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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Deve o crente celebrar o Natal?

Por Renato Vargens

      Como muitas vezes acontece, a Igreja Evangélica Brasileira polemiza sobre assuntos dos mais diversos. Na verdade, têm sido assim no decorrer recente de sua história. Ultimamente, têm-se falado demasiadamente sobre o natal, sua história e implicações. Como era de se esperar, opiniões diferentes surgiram quanto ao assunto. Existem aqueles que não vêem nenhum problema quanto à celebração da data, e outros que radicalizaram abdicando de toda e qualquer celebração relacionada ao tema em questão.

        Antes de qualquer coisa , por favor façamos algumas considerações:

       O Natal não era considerado entre as primeiras festas da Igreja. Os primeiros indícios da festa provêm do Egito. Os costumes pagãos ocorridos durante as calendas de Janeiro lentamente modificaram-se na festa do Natal”. Foi no século V que a Igreja Católica determinou que o nascimento de Jesus Cristo fosse celebrado no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do Sol, isto porque não se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo. Não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade dependia da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”. As festividades pagãs, Saturnália e Brumária estavam a demais profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã. A festividade pagã acompanhada de bebedices e orgias, agradavam tanto que os cristãos viram com benevolência uma desculpa para continuar a celebra-la em grandes alterações no espírito e na forma.

Ontem e Hoje:
       A conclusão que chegamos é que o natal surgiu com a finalidade de substituir as práticas idólatras e pagãs que influenciava sociedade da época. Hoje como no passado à humanidade continua fazendo desta festa pretexto pra bebedeiras, danças e orgias. Se não bastasse isso, todos sabemos que milhões de pais em todo o mundo (Muitos destes cristãos) levam seus filhos pequenos a acreditarem em Papai Noel, dizendo-lhes que foi o bochechudo velhinho que lhes trouxe um presente. Ora, a figura do papai Noel tem origem nos países nórdicos, referindo-se a um senhor idoso, denominado Klaus, que saía distribuindo presentes a todos quanto podia. Infelizmente, numa sociedade materialista e consumista, o tal Papai Noel é mais desejado do que Jesus de Nazaré, afinal de contas, ele é o bom velhinho que satisfaz os luxos e desejos de todos quanto lhes escrevem missivas recheadas de vaidades e cobiças. Se não bastasse, junta-se a isso a centralidade em muitos lares cristãos de uma Árvore recheada de bolinhas coloridas.

       O espírito consumista e mercantilista do natal, bem como a ênfase na árvore e no papai Noel, se contrapõe a mensagem do evangelho que anuncia que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho pra morrer por nós. Aliás, esta é a grande nova! Deus enviou seu filho em forma de Gente! Sem sombra de dúvidas, sou absolutamente contra, duendes, Papai Noel e outras coisas mais que incentivam este “espírito mercantilista natalino”. No entanto, acredito que antes de qualquer posição, decisão ou dogmatização, quanto ao que fazer “do e no natal” devemos responder sinceramente pelo menos três indagações:

     1. Será que existe alguma festividade ou festa no mundo que tenha o poder de convergir tanta gente em torno da família, do lar como o natal?

     2. Em virtude do grande poder e influência que o natal exerce na sociedade ocidental será que não deveríamos aproveitar a oportunidade e anunciar a todos quanto pudermos que um “menino nos nasceu e um filho se nos deu”?

     3. Seria inteligente de nossa parte desconsiderarmos o natal extinguindo-o definitivamente do “nosso” calendário em virtude do“espírito mercantilista natalino” que impera na nossa sociedade?

Outras considerações:
      Apesar de não observarmos textos bíblicos que incentivem a celebração do natal, é absolutamente perceptível em diversas passagens a importância e relevância do nascimento e encarnação do Filho de Deus. As escrituras, narram com efusão o nascimento do Messias. Se não bastasse isso, sem a sua vinda, não nos seria possível experimentarmos da salvação eterna e da vida vindoura. Portanto, comemorar o natal, (ainda que saibamos que o Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro) significa em outras palavras relembrar a toda a humanidade que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, pra que todo aquele que nele cresse não perecesse mais tivesse vida eterna.

Isto nos leva a seguinte conclusão:
      1. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de evangelização. Em todos os registros históricos percebemos de forma impressionante o quanto os irmãos primitivos eram apaixonados, entusiastas e extremamente corajosos na proclamação do evangelho. Estes homens e mulheres de Deus eram movidos por um desejo incontrolável de pregar as Boas Novas. Eram pessoas provenientes de classes, níveis e posições sociais das mais diversas: artesãos, sacerdotes, empresários, escravos, gente sofisticada bem como pessoas simples e iletradas. Entretanto, ainda que diferentes, todos tinham em comum o sentimento de “urgência” em anunciar a Cristo. Vale a pena ressaltar que Jesus comumente usou as festas judaicas como meio de evangelização. Os 04 evangelhos, nos mostram o Senhor pregando e ensinando coisas concernentes ao reino de Deus a um número considerável de pessoas em situações onde a nação celebrava alguma festividade. Na verdade, ele aproveitava os festejos públicos pra anunciar as boas novas da salvação eterna. Ora, tanto nosso Senhor quanto à igreja do primeiro século tinham como missão prioritária à evangelização. Portanto, acredito que o natal seja uma excelente ocasião pra anunciar a cristo aos nossos familiares e amigos. Isto afirmo, porque geralmente é no natal onde a maioria das famílias se reúnem. O natal nos propicia uma grande oportunidade de proclamarmos com intrepidez a cristo. Junta-se a isso, que o período de fim de ano é um momento de reflexão e avaliação pra muitos. E como é de se esperar, em um mundo onde a sociedade é cada vez mais competitiva e egoísta, a grande maioria, sofre com as dores e marcas deste mundo caído e mau. É comum nesta época o cidadão chegar a conclusão de que o ano não foi tão bom assim. A conseqüência disto é a impressão na psique do individuo de sentimentos tais como frustração, depressão, angústia e ansiedade.E é claro que tais sentimentos contribuem consideravelmente a uma abertura maior a mensagem do evangelho.

Abertura pro Sagrado
        Um outro fator preponderante que corrobora pra evangelização é significativa abertura ao sagrado e ao sobrenatural que a geração do século XXI experimenta. No inicio do século XX, acreditava-se que quanto mais o mundo absorvesse ciência menor seria o papel da religião. De lá pra cá a tecnologia moderna se tornou parte essencial do cotidiano da maioria dos habitantes do planeta e permitiu que até os mais pobres tivessem um grau de informação inimaginável 100 anos atrás. Apesar de todas essas mudanças, no inicio do século XXI o mundo continua inesperadamente místico. O fenômeno é global e no Brasil atinge patamares impressionantes.

        A Revista Veja encomendou uma pesquisa ao Instituto Vox Populi, perguntando as pessoas se elas acreditavam em Deus. A maioria absoluta ou seja, 99% dos brasileiros responderam que acreditavam. Sem dúvida, o momento é impar na história, até porque, com exceção de alguns períodos da história mundial o mundo nunca esteve tão aberto ao sagrado como agora. Diante disto, será que o natal não representa uma excelente oportunidade de evangelização?

        2. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de reconciliação e perdão.Você já se deu conta que a ambiência do natal proporciona uma abertura maior à reconciliação e perdão? Repare quantas famílias se recompõem, quantos lares são reconstruídos, quantos pais se convertem aos filhos e quantos filhos se convertem aos pais. Será que a celebração do natal não abre espaço nos corações pra reconciliação e perdão? Ora, O senhor Jesus é aquele que tem o poder de construir pontes de misericórdia bem como de destruir as cercas da indiferença e inimizade.

         3. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de sermos solidários em uma terra de solitários.Por acaso você já percebeu que no natal as pessoas estão mais abertas a desenvolver laços de fraternidade e compaixão com o seu próximo? Tenho para mim que o natal pode nos auxiliar a lembrarmos que a vida deve ser menos solitária e mais solidária. Isto afirmo porque o natal nos aponta o desprendimento de Deus em dar o seu filho por amor a cada de um nós. O Nosso Deus se doou, se sacrificou e amou pensando exclusivamente no nosso bem estar e salvação eterna. Você já se deu conta que o natal é uma excelente oportunidade pra nos aproximarmos daqueles que ninguém se aproxima além de exercermos solidariedade com aqueles que precisam de amor e compaixão?
Conclusão       Sem qualquer sombra de dúvida devemos repulsar tudo aquilo que seja reflexo deste “espírito mercantilista natalino”. Duendes, Papai Noel, devem estar bem longe da nossa prática cristã. Entretanto, acredito que como portadores da Verdade Eterna, devemos aproveitar toda e qualquer oportunidade pra semear na terra árida dos corações a semente da esperança. Jesus é esta semente! Ele é a vida eterna! O Filho de Deus, que nasceu, morreu e ressuscitou por cada um de nós. A missão de pregar o Evangelho nos foi dada, e com certeza, cada um de nós deve fazer do natal uma estratégia de proclamação e evangelização.

      Celebremos irmãos e anunciemos que o Salvador nasceu e vive pelos séculos dos séculos amém.

Soli Deo Gloria
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Renato Vargens

Eu não Quero

Por: Diogo Henrique de Sá
    Nós cristãos brasileiros somos aficionados por títulos. Nada nos motiva mais do que um titulozinho. Mas eu quero dizer hoje que eu não quero entre estes portadores de títulos.
           Não eu não quero
           Não quero estar entre os pastores, mas quero estar entre aqueles que pastoreiam;
           Não quero estar entre os pregadores, mas quero estar entre os que pregam a verdadeira mensagem da cruz;
           Não quero estar entre os adoradores, mas quero estar entre os que adoram;
           Não quero estar entre os ministros, mas quero estar entre os que ministram;
           Não quero estar entre os evangelistas, mas quero estar entre os que evangelizam;
           Eu quero estar entre os que fazem mesmo sem ter o famigerado Título, isso porque nem sempre quem tem o título faz realmente o serviço. Que Deus me ajude a viver assim, distante de todo o modismo e agitação, de uma existência fria e dissimulada. Mas que eu possa viver entre verdadeiros Servos.

QUERO UMA IGREJA ONDE É PROIBIDO ADORAR…

Por: Elton Morais

QUERO UMA Igreja Onde É Proibido adorar ... OS Homens;

QUERO UMA Igreja Onde É Proibido adorar ... OS pastores;

QUERO UMA Igreja Onde É Proibido adorar ... OS Cantores;

QUERO UMA Igreja Onde É Proibido adorar ... OS cargas;

QUERO UMA Igreja Onde É Proibido adorar ... OS Bens materiais;

QUERO UMA Igreja Onde e como adorar ... Proibido "unções";

QUERO UMA Igreja Onde então E PERMITIDO adorar um DEUS!

Nele, Que e Digno de Toda Honra, Toda Glória e do todo o louvor n. TODO o Semper.
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Fonte: Praticando uma Palavra
Eu lí em: http://marcelonathanson.blogspot.com/2010/12/quero-uma-igreja-onde-e-proibido-adorar.html













sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Jesus, o Médico dos Médicos

Mensagem lida na formatura do Curso de Medicina da PUC-PR /2010

         Hoje estou aqui para prestar uma homenagem ao primeiro, maior e melhor médico da história da humanidade!

         Deus é esse médico, o médico dos médicos, e o mais excelente conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram arquitetados por Ele, e Ele entende e conhece a sua criação melhor do que todos.

          Que médico mais excelente poderia existir?
 
         Deus é o primeiro cirurgião da história. A primeira operação? Uma toracoplastia, quando Deus retirou uma das costelas de Adão e dela formou a mulher.

          Ele também é o primeiro Anestesista, porque antes de retirar aquela costela fez um profundo sono cair sobre o homem.

          Deus é o melhor Obstetra especialista em fertilização que já existiu! Pois concedeu filhos a Sara, uma mulher que além de estéril, já estava na menopausa havia muito tempo!
 
          Jesus, o filho de Deus, que com Ele é um só, é o primeiro pediatra da história, pois disse: “Deixem vir a mim as crianças, porque delas é o reino de Deus!”
 
          Ele também é o maior reumatologista, pois curou um homem que tinha uma mão ressequida, ou, tecnicamente uma osteoartrite das articulações interfalangeanas.
 
           Jesus é o primeiro oftalmologista, relatou em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença.

           Ele também é o primeiro emergencista a realizar, literalmente, uma ressuscitação cardio-pulmonar bem sucedida, quando usou como desfibrilador as suas palavras ao dizer: “Lázaro, vem para fora!”, e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo que já havia falecido havia 4 dias.

            Ele é o melhor otorrinolaringologista, pois devolveu a audição a um surdo. Seu tratamento? O poder de seu amor.

             Jesus também é o maior psiquiatra da história, há mais de 2 mil anos curou um jovem com graves distúrbios do pensamento e do comportamento!

             Deus também é o melhor ortopedista que já existiu, pois juntou um monte de ossos secos em novas articulações e deles fez um grande exército de homens. Sem contar quando ele disse a um homem coxo: “Levanta, toma a tua maca e anda!”, e o homem andou! O tratamento ortopédico de quadril mais efetivo já relatado na história!

             A primeira evidência científica sobre a hanseníase está na Bíblia! E Jesus é o dermatologista mais sábio da história, pois curou instantaneamente 10 homens que sofriam desta doença.

             Ele também é o primeiro hematologista, pois com apenas um toque curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de 12 anos e que tinha gastado todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso.
 
              Jesus é ainda, o maior doador de sangue do mundo. Seu tipo sanguíneo? O negativo, ou, doador universal, pois nesta transfusão, Ele, ofereceu o seu próprio sangue, o sangue de um homem sem pecado algum, por todas as pessoas que tinham sobre si a condenação de seus erros, e assim, através da sua morte na cruz e de sua ressurreição, deu a todos os que o recebem, o poder de se tornarem filhos de Deus! E para ter este grande presente, que é a salvação, não é necessário FAZER nada, apenas crer e receber!

              O bom médico é aquele que dá a sua vida pelos seus pacientes! Ele fez isso por nós!

              Ele é um médico que não cobra pelos seus serviços, porque o presente GRATUITO de Deus é a vida eterna!

              No seu consultório não há filas, não é necessário marcar consulta e nem esperar para ser atendido, pelo contrário, Ele já está à porta e bate, e aquele que abrir a seu coração para Ele, Ele entrará e fará uma grande festa! Não é necessário ter plano de saúde ou convênio, basta você querer e pedir! O tratamento que ele oferece é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e mais uma eternidade inteira ao seu lado no céu!

              O médico dos médicos está convidando você hoje para se tornar um paciente dele, e receber esta salvação e constatar que o tratamento que Ele oferece é exatamente o que você precisa para viver!
 
               Ele é o único caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir até Deus a não ser por Ele.

               Seu nome é Jesus.
 
A este médico seja hoje o nosso aplauso e a nossa sincera gratidão
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Artigo publicado originalmente em: http://marcelonathanson.blogspot.com/

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Oh vinde e adoremos!

Por: Diogo Henrique de Sá

            “Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemos diante do Senhor que nos criou.” (Salmos 95:6)

            Adorar ao Senhor é, com certeza, a atitude mais nobre e sensata que o ser humano pode tomar. Pois adorar ao Senhor é cumprir o propósito pelo qual fomos criados. É desempenhar o nosso papel. Fomos criados para servir a Deus, se não servimos para servi-lo então não servimos para nada. Lembre-se que: “o sal serve para salgar, se ele não salgar, para que mais serve? Qual a serventia do sal se ele não cumprir a sua finalidade? Da mesma forma, qual a serventia do homem ou mulher que não adora a Deus? Nenhuma! Afinal fomos criados para o louvor da sua glória.
            No salmo “95”, encontramos o salmista nos convidando: “ó Vinde e cantemos com alegria”. Esse é o nosso dever, isso é cumprir com a nossa finalidade. Esse é um dos principais ensinamentos da Palavra de Deus. Paulo escrevendo aos Romanos sobre a doutrina da Salvação, faz uma pausa súbita em seu ensino no capítulo 11 vs. 33, e adora a Deus. A intenção de Paulo não era ser didático ali. Ele simplesmente estava adorando, maravilhado pela Graça.

Por que adorá-lo?
            Mas por que adorá-lo? Por que atender o chamado do salmista?  Ele mesmo responde:
“Porque o SENHOR é Deus grande, e Rei grande sobre todos os deuses. Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas. Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca. O, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR que nos criou. Porque ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão.” (Sl. 95:3-7)

            Devemos adorá-lo, por aquilo o que ele é. Devemos adorá-lo por que ele é grande, por que ele é o criador de todas as coisas. Por que ele merece todo o louvor e adoração. Adoramos tantas coisas que não merecem nossa atenção, quando o único que merece ser Adorado é o Senhor! Ele é maravilhoso. Nos criou por que ele quis. Quando nós colocamos tudo a perder, e estávamos desamparados, ele tomou a iniciativa e veio até nós, por amor. Como não adorar um Deus desse, ele se importou, importou ao ponto de vir na pessoa do Filho, restabelecer para si mesmo aquilo que já era dele. Para isso Jesus precisou morrer, em uma morte dolorosa e humilhante. Mas mesmo assim ele o fez pelo prazer que isso lhe proporcionou. Como não adorar alguém assim. 
Costumamos a celebrar os nossos grandes feitos, mas comparados aos feitos de Deus o que fazemos de especial? De quatro em quatro anos ficamos horas e horas em frente uma televisão para vermos quem são os mais rápidos, os mais fortes, os mais haveis. Mas qual daqueles consegue criar do nada qualquer coisa? É exatamente isso que o salmista está dizendo, louvem ao Senhor pelo o que ele é. Pelos seus Feitos, que são grandiosos, insondáveis mesmo.
Outra questão aqui é que devemos adorar a Deus pelo o que Ele é, e não pelo o que ele pode fazer por nós. Deus não barganha, não posso adorá-lo esperando algo em troca.

Quando não O adoramos
Porém o que ocorre e com muita freqüência, para vergonha nossa, é deixarmos de adorar a Deus. Nosso ser é vacilante, dessa forma volte e meia erramos o alvo. O pior é quando queremos um pouco da glória. E Isso tem acontecido muito, queremos os aplausos, queremos ser vistos nas praças, queremos a fama, queremos que as pessoas olhem pra nós e nos invejem, queremos poder, queremos títulos pomposos, queremos manipular, queremos ser semelhantes ao altíssimo. Temos uma gana, um desejo incontrolável de sermos mais do que somos, que é pó e cinza, o pecado que muitos de nós cometemos é semelhante ao que o Diabo cometeu, temos o desejo de subirmos ao monte do Senhor e sermos semelhantes ao altíssimo. Alias foi esse um dos motivos que levou Eva a comer o fruto proibido.
Isso acontece todos os dias, deixamos extravasar nossa vaidade, ao cantarmos queremos ser reconhecidos pelo nosso talento. Se cantamos em grupo, queremos o solo. “Eu tenho que solar o hino!”, queremos as lideranças, as regências, não para fazer melhor para Deus, mas para sermos vistos pelos homens. Jesus condenou isso nos fariseus. Alargavam as franjas de suas túnicas, faziam orações em voz alta nas praças. Vaidade! Tudo vaidade! Deus despreza esse culto. Muitas de nossas reuniões são insuportáveis para Deus, vejamos Isaias 1.11-15:
De que me {serve} a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? {Já} estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de {animais} nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu isso de vossas mãos, que {viésseis} pisar os meus átrios? Não tragais mais ofertas debalde; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, e os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo o ajuntamento solene. As vossas Festas da Lua Nova, e as vossas solenidades aborrecem a minha alma; {já} me são pesadas; já estou cansado de {as} sofrer. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, {porque} as vossas mãos estão cheias de sangue.

Primeiro começa com o desfile de moda, depois com alguns testemunhos onde queremos mostrar que somos mais abençoados do que outros, como se tudo não fosse pela Graça, logo em seguida a cantoria, e por fim vem o pregador saltitante para delírio da galera. Viemos a igreja e não temos nada para oferecer a Deus, temos muito o que fazer, mas Deus não é honrado.
Podemos ver isso, nas músicas que cantamos, o foco está em nós e em nossas proezas. Jesus não é mais o centro de nossa adoração. As letras falam do que nós faremos cheios da unção! E esquecemos que não fazemos nada. É tudo pela Graça. Além disso nos tornamos bebes chorões! Querendo sempre uma mamadeira e um afago de Deus, como se ele tivesse alguma obrigação para conosco. Ficamos cantando e chorando, sobre o fato de Deus nos querer, como se fosse ele que precisasse de nós. Quando na verdade nós é que somos totalmente dependentes dele. Nós que deveríamos clamar desesperados pelo amor dele, ficamos com os nossos travesseiros molhados, esperando um mimo. Não estou dizendo que Jesus não te ame, ou não te queira. Estou dizendo que é você quem precisa demonstrar qualquer coisa aqui, o culto é seu para Ele, e não o contrário.
Precisamos entender quem é o Senhor em nossa relação com Deus. É ele e não nós que precisa ser adorado, é ele e não nós que merece ser agradado. Não podemos exigir nada dele, ele não sai por aí fazendo promessas que não estejam em suas escrituras. Tudo o que acontece de bom em sua vida acontece porque ele é bom, pela Graça. Então pare com essa tolice e escolha melhor as músicas que você canta. E que isso seja um reflexo de um coração agradecido. Noventa por cento das músicas que cantamos não passam de asneiras, que não possuem nenhuma inspiração divina. Você pode me perguntar do mover que você sente quando alguém canta. É puro emocionalismo, nosso “coração é enganoso, mais do que qualquer coisa. Quem o conhecerá” (Jeremias 17:9), Deus não tem nada com isso. Nós confundimos nossas emoções com agir de Deus. Na verdade isso ocorre porque não conhecemos nada sobre Deus. Não entendemos que Deus jamais contradiz sua Palavra, Ele vela para a cumpri-la. E por não conhecermos a Deus satisfatoriamente não conseguimos adorá-lo. Precisamos ter um coração agradecido. Mas para ser grato temos que entender nossa condição perante Deus e o risco que corremos distante dele.
Algumas pessoas pensam que o Apóstolo Paulo não tinha senso de humor, mas ele diz algo muito interessante em Gálatas 6:14: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo.” Paulo está contando uma piada. Isto porque quando olhamos para cruz não temos do que nos gloriar. Tudo ali foi por Cristo. Nós não temos méritos na morte de Cristo da Cruz. Pode tentar se gloriar, mas não encontrará méritos seus ali.

O perigo de provocarmos a Deus
Erramos, pois às vezes queremos agradar a homens, queremos seguir o modelo anti-bíblico de outros grupos, que as vezes parecem dar certo, e erramos pois queremos fazer as coisas da nossa maneira. Foi assim com Davi e Abinadabe:
“E teve Davi conselho com os capitães dos milhares, e dos centos, {e} com todos os príncipes; e disse Davi a toda a congregação de Israel: Se bem {vos parece} e {se vem} isso do SENHOR, nosso Deus, enviemos depressa {mensageiros} a todos os nossos outros irmãos em todas as terras de Israel, e aos sacerdotes, e aos levitas com eles nas cidades e nos seus arrabaldes, para que se ajuntem conosco; e tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque não a buscamos nos dias de Saul. Então, disse toda a congregação que assim se fizesse; porque esse negócio pareceu reto aos olhos de todo o povo. Ajuntou, pois, Davi a todo o Israel desde Sior do Egito até chegar a Hamate, para trazer a arca de Deus de Quiriate-Jearim. E, então, Davi, com todo o Israel, subiu a Baalá {e dali} a Quiriate-Jearim, que {está} em Judá, para fazer subir dali a arca de Deus, o SENHOR que habita {entre} os querubins, {sobre} a qual é invocado o seu nome. E levaram a arca de Deus sobre um carro novo, da casa de Abinadabe; e Uzá e Aiô guiavam o carro. Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus, com toda a sua força; em cânticos, com harpas, e com alaúdes, e com tamboris, e com címbalos, e com trombetas. E, chegando à eira de Quidom, estendeu Uzá a mão, para segurar a arca, porque os bois tropeçavam. Então, se acendeu a ira do SENHOR contra Uzá e o feriu, por ter estendido a mão à arca; e morreu ali perante Deus.” (1º Cr.13:1-10)

A atitude de Uzá foi considerada extremamente arrogante diante de Deus, ele ousou ultrapassar os limites estabelecidos por Deus. A Arca simbolizava a glória de Deus, ninguém toca na glória de Deus e sobrevive para contar a história. Uzá tocou na Arca porque ele imaginou que seus dedos apodrecidos pelo pecado fossem melhores do que a terra. Quando fazemos as coisas da forma errada tocamos no sagrado e ultrapassamos os seus limites provocando assim a Ira do Altíssimo.
O salmista na altura do verso 8 nos adverte sobre o perigo de provocarmos Deus.

Nossas motivações
Se existe alguém que deveríamos temer, esse alguém é Deus. Ele pode, além de nos matar, ainda pode jogar nossa alma no inferno (Lucas 12:5). Mas eu não quero tratar a questão desta forma. Não! Eu seria muito raso em minha analise. Não podemos adorar a Deus por que ele é poderoso e pode nos destruir, não devemos fazer por medo.
Nós devemos adorar ao Senhor porque o amamos. Deveríamos temer, ter medo mesmo, de não amá-lo. Precisamos ter desejo de adorá-lo, de cantar alegremente os seus feitos, cantar a sua salvação. Mas para amá-lo precisamos nos aproximar Dele. Precisamos nos deleitar nele. Jesus é bom, ele é a fonte de toda benção. Coisas boas acontecem porque ele permite. Como não amar uma pessoa assim.
Devemos adorá-lo por que ele é totalmente glorioso, porque ele é totalmente justo, porque ele é totalmente bom, totalmente amável, como não amar alguém assim. Quer motivação maior do que essa?
Precisamos nos achegar a Ele humildemente, mas com ousadia, não para pedir, mas para agradecer, para adorar, para exaltar, para louvar, para bem dizê-lo. Nos entregar, trazer a nossa oferta, não de dinheiro, mas da vida.

Como adorá-lo
Mas como adorar ao Senhor? Em Espírito e em verdade. De todo o coração, de todo o nosso ser. João nos conta a história sobre a mulher samaritana que querendo acabar com sua conversa com Jesus pergunta: “Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.” (Jo 4:20), Jesus responde de maneira impressionante: “Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.” E termina dizendo: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (Jo 4:21e23). Jesus nos ensina que a verdadeira questão não é a onde adoramos, mas como adoramos. É nisso que devemos pensar, devemos gastar tempo e energia em adorar ao Senhor em todas as formas possíveis, com nossa vida.
            Devemos entender o conselho de Paulo que diz: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” (1ª Cor. 10:31). Em tudo o que fizermos o nome de Cristo deve ser honrado. As pessoas precisam enxergar Cristo em tudo o que fazemos, nossas atitudes precisam evidenciar a Glória de Cristo!
Ah Jesus Cristo seja a Glória para sempre!

Neopentecostalismo Cartoon – parte 2

      No primeiro texto falei sobre algumas coisas e as relacionei diretamente ao movimento Neopentecostal, o que gerou alguns comentários de amigos.
      É preciso deixar claro que não estou “combatendo por combater”. A proposta é expor em cinco textos alguns dos pontos mais falhos do movimento Neopentecostal, para dedicar o sexto texto a uma exposição diferenciada, embora todos os artigos não sejam apenas exposições de feridas, mas em caráter apologético, apontam para um caminho bíblico ortodoxo.
     É preciso ressaltar que tais problemas não se restringem apenas ao movimento Neopentecostal, mas que se infiltraram nas diversas tradições, embora esteja muito mais evidente no segmento Neopentecostal.
Entretanto, fica claro que não cabe um pragmatismo raso nesta questão, já que é impossível tentar relacionar um movimento que dá mais ênfase a curas, dinheiro, soluções imediatistas, egocentrismo, hedonismo, materialismo, demônios e sacrifícios humanos com o cristianismo bíblico, e é isso que combato. Não é por acaso que recentemente uma denominação tradicional passou a considerar algumas Igrejas Neopentecostais como seitas.
      Os que defendem esse modelo pragmático do Neopentecostalismo se assemelham àqueles que votam em políticos corruptos com base na falsa premissa: “Esse rouba, mas faz!”.
      Explicado isso, vamos adiante! Neste texto, falarei sobre um assunto muito interessante: vamos conquistar o mundo!

     A analogia da vez é com a série de desenhos “Pink e o Cérebro”.

     Pink e o Cérebro
     Quem não se lembra dessas duas figuras? Pink e o Cérebro são dois ratinhos brancos de laboratório que tramam os mais loucos planos para dominar o mundo, embora nunca exponha os motivos para tal empreitada esdrúxula.
     Criada por Tom Ruegger e Steven Spielberg, a transmissão original se deu ao final da década de 90. A marca desta série é sem dúvida alguma a expressão presente no início e final de cada episódio:
Pink: - Cérebro, o que faremos amanhã à noite?
Cérebro: - A mesma coisa que fazemos todas as noites, Pink! Tentar conquistar o mundo!
      Analisando essas figuras, temos mais um cenário Neopentecostal.
Pink, o rato mais alto, é magricelo, com dentes tortos e saltados e com atitudes infantis, de modo tão exagerado que beira o cúmulo da ignorância. É peça nas mãos de Cérebro, mas sempre comete besteiras agudas que estragam seus planos mirabolantes. As besteiras de Pink normalmente deixam Cérebro nervoso, mas ainda assim Pink o considera como um grande amigo.
      Cérebro, o rato mais baixo, tem uma enorme cabeça, evidenciando sua grande massa cinzenta. Cobiçoso que é, vive tramando planos de conquista. Normalmente seus planos acabam por água abaixo, recheados com mancadas do Pink.
      Mas e aí? Onde entram as esquisitices Neopentecostais?

      Vou relacionar três delas:
      a. Modelos de crescimento exponenciais: para muitos, falar a palavra discipulado é motivo de pânico. Quem quer que tenha participado desses movimentos (ou participa) deve ter ouvido algum líder berrando: “Eu vejo multidões atrás de você!”; “Deus te chamou para conquistar as nações!”; “Estamos no tempo da colheita, e essa é a visão!”; “Eu estou na visão!”; e por aí vai. Até 5 anos atrás, quem não tinha adotado algum movimento de crescimento estava por fora. Era só mais um cristão antigo, que não tinha captado a estratégia de conquista.
      Vale o adendo: eu conheço pessoas que filtraram os ensinos desses movimentos e, ao trabalhar com grupos de edificação e crescimento espiritual tiveram resultados positivos. Mas estou aqui tratando das esquisitices destes movimentos que, sejamos francos, causaram muito mais feridas que qualquer outra coisa. Poucos são os que tiveram respeito suficiente pelas pessoas para que tais se tornassem verdadeiros cristãos. A maioria usou dos métodos como instrumento de domínio.
       Assim como Cérebro, os líderes viviam forçando seus “Pinks” a “conquistar o mundo”. Forçando multiplicações celulares, impondo sua ideologia e, assim como Cérebro, sua cobiça sem fim, afinal, para tais homens, igreja cheia é sinal de sucesso (para eles, sucesso financeiro principalmente).

       Eu fui “Pink” por muito tempo e falo com propriedade. Hoje, nenhum Cérebro me domina, a não ser Cristo, cabeça da igreja.

       b. Atos Proféticos: conquista de cidades, estados e nações: é duro saber que ainda nos dias de hoje essa prática perdura. Muitos crentes ainda vivem debaixo de ensinos mágico-gospel liberando sua voz profética determinando um sem fim de vitórias. Como um abracadabra, querem “conquistar o mundo” na marra.
       A cidade onde moro, São José dos Pinhais – PR, viu nos últimos anos inúmeras entregas das “chaves da cidade para Jesus”. Foram tantas e tantas chaves passadas por políticos que, brincadeiras a parte, deu para montar um belo molho de chaves para Jesus. Nada mais que misticismo travestido de cristianismo.
      Você deve ter visto em sua cidade tal cena também. Nessa ânsia de encher templos e bolsos, muitos desses “Cérebros” tem feito uso de um sem número de “Pinks” para poder “conquistar o mundo”. O problema dessa dominação acaba desdobrando-se em outros níveis da vida dos crentes, onde o líder é o guru exclusivo para assuntos aleatórios.

       c. Sacerdócio: é fato, a maioria das pessoas que hoje entram numa igreja vêem em seu líder um ser místico e mágico-religioso, ou um pai, ou o melhor amigo, etc. Muitos acabam por se submeter a regimes paramilitares-eclesiásticos. Nesses regimes, o Cérebro é o referencial para tudo, e Pink fica a mercê de seus mandos e desmandos.
       Tenho uma pessoa próxima que esteve por anos numa denominação pentecostal histórica. Hoje ela faz parte de uma denominação Neopentecostal da onda neoapostólica, e segundo ela está com todos os dias da semana “dedicados à obra”. Como ela mesmo me disse: “fora do trabalho, não me sobra tempo pra mais nada”. Me pergunto o que é isso?! A família, os relacionamentos, a própria vida com Deus é substituída pelo ministério, pelas funções, pelos cargos e afins.
       O sacerdote Cérebro é inquestionável, ele é a voz de Deus e ai se Pink questionar seus mandos, é um rebelde! Cérebro manda: “Pink, devemos estar aqui, totalmente dedicados para conquistar esse mundo!”.
        Vi um Cérebro desses no meu passado. O controle era tanto que até relatório financeiro era solicitado. Era preciso prestar contas do que era feito com o salário. Enfim, uma fanfarra gospel para que pudéssemos “conquistar o mundo”.

        Voltemos ao Evangelho
       Como não ser um Pink nas mãos de um Cérebro nesses dias tão fragmentados? Voltemos ao Evangelho.
        A dedicação ao estudo da Palavra, o uso da racionalidade diante de cenários tão bizarros e o entendimento de que diante de Deus existe o sacerdócio universal dos santos, nos fará uma igreja mais próxima dos moldes gentílicos tão explícitos no Novo Testamento.
         Amigo leitor, sugiro de imediato uma atitude para entendimento mais amplo do que é ser igreja: leia o Novo Testamento e faça um estudo mais enfático nas cartas do apóstolo Paulo. Peça ajuda ao professor da Escola Bíblica (sim, em alguns locais elas ainda existem!) de sua igreja para trabalhar com esse estudo. Compre um bom comentário bíblico e mãos à obra!
       Estamos na Nova Aliança pelo Sangue de Cristo, espargido no Calvário, portanto, vivamos nela!
       Toda honra e glória ao Senhor!
Fonte: [ NAPEC ]
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Eu lí no Bereanos
o 1º Artigo desta série é o "FUGA DAS GALINHAS"

A Fuga das galinhas

      O movimento neopentecostal tem produzido uma caricatura mal acabada da essência do cristianismo bíblico. Normalmente aqueles que não são cristãos acabam colocando no mesmo saco os crentes bíblicos e os filhos das heréticas correntes neopentecostais.

      A enxurrada de modas, invencionices e mesmo blasfêmias preocupa aqueles que têm buscado uma vivência cristã livre desse misticismo bizarro, onde a cruz é esquecida, a graça é pisada e as práticas egocêntricas são incentivadas.

       Nessa pequena série de textos vamos mostrar uma análise diferenciada de como o movimento neopentecostal é defeituoso em essência e que precisa ser combatido doutrinariamente.

       O meio para tal análise é através de algo comum à vida das pessoas: desenhos animados! Mas calma, não será nada relacionado ao frenesi das mensagens subliminares ou daqueles fanáticos caça-demônios. Quem tem filho pequeno em casa deve ter experiência semelhante à minha, onde os pimpolhos gostam mesmo é de ver animações na TV.

      Nessa ida e vinda de desenhos atuais que tenho visto, e me lembrando dos antigos que já vi, notei que algumas nuances dessas animações são muito particulares a algumas práticas neopentecostais.

A Fuga das Galinhas
      “A Fuga das Galinhas” é uma animação britânica produzida no ano 2000, dirigida por Peter Lord e Nick Park. O cenário é uma granja de galinhas, retratado na década de 50 na Inglaterra, onde as ditas tentam a todo custo escapar da rotina diária da produção de ovos ou – no extremo – da degola em caso de déficit produtivo. A líder do bando é a simpática Ginger, uma galinha que sonha com algo melhor para suas amigas.

      Após muitas e muitas tentativas frustradas, eis que Rocky, “O Galo Voador”, surge miraculosamente na vida das galinhas e tentará ensiná-las a voar. A divertida animação continua e algo em particular me chamou a atenção em dado momento.

      Os donos da granja compram uma máquina para produzir tortas de galinha, e ao aumentar a porção de ração para engorda dos bichos, Ginger, esperta como só, alerta a todas as galinhas que o intuito dos granjeiros nada mais é que engordá-las para matar a todas para a produção de tortas.

      Eis que o espertalhão Rocky entra na cena e interrompe a conversa. O diálogo fica assim:

Rocky: - Você deve pegar mais leve. Saiba que na América temos uma regra, se você quer motivar alguém, não fale em morte!
Ginger: - Engraçado, pois aqui a regra é: fale a verdade sempre!
Rocky: - Ah, e isso dá ótimos resultados, né? Eu te dou um conselhinho, se quer resultado, diga o que elas querem ouvir.
Ginger: - Ou seja, minta!
Rocky: - Ah pronto, começou de novo! Sabe qual é o seu problema? Você complica!
Ginger: - Por que? Por que eu sou honesta? Eu me preocupo com elas...

      A declaração do galo Rocky faz lembrar o modus operanti da maioria dos pregadores neopentecostais e outros moderninhos que esqueceram a cruz: esconda a verdade, esconda a morte, fale aquilo que a platéia quer ouvir, e não o que deve ouvir. Lustre os ouvidos ávidos em um evangelho falso.

       Que o relativismo é um elemento presente no meio secular, não é novidade, mas quando isso se infiltra no meio “chamado evangélico”, temos um trágico cenário formado, onde Cristo que é o Principal fica afastado. Eis o motivo da preocupação citada no início deste texto.

       Pra que se falar em morte, em cruz, em eternidade, quando o povo quer ouvir sobre vitória, conquista, bem estar, chuva de prosperidade neste tempo, neste século?

      Morte? Verdade? Acaso esses elementos estão presentes no movimento neopentecostal?

      Interessante é que os vendilhões dos dias de hoje fazem como o galo Rocky, mentem para o povo de modo gritante e ainda acusam os poucos que não se prostraram diante do bezerro da prosperidade de “complicadores”. Me sinto como a Ginger, querendo alertar amigos e irmãos sobre o perigo que correm, mas sendo sempre considerado um “complicador”... ajuda-nos Senhor!

      Os galos de plantão, relativistas que são, fogem da verdade e vendem fábulas ao povo. Não anunciam a morte do Cordeiro e muito menos Sua ressurreição, que dirá então de Sua volta! (2Tm 4.3-4).

     “Facilitadores” que são (pois não complicam as coisas), falam apenas em dádivas, e nunca na cruz que deve ser carregada (Mt 10.38).

     E por fim, como não são honestos, preferem tão somente a falsa piedade para alcançar o mero lucro (1Tm 6.5).

     Sejamos sóbrios e vivamos longe desses pregadores “Galo Rocky” (que mais são lobos que qualquer outra coisa). Uma mera religião sem morte, que não fala sobre a Verdade, que fica polindo ouvidos “com aquilo que as pessoas querem ouvir” e preocupado com resultados rasos, que mente, que não é honesto e não se preocupa com as pessoas, nem de longe é cristianismo.

     Vigiai!

Toda honra e glória ao Senhor!
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Autor: João Rodrigo Weronka



Fonte: [ NAPEC ]

Eu lí em: http://bereianos.blogspot.com/2010/10/fuga-das-galinhas.html
       Em síntese, omita a verdade e fale apenas aquilo que a platéia quer ouvir.