelo sacrifício perfeito de Cristo, têm direito à plena remissão e participação?
88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se os pastores, bispos e paipóstolos, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedessem essas unções e bênçãos cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
89. Já que, com as mensagens proféticas, os pastores, bispos e paipóstolos procuram mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que anulam as bênçãos e unções, outrora já por eles concedidas, se são igualmente eficazes?
90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e os seus líderes à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.
91. Se, portanto, as bênçãos, as mensagens proféticas da ultima hora, e unções fossem pregadas em conformidade com o Espírito e a Palavra de Deus, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo "Paz, paz!" sem que haja paz!
93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo "Cruz! Cruz!" Que preguem uma Salvação unicamente pela graça. E a ineficácia das obras e ofertas para receber as bênçãos dos céus. Que ensinem que a nossa vitória não vai chegar esta noite durante a reunião de oração, pois a nossa vitória já chegou e foi conquistada na Cruz.
94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, e não os ditames de líderes espirituais que colocam sobre o crente um jugo tão pesado que eles mesmos não movem uma unha para aliviá-lo.
95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da vã confiança de paz e prosperidade.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

OS SETE PECADOS CAPITAIS

LÍ ESTE TEXTO E ACHEI MUITO INTERESSANTE POR ISSO RESOLVI POSTÁ-LO.
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1. - Soberba - O que tem de pastor soberbo por aí, só mesmo vendo para acreditar. Muitos deles se acham melhores e mais santos do que os outros, sem atentar ao fato de que foram salvos exclusivamente pela GRAÇA e MISERICÓRDIA de Deus, sem que nada merecessem, a não ser condenação e inferno. Que eles jamais se considerem melhores do que os crentes e incrédulos, devendo amá-los, respeitá-los, pregar-lhes o Evangelho bíblico e orar por eles, a fim de provar que realmente os amam. Vamos ler Romanos 14:10: “Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo”; 14:12: “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”.
2. - Avareza - Este é o pecado mais encontrado nos “pentecapastors”, os quais fazem da avareza (que é idolatria) o seu pecado especial. Eles pregam o Evangelho não por amor às almas perdidas, mas visando lucros financeiros, para encher suas contas bancárias e construir templos suntuosos, a fim de mostrar aos seus confrades que sua igreja é MAIOR e MAIS BONITA do que a deles. O fenômeno (católico/pagão) do crescimento de igrejas começou nos Estados Unidos e tem se espalhado por todo o Ocidente, onde o clero se tornou mundano e avarento, em busca de fama, riqueza e poder eclesiástico (Lucas 12:15; Colossenses 3:5; 2 Pedro 2:3, etc.). Essa febre foi espalhada por um herege/budista dono de uma mega-igreja, o coreano David Yongi Cho. Ela infectou os americanos e, hoje em dia, alguns homens como Rick Warren e Robert Schüller exibem mega-igrejas com milhares de “convencidos” da salvação (Mateus 7:21-23). E os macacos nacionais seguem atrás deles...
3. - Luxúria - Antigamente os pastores evangélicos se destacavam pela sua honestidade e fidelidade no leito conjugal e no lar, “governando bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia”, conforme o mandamento da I Timóteo 3:4. Hoje os escândalos envolvendo pastores famosos explodem em todos os países, à medida que cresce o número de mega-igrejas. Muitos pastores que ficam famosos na TV são logo tentados por alguma ovelha sedenta de atenção e carinho e acabam caindo no pecado da luxúria, no adultério e até mesmo no homossexualismo. (1 Coríntios 6:18; 10:8; Gálatas 6:19; Apocalipse 21:8, etc.)
4. - Ira - Este é um pecado muito comum nos “pentecapastors“ e nos “avivados”, quando os gazofilácios de suas igrejas não ficam recheados de notas, após os cultos em que eles pregam, desavergonhadamente, Malaquias 3. Eles sempre exigem dízimos e ofertas (com até cheques pré-datados) das ovelhas incautas, as quais, acreditando em receber bênçãos à custa de sua generosidade, vão dando o que têm e o que não têm a esses “ministros do anjo de luz”, que desonram a igreja do Senhor (Efésios 4:26; Tiago 1:19; Mateus 5:22, etc.).
5. - Gula - Este é um dos pecados mais acariciados pelos pastores modernos. Quem já ouviu algum pastor pregar contra o grave pecado da GULA? Eu nunca ouvi. Eles ficam exigindo que suas ovelhas jejuem, mas eles mesmos comem tanto que acabam ficando gordos e flácidos, pelo excesso de arroz, feijão, macarrão, maionese, farofa, carne, doces, etc. Meu marido (um Químico alemão especialista em alimentos) costumava dizer que cada 10 gramas de alimento ingerido - além do que o organismo carece - se transforma em gordura, sobrecarregando o fígado e, nesse caso, engordando o pastor guloso, afetando-lhe a saúde e tornando-o preguiçoso no desempenho dos seus deveres eclesiásticos. É difícil encontrar um pastor que não seja obeso, pois enquanto esses “anjos da igreja” pregam nos púlpitos, muitas vezes estão ansiando pelo término do culto, a fim de irem para casa e encherem seus ventres de carboidratos, gordura e doces (Gálatas 5:21).
6. - Inveja - O que existe de pastor invejoso por aí nem se pode contar. Eles têm inveja dos incrédulos, quando os vêm enchendo as casas lotéricas em busca de fortuna fácil. Invejam-nos, quando os vêem diante de uma garrafa de cerveja nos bares, e também quando os vêem acompanhados de alguma mulher bonita e elegante, usando maquilagem e adereços da moda, pois muitos têm esposas mal amanhadas, principalmente aqueles “pentecas”, em cujas denominações as mulheres têm de usar saias e cabelos compridos, a fim de mostrarem uma piedade que nunca possuem (Tiago 4:2).
7. - Preguiça - Existe uma classe mais preguiçosa do que a dos pastores evangélicos? Primeiro, não exercem um emprego secular com a desculpa de se dedicarem exclusivamente ao “serviço de Deus” e aos assuntos da igreja. Contudo, esses mandriões dormem até altas horas do dia, ficam horas perdidas diante dos aparelhos de TV, ou fofocando com os confrades, e quase não lêem a Bíblia, a não ser em busca de alguns versos (em geral do Velho Testamento), para os transformarem numa pregação medíocre. Segundo, dificilmente esses pastores visitam uma ovelha carente ou enferma e nunca ajudam suas esposas nos afazeres domésticos, pois, em geral, são machistas demais e suas esposas se matam de trabalhar, em casa e na igreja, se não tiverem uma boa empregada (Provérbios 6:9; 15:19; Isaías 56:10, etc.).
Bem, meus leitores, mostrei apenas os pecados capitais da classe pastoral. Mas existem dezenas de outros pecados cometidos pelos pastores folgados e, a quem quiser descobri-los, aconselho a leitura do Livro de Provérbios e das Epístolas de Paulo, para depois comparar o desempenho do “anjo” de sua igreja e ver como ele se comporta em relação aos ensinos da Palavra de Deus.
Além desses pecados capitais, alguns desses “ungidos do Senhor” costumam praticar outros, como: mentira, covardia, ciúme, facção, bajulação... e por aí a fora.
Mary Schultze

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Arminianismo

ArminianismoOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Arminianismo é um sistema teológico baseado nas idéias do pastor e teólogo reformado holandês Jacob Harmensz, mais conhecido pela forma latinizada de seu nome Jacobus Arminius. No inglês, é usualmente referenciado como James Arminius ou Jacob Arminius. Em português, seu nome seria Jacó Armínio.
Embora tenha sido discípulo do notável calvinista Teodoro de Beza, Armínio defendeu uma forma evangélica de sinergismo (crença que a salvação do homem depende da cooperação entre Deus e o homem), que é contrário ao monergismo, do qual faz parte o calvinismo (crença de que a salvação é inteiramente determinada por Deus, sem nenhuma participação livre do homem). O sinergismo arminiano difere substancialmente de outras formas de sinergismo, tais como o pelagianismo e o semipelagianismo, como se demonstrará adiante. De modo análogo, também há variações entre as crenças monergistas, tais como o supra-lapsarianismo e o infra-lapsarianismo.
Armínio não foi primeiro e nem o último sinergista na história da Igreja. De fato, há dúvidas quanto ao fato de que ele tenha introduzido algo de novo na teologia cristã.
Os próprios arminianos costumavam afirmar que os pais da Igreja grega dos primeiros séculos da era cristã e muitos dos teólogos católicos medievais eram sinergistas, tais como o reformador católico Erasmo de Roterdã. Até mesmo Philipp Melanchthon (1497-1560), companheiro de Lutero na reforma alemã, era sinergista, embora o próprio Lutero não fosse.
Armínio e seus seguidores divergiram do monergismo calvinista por entenderem que as crenças calvinistas na eleição incondicional (e especialmente na reprovação incondicional), na expiação limitada e na graça irresistível:
• seriam incompatíveis com o caráter de Deus, que é amoroso, compassivo, bom e deseja que todos se salvem.
• violariam o caráter pessoal da relação entre Deus e o homem.
• levariam à conseqüência lógica inevitável de que Deus fosse o autor do mal e do pecado.

Contexto histórico
Para se compreender os motivos que levaram à aguda controvérsia entre o calvinismo e o arminianismo, é preciso compreender o contexto histórico e político no qual se inseriam os Países Baixos à época.
De acordo com historiadores, tais como Carl Bangs, autor de "Arminius: A Study in the Dutch Reformation (1985)", as igrejas reformadas da região eram protestantes, em sentido geral, e não rigidamente calvinistas. Embora aceitassem o catecismo de Heidelberg como declaração primária de fé, não exigiam que seus ministros ou teólogos aderissem aos princípios calvinistas, que vinham sendo desenvolvidos em Genebra, por Beza. Havia relativa tolerância entre os protestantes holandeses. De fato, havia tanto calvinistas quanto luteranos. Os seguidores do sinergismo de Melanchthon conviviam pacificamente com os que professavam o supralapsarianismo de Beza. O próprio Armínio, acostumado com tal "unidade na diversidade", mostrou-se estarrecido, em algumas ocasiões, com as exageradas reações calvinistas ao seu ensino.
Essa convivência pacífica começou a ser destruída quando Franciscus Gomarus, colega de Armínio na Universidade de Leiden, passou a defender que os padrões doutrinários das igrejas e universidades holandesas fossem calvinistas. Então, lançou um ataque contra os moderados, incluindo Armínio.
De início, a campanha para impor o calvinismo não foi bem sucedida. Tanto a igreja quanto o Estado não consideravam que a teologia de Armínio fosse heterodoxa. Isso mudou quando a política passou a interferir no processo.
À época, os países baixos, liderados pelo príncipe Maurício de Nassau, calvinista, estavam em guerra contra a dominação da Espanha, católica. Alguns calvinistas passaram a convencer os governantes dos Países Baixos, e especialmente o príncipe Nassau, de que apenas a sua teologia proveria uma proteção segura contra a influência do catolicismo espanhol. De fato, caricaturas da época apresentavam Armínio como um jesuíta disfarçado. Nada disso foi jamais comprovado.
Depois da morte de Armínio, o governo começou a interferir cada vez mais na controvérsia teológica sobre predestinação. O príncipe Nassau destituiu os arminianos dos cargos políticos que ocupavam. Um arminiano foi executado e outros foram presos. O conflito teológico atingiu tamanha proporção que levou a Igreja a convocar o Sínodo Nacional da Igreja Reformada, em Dort, mais conhecido como o Sínodo de Dort, onde os arminianos, conhecidos como "remonstrantes", tiveram a oportunidade de defender seus pontos de vista perante as autoridades, partidárias do calvinismo. As discussões ocorreram em 154 reuniões iniciadas em 13 de novembro 1618 e encerrada em 9 de maio de 1619, cujo o assunto era a predestinação incondicional defendida pelo calvinismo e a predestinação condicional defendida pelo arminianismo. Os arminianos acabaram sendo condenados como hereges, destituídos de seus cargos eclesiásticos e seculares, tiveram suas propriedades expropriadas e foram exilados.
Logo que Maurício de Nassau morreu, os calvinistas perderam o seu poder na região e os arminianos puderam retornar ao país, onde fundaram igrejas e um seminário, o qual até hoje existe na Holanda (Remonstrants Seminarium).
Em síntese, as igrejas protestantes holandesas continham diversidade teológica, à época de Armínio. Tanto monergistas quanto sinergistas eram ali representados e conviviam pacificamente. O que levou a visão monergista à supremacia foi o poder do Estado, representado pelo príncipe Maurício de Nassau, que perseguiu os sinergistas.
Para Armínio e seus seguidores, sua teologia também era compatível com a reforma protestante. Em sua opinião, tanto o calvinismo quanto o arminianismo são duas correntes inseridas na reforma protestante, por serem, ambas, compatíveis com o lema dos reformados sola gratia, sola fide, sola scriptura.

Diferentes correntes
A exemplo do que ocorre com outras correntes teológicas, tais como o calvinismo, as crenças arminianas não são homogêneas. As idéias originalmente desenvolvidas por Armínio foram sistematizadas e desenvolvidas por inúmeros sucessores e profundamente alteradas por outros. Embora todos eles sejam considerados arminianos, divergem em alguns pontos cruciais. O teólogo reformado Allan Sell introduziu a distinção entre os "arminianos do coração" e os "arminianos da cabeça".

Arminianos do coração
São classificados como tal os teólogos que continuaram a trilhar os mesmos passos de Armínio, ou seja, sua teologia é perfeitamente compatível com as idéias por ele defendidas. Entre os inúmeros arminianos do coração, podem ser citados:
• Os Remonstrantes: cerca de 45 ministros e teólogos dos países baixos que deram continuidade ao desenvolvimento da teologia de Armínio. Seu principal representante é Simon Episcopius (1583-1643). Outro nome importante é o do conhecido cientista político Hugo Grotius (1583-1645). Os últimos remonstrantes afastaram-se substancialmente das linhas traçadas por Armínio e deram origem ao "arminianismo da cabeça" (vide adiante).
• Século XVIII: o principal nome que desponta nessa época é o de John Wesley (1703-1791), que se declarava arminiano e defendeu o arminianismo da acusação de heterodoxia e de heresia. Embora a teologia de Wesley seja compatível com o arminianismo original, apresenta alguns acréscimos importantes, tais como o perfeccionismo wesleyano, com o qual nem todos os arminianos concordam, e algumas aparentes contradições, em razão da falta de rigor teológico utilizado em sua linguagem, muito mais de pregador do que de teólogo. Além de Wesley, merecem destaque John Fletcher (1729-1785) e Richard Watson (1781-1833).
• Século XIX: Thomas Summers (1812-1882), William Burton Pope (1822-1903), John Miley (1813-1895).
• Século XX: H. Orthon Wiley (1877-1961), Thomas Oden (embora não aceite ser chamado de arminiano, sua obra é totalmente compatível com o arminianismo clássico. Prefere o rótulo de "paleo-ortodoxo", já que apela para o consenso dos primeiros pais da Igreja). Dale Moody, Stanley Grenz, Howard Marshall.

Arminianos da Cabeça
São considerados "arminianos da cabeça" os que abandonaram alguns dos princípios basilares da teologia arminiana clássica, tal como a crença no pecado original e na depravação total. Aproximaram-se do semipelagianismo e até do pelagianismo, negando a salvação pela graça, pilar da reforma protestante. Posteriormente, a teologia de alguns sofreu fortes influências do iluminismo, recaindo em universalismo, arianismo e em vertentes da teologia moderna liberal.
A maior parte dos críticos do arminianismo cometem o equívoco de tomar a parte pelo todo, considerando que todos os arminianos são "da cabeça", sem discernir as profundas diferenças entre as várias correntes arminianas. Tal equívoco é semelhante ao de considerar que todos os calvinistas são hiper-calvinistas ou que todos sejam supralapsarianos. Talvez por isso, o arminianismo seja tão freqüentemente associado ao semipelagianismo.
Entre os conhecidos arminianos da cabeça, destacam-se:
• Remonstrantes: alguns dos últimos remonstrantes passaram a defender posições mais próximas do semipelagianismo do que do arminianismo, afastando-se do arminianismo clássico. O principal nome dessa época é Philipp Limborch (1633-1712). Muitos opositores do arminianismo, na realidade, baseam suas críticas nas idéias de Limborch, como se fossem iguais às de Armínio.
• Século XVIII: John Taylor (1694-1761) e Charles Chauncy (1705-1787).
• Século XIX: o nome de maior destaque é o do avivalista Charles Finney (1792-1875), cuja teologia é fortemente pelagiana.
John Wesley foi historicamente o advogado mais influente dos ensinos da soterologia arminiana. Wesley concordou com a vasta maioria daquilo que o próprio Armínio defendeu, mantendo doutrinas fortes, tais como as do pecado original, depravação total, eleição condicional, graça preveniente, expiação ilimitada e possibilidade de apostasia.
Wesley, porém, afastou-se do Arminianismo Clássico em três questões:
• Expiação – A expiação para Wesley é um híbrido da teoria da substituição penal e da teoria governamental de Hugo Grócio, advogado e um dos Remonstrantes. Steven Harper expõe: "Wesley não colocou o elemento substitucionário dentro de uma armação legal …Preferencialmente [sua doutrina busca] trazer para dentro do próprio relacionamento a 'justiça' entre o amor de Deus pelas pessoas e a aversão de Deus ao pecado …isso não é a satisfação de uma demanda legal por justiça; assim, muito disso é um ato de reconciliação imediato."[1]
• Possibilidade de apostasia – Wesley aceitou completamente a visão arminiana de que cristãos genuínos podem apostatar e perder sua salvação. Seu famoso sermão "A Call to Backsliders" demostra claramente isso. Harper resume da seuinte forma: "o ato de cometer pecado não é ele mesmo fundamento para perda da salvação … a perda da salvação está muito mais relacionada a experiências que são profundas e prolongadas. Wesley via dois caminhos principais que resultam em uma definitiva queda da graça: pecado não confessado e a atitude de apostasia."[2] Wesley discorda de Armínio, contudo, ao sustentar que tal apostasia não é final. Quando menciona aqueles que naufragaram em sua fé (1 Tim 1:19), Wesley argumenta que "não apenas um, ou cem, mas, estou convencido, muitos milhares … incontáveis são os exemplos … daqueles que tinham caído, mas que agora estão de pé"[3]
• Perfeição cristã – Conforme o ensino de Wesley, cristãos podem alcançar um estado de perfeição prática. Isso significa uma falta de todo pecado voluntário, mediante a capacitação do Espírito Santo em sua vida. Perfeição cristã (ou santificação inteira), conforme Wesley, é "pureza de intenção; toda vida dedicada à Deus" e "a mente que estava em Cristo, nos capacita a andar como Cristo andou." Isso é "amar a Deus de todo o seu coração, e os outros como você mesmo".[4] Isso é 'uma restauração não apenas para favor, mas também para a imagem de Deus," nosso ser "encheu-se com a plenitude de Deus".[5] Wesley esclareceu que a perfeição cristã não implica em perfeição física ou em uma infabilidade de julgamento. Para ele, significa que não devemos violar a longanimidade da vontade de Deus, por permanecer em transgressões involuntárias. A perfeição cristã coloca o sujeito sob a tentação, e por isso há a necessidade contínua de oração pelo perdão e santidade. Isso não é uma perfeição absoluta mas uma perfeição em amor. Além disso, Wesley nunca ensinou um salvação pela perfeição, mas preferiu dizer que "santidade perfeita é aceitável a Deus somente através de Jesus Cristo."[4]

A Essência Teológica do Arminianismo do Coração (Clássico)
Os Cinco Pontos do Arminianismo
No Sínodo de Dort, os remonstrantes apresentaram a doutrina arminiana clássica na forma dos cinco pontos seguintes:

Eleição Condicional
Deus, por um eterno e imutável decreto em Cristo, antes da criação do mundo, determinou eleger, dentre a raça humana caída e pecadora, aqueles que pela graça creem em Jesus Cristo e perseveram na fé e obediência. Contrariamente, Deus resolveu rejeitar os não convertidos e descrentes, reservando-lhes o sofrimento eterno (João 3:36).

Expiação Universal
Em conseqüência do decreto divino, Cristo, o salvador do mundo, morreu por todos os homens, de modo a garantir, pela morte na cruz, reconciliação e perdão para o pecado de todos os homens. Entretanto, essa salvação só é desfrutada pelos fiéis (João 3:16; I João 2:2).

Fé Salvadora
O homem não pode obter a fé salvadora por si mesmo ou pela força do seu livre-arbítrio, mas necessita da graça de Deus por meio de Cristo para ter sua vontade e seu pensamento renovados (João 15:5).

Graça ResistívelA graça é a causa do começo, do progresso e da completude da salvação do homem. Ninguém poderia crer ou perseverar na fé sem esta graça cooperante. Conseqüentemente, todas as boas obras devem ser creditadas à graça de Deus em Cristo. Com relação à operação desta graça, contudo, não é irresistível (Atos 7:51)

Indefinição Quanto à Perseverança
Os verdadeiros crentes têm força suficiente, por meio da graça divina, para lutar contra Satanás, contra o pecado e contra sua própria carne, e para vencê-los. Mas, se eles, em razão da negligência, podem ou não apostatar da fé verdadeira e vir a perder a alegria de uma boa consciência, caindo da graça, é uma questão que precisa ser melhor examinada à luz das Sagradas Escrituras.

Interpretação dos Cinco Pontos
O terceiro ponto sepulta qualquer pretensão de associar o arminianismo ao pelagianismo ou ao semipelagianismo. De fato, a doutrina de Armínio é perfeitamente compatível com a Depravação Total calvinista. Ou seja, em seu estado original o homem é herdeiro da natureza pecaminosa de Adão e totalmente incapaz, até mesmo, de desejar se aproximar de Deus. Nenhum homem nasce com o "livre-arbítrio", ou seja, com a capacidade de não resistir a Deus.
O quarto ponto demonstra claramente que é a graça preveniente que restaura no homem a sua capacidade de não resistir à Deus. Portanto, para Armínio, a salvação é pela graça somente e por meio da fé somente. Nesse sentido, os arminianos do coração concordam com os calvinistas no sentido de que a capacitação, por meio da graça, precede a fé, e que até mesmo a fé salvadora seja um dom de Deus. A diferença está na compreensão da operação dessa graça. Para os calvinistas, a graça é concedida apenas aos eleitos, que a ela não podem resistir.
Para os arminianos, a expiação por meio de Jesus Cristo é universal e comunica essa graça preveniente a todos os homens; mas ela pode ser resistida. Assim como o pecado entrou no mundo pelo primeiro Adão, a graça foi concedida ao mundo por meio de Cristo, o segundo Adão (conforme Romanos 5:18, João 1:9 etc.). Nesse sentido, os arminianos entendem que I Timóteo 4:10 aponta para duas salvações em Cristo: uma universal e uma especial para os que creem. A primeira corresponde à graça preveniente, concedida a todos os homens, que lhes restaura o arbítrio, ou seja, a capacidade de não resistir a Deus. Ela é distribuída a todos os homens porque Deus é amor (I João 4:8, João 3:16) e deseja que todos os homens se salvem (I Timóteo 2:4, II Pedro 3:9 etc.), conforme defendido no segundo ponto do arminianismo. A segunda é alcançada apenas pelos que não resistem à graça salvadora e creem em Cristo. Estes são os predestinados, segundo a visão arminiana de predestinação.
Portanto, embora a expressão "livre-arbítrio" seja comumente associada ao arminianismo, ela deve ser entendida como "arbítrio liberto" ou "vontade liberta" pela graça preveniente, convencedora, iluminadora e capacitante que torna possíveis o arrependimento e a fé. Sem a atuação da graça, nenhum homem teria livre-arbítrio.
Ao contrário dos calvinistas, os arminianos creem que essa graça preveniente, concedida a todos os homens, não é uma força irresistível, que leva o homem necessariamente à salvação. Para Armínio, tal graça irresistível violaria o caráter pessoal da relação entre Deus e o homem. Assim, todos os homens continuam a ter a capacidade de resistir à Deus, que já possuíam antes da operação da graça (conforme Atos 7:51, Lucas 7:30, Mateus 23:37 etc.). Portanto, a responsabilidade do homem em sua salvação consiste em não resistir ao Espírito Santo. Este é o coração do sinergismo arminiano, o qual difere radicalmente dos sinergismos pelagiano e semipelagiano.
No que tange à perseverança dos santos, os remonstrantes não se posicionaram, já que deixaram a questão em aberto.

Citações das obras de Armínio
Os textos a seguir transcritos, escritos pelo próprio Armínio, são úteis para demonstrar algumas de suas idéias.
…Mas em seu estado caído e pecaminoso, o homem não é capaz, de e por si mesmo, pensar, desejar, ou fazer aquilo que é realmente bom; mas é necessário que ele seja regenerado e renovado em seu intelecto, afeições ou vontade, e em todos os seus poderes, por Deus em Cristo através do Espírito Santo, para que ele possa ser capacitado corretamente a entender, avaliar, considerar, desejar, e executar o que quer que seja verdadeiramente bom. Quando ele é feito participante desta regeneração ou renovação, eu considero que, visto que ele está liberto do pecado, ele é capaz de pensar, desejar e fazer aquilo que é bom, todavia não sem a ajuda contínua da Graça Divina.
Com referência à Graça Divina, creio, (1.) É uma afeição imerecida pela qual Deus é amavelmente afetado em direção a um pecador miserável, e de acordo com a qual ele, em primeiro lugar, doa seu Filho, "para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna," e, depois, ele o justifica em Cristo Jesus e por sua causa, e o admite no direito de filhos, para salvação. (2.) É uma infusão (tanto no entendimento humano quanto na vontade e afeições,) de todos aqueles dons do Espírito Santo que pertencem à regeneração e renovação do homem - tais como a fé, a esperança, a caridade, etc.; pois, sem estes dons graciosos, o homem não é capaz de pensar, desejar, ou fazer qualquer coisa que seja boa. (3.) É aquela perpétua assistência e contínua ajuda do Espírito Santo, de acordo com a qual Ele age sobre o homem que já foi renovado e o excita ao bem, infundindo-lhe pensamentos salutares, inspirando-lhe com bons desejos, para que ele possa dessa forma verdadeiramente desejar tudo que seja bom; e de acordo com a qual Deus pode então desejar trabalhar junto com o homem, para que o homem possa executar o que ele deseja.
Desta maneira, eu atribuo à graça O COMEÇO, A CONTINUIDADE E A CONSUMAÇÃO DE TODO BEM, e a tal ponto eu estendo sua influência, que um homem, embora regenerado, de forma nenhuma pode conceber, desejar, nem fazer qualquer bem, nem resistir a qualquer tentação do mal, sem esta graça preveniente e excitante, seguinte e cooperante. Desta declaração claramente parecerá que de maneira nenhuma eu faço injustiça à graça, atribuindo, como é dito de mim, demais ao livre-arbítrio do homem. Pois toda a controvérsia se reduz à solução desta questão, "a graça de Deus é uma certa força irresistível"? Isto é, a controvérsia não diz respeito àquelas ações ou operações que possam ser atribuídas à graça, (pois eu reconheço e ensino muitas destas ações ou operações quanto qualquer um,) mas ela diz respeito unicamente ao modo de operação, se ela é irresistível ou não. A respeito da qual, creio, de acordo com as escrituras, que muitas pessoas resistem ao Espírito Santo e rejeitam a graça que é oferecida.
Extraído de As Obras de James Arminius Vol. I

Comparação com o Calvinismo
Posteriormente ao Sínodo, quando os arminianos apresentaram os cinco pontos do arminianismo, os calvinistas responderam com os cinco pontos do calvinismo, que são os seguintes:
• Total depravação: não existe no homem após a queda de Adão força ou vontade do ser humano para buscar a salvação. Todos os homens herdam, de Adão, a natureza pecaminosa, decaída.
• Eleição Incondicional: a salvação não está condicionada a vontade ou ações humanas, mas ao soberano decreto de Deus que decide salvar alguns, os eleitos, deixando que os demais sofram o castigo eterno.
• Expiação Limitada: a salvação e o sacrifício de Cristo foram realizados apenas para o grupo dos eleitos.
• Graça Irresistível: a graça, enquanto ação e vontade de Deus, não pode ser resistida pela vontade ou ações do homem. Assim, uma vez que o homem tenha sido eleito para a salvação, ele não poderá resistir ao chamamento divino.
• Perseverança dos Santos: todos aqueles que tiveram sua salvação decretada perseverarão através da vontade e ação de Deus até o fim. Uma vez salvo, o eleito jamais perderá sua salvação.
A análise dos textos arminianos revela que o arminianismo do coração concorda integralmente com a depravação total calvinista. O homem em seu estado natural é totalmente incapaz de desejar ou de buscar Deus. Somente a graça preveniente o capacita a crer na mensagem salvadora. Portanto, a discordância ocorre somente com relação à eleição incondicional, a expiação limitada e a graça irresistível.
No que tange à perseverança dos santos, os arminianos não são unânimes. Há quem acredite que a salvação pode ser definitiva e irremediavelmente perdida.
Com relação à predestinação, o arminianismo crê que é baseada na presciência divina daqueles que, capacitados pela graça preveniente, creem na mensagem de salvação em Jesus Cristo.

Referências
1. ↑ Harper, Steven "Wesleyan Arminianism" Four Views on Eternal Security (Grand Rapids: Zondervan, 2002) 227ff
2. ↑ Harper 239-240
3. ↑ Wesley, John "A Call to Backsliders" The Works of John Wesley, ed. Thomas Jackson, 14 vols. (London: Wesley Methodist Book Room, 1872; repr, Grand Rapids: Baker, 1986) 3:211ff
4. ↑ 4,0 4,1 Wesley, John "A Plain Account of Christian Perfection", Works
5. ↑ Wesley, John "The End of Christ’s Coming", Works

E AGORA? O QUE FAREMOS?

E AGORA? O QUE FAREMOS?

           Sou mais um decepcionado com a Igreja dos dias atuais. É lamentável a situação dos cristãos (me refiro aos crentes, evangélicos, protestantes, enfim como você preferir), escravizados pelas lideranças Eclesiásticas. É lamentável que tanta porcaria venha sendo despejada sobre nós todos os dias nos templos. É a unção do riso, unção do cuspe (ou guspe??), unção do paletó mágico, unção da cola, unção do suor (essa me dá nojo), unção do Leão da Tribo de Judá, bom vou parar por aqui senão não termino esse texto nunca. E outra aquele papo de sua vitória hoje vai chegar não dá mais, minha vitória foi conquistada na Cruz.
Também tenho acompanhado as pregações na Igreja em que eu congrego, e nunca vi tanta bobagem, o texto bíblico é torcido e distorcido (meu Deus do céu!) e como tem anjo desocupado no Céu, por que tem um monte freqüentando culto na minha congregação (pelo menos é o que dizem), e quando a quantidade de anjo na reunião é pequena as pessoas pedem mais (cá entre nós, deixa os anjos em paz). Também não entendo por que tanta gritaria, e olha que eu sou pentecostal e gosto de dar Glória Deus alto, mas a coisa esta demais, é uma gritaria sem limite, até para o barulho tem que haver decência, será que não percebem que os resultados das mensagens gritadas tem pouca duração, quase nunca resistem ao final do culto.
            Sou leitor inveterado de vários blogs como o Genizah, o Púlpito Cristão, o Tomei a Pílula Vermelha, o Pavablog e outros, mas já deu para entender qual a linha de pensamento. E neste texto vou usar algumas idéias tiradas de artigos que li nestes blogs e se eu mencionar algum sem dar a fonte não me processe não é que eu li tantos...
            É impressionante que a Igreja que saiu da Reforma voltou ao vomito (como diz o texto Bíblico) e tem adotado as mesmas praticas que Lutero, Calvino e outros combateram mesmo sobre o risco de suas próprias vidas. Relíquias e mais Relíquias adentram os templos todos os dias, é a Arca da aliança, o chifre de carneiro, a pedra de Davi, a Tenda, nem o peixe de Jonas escapou. E o intere$$e é $empre o me$mo: lucro. Isso sem contar os carnês. Você devolve o Dízimo (sinceramente sou a favor deste e da oferta também), dá a oferta, paga o carnê da construção do templo, da compra da guitarra, da compra do microfone, da compra da caixa de som, da compra do data show, contribuição de missões, isso sem contar os valentes que de vez em quando aparecem para pagar a parcela do carro do pastor e tudo mais. Dinheiro, dinheiro e mais dinheiro. O engraçado é que nós precisamos nos desapegar dos bens materiais, mas os pastores tem casas que eu nunca terei dinheiro para comprar na minha vida.
             E os títulos então, antes o Pastor era o título maior na hierarquia eclesiástica, abaixo de Cristo, então quiseram mandar nos Pastores, surgiu o Bispo, quiseram mandar nos bispos, ressuscitaram o título de Apóstolo, quiseram mandar no Apóstolo e surgiu o Arcanjo, Aí o pobre do INRI quer mandar no Arcanjo, e todo mundo quer crucificar o pobre coitado. É claro que sou totalmente contrário ao que o INRI faz, mas o principio é o mesmo para todos estes outros que mencionei, eles não dizem que são Jesus, mas dividem a glória que pertence somente a Ele consigo mesmo. Fico revoltado quando ouço os pregadores falando que os “homens de Deus” tem direito a Honra. Quando os Arcanjos, Apóstolos, Bispos, etc. fazem isso não usurpam algo que pertence somente a Deus?
             Posso continuar com isso o dia todo, mas vamos direto ao ponto. Diante de tudo o que temos visto acontecer nestes últimos 20 anos o que a Igreja Precisa? De um Avivamento ou de uma Reforma? (E olha barulho não é avivamento, barulho é barulho, avivamento muda as estruturas foi assim no século XVIII, foi assim na época de Esdras, foi assim sempre que os crentes foram avivados). Sei que já existe uma discussão sobre isso. A Igreja vem passando pela maior crise de identidade desde os dias de Edwards e Wesley.
              No entanto um dos maiores problemas enfrentados pela Igreja hoje, acredito eu, é o jogo de interesses. Esse é o maior problema. Digo isso porque seria fácil acabar com esses líderes fraudulentos que temos em nossas igrejas, o líder não pode nada sem apoio. Mas por que eles são tolerados? São tolerados porque fazem o jogo do povo, as pessoas se submetem pelo simples fato de se beneficiarem com isso. É um carguinho aqui, um titulozinho ali, uma liderança do grupo de louvor acolá. As pessoas vêem na Igreja uma forma de ascensão social, e ter um título para algumas delas é tudo na vida, é ser melhor que o outro, que não tem. Dirigi uma congregação onde uma senhora ficou magoada comigo porque não lhe dei o cargo de 3ª dirigente das Senhoras, o problema que não havia necessidade de uma 3ª dirigente, tentei explicar isso para ela, mas não adiantou era mais fácil dizer que eu estava atrapalhando o “agir de Deus na vida dela”, estou bem então consegui atrapalhar Deus (o diabo tem tentado isso a mais de 6 mil anos e não conseguiu e eu somente com 29 anos já me dei bem sobre o Todo-Poderoso).
              Esta liderança podre que apareceu na Igreja só pode se manter porque os crentes permitiram. Como fazer para acabar eles então? Sabemos que a Reforma ocorreu pela união dos fatores: Religiosos, políticos, econômicos e sociais.
Diante do exposto, não podemos continuar na defensiva, mas minha pergunta é: E agora? O que faremos? Como reformar a Igreja. Estamos vivendo a ultima hora da igreja (me refiro aos verdadeiramente salvos) a vinda de Cristo se aproxima. Eu amo Jesus de toda minha alma. Só a Ele sirvo, e somente à Ele, somente à Ele. Porém não podemos deixar a Igreja da forma que está. Precisamos fazer algo.
               A Igreja criou uma estrutura difícil de desmantelar, e é preciso muita coragem para, não sair da igreja, mas reformá-la. Porém me consola saber que se esse desejo brotou em nosso coração é porque o Senhor está interessado nisso. E se temos o apoio de Cristo, temos tudo o que é preciso. Porém não será fácil, não foi com Lutero, não foi com o próprio Jesus.
               Tenho muito a falar, mas o texto seria demasiadamente cumprido.
                Agora eu pergunto: O que faremos? Como faremos?
                Aguardo sugestões.