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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

PARTINDO CORAJOSAMENTE.




Por: Diogo Henrique de Sá

“Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento; Antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva; No dia em que tremerem os guardas da casa, e se encurvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas; E as portas da rua se fecharem por causa do baixo ruído da moedura, e se levantar à voz das aves, e todas as filhas da música se abaterem. Como também quando temerem o que é alto, e houver espantos no caminho, e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e perecer o apetite; porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça; Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço, E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12:1-7)
Embora tenha escolhido este texto por ter tudo a ver com o nosso tema, não vou fazer uma pregação expositiva sobre ele, o que eu prefiro, vou me deter no tema já que essa é a minha proposta. Porém o que podemos abstrair deste texto é que devemos nos lembrar do criador, antes que a vida seja extinta.
Imagine que após alguns exames médicos de rotina você ouça o seguinte diagnóstico médico: “Senhor(a), lamento lhe dizer mas lhe restam somente 30 dias de vida.” O que você faria com o tempo que lhe resta?
Muita gente teme a morte, na verdade, Paulo afirma em 1º Cor 15:26, que o último inimigo do homem é a morte. Ela está relacionada com a dor, a separação. Ela mexe com a nossa imaginação, sobretudo devido a todo o mistério nela envolvido (pessoas que morrem têm o péssimo costume de não retornar para contar como é do outro lado). Porém esta é a sina de todos os homens conforme Hebreus 9:27: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,”. A Bíblia nos fala de pessoas que viveram centenas de anos, mas todas elas por fim morreram, é a conseqüência do pecado conforme Genesis 3:19: “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.” E ao menos que Cristo corrija esse curso, todos fatalmente morreremos.
            No entanto, nós não somos como os demais homens, nós temos uma viva esperança de que se morrermos, Cristo nos ressuscitará na sua vinda (1ª Tes 4:13-18), além disso conforme o Apóstolo Paulo em Filipenses 1:21-23, a morte tem o desejável poder de nos levar a presença de Cristo. E o que poderia ser melhor, o que poderia ser mais desejável para um cristão autêntico.
            A proposta dessa mensagem é nos desafiar a pensar sobre a brevidade de vida. O que faríamos se um diagnóstico médico nos desse trinta dias de vida? Eu certa vez recebi um diagnóstico assim. Em janeiro de 2007, eu então com 26 anos de idade, fui acometido de um pneumotórax espontâneo, que foi tardiamente identificado. O parecer médico me dava alguns minutos de vida. Porém 21 dias internado e três cirurgias depois eu permaneço vivo. Mas eu não tive medo, a certeza de que se eu morresse estaria com Cristo, por si só, já me era consolo suficiente.

            “Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade....”
            Na verdade, a forma que eu vivo determina a maneira que eu encaro a morte. Se eu descobrisse que eu só teria um mês de vida, eu sei o que eu faria. Reuniria meus filhos e gastaria cada minuto que me resta para tornar Jesus totalmente glorioso aos olhos deles, gastaria todas as minhas forças para tornar Cristo desejável e maravilhoso aos olhos de quantas pessoas eu pudesse. Nós perdemos muito tempo com coisas efêmeras, quando só uma coisa basta, que é ficar aos pés de Cristo, Maria entendeu isso (Luc. 10:41). Mas por que só tomar essa atitude sobre a pressão dos trinta dias? Por que não gasto todos o meu tempo para tornar Cristo totalmente glorioso na vida das pessoas a minha volta? Por que isso não é uma práxis da minha existência?
A reflexão mais importante que podemos tirar disso tudo é: Eu tenho vivido para a glória de Deus? Paulo nos diz em 1º Coríntios 10:31 que: “quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.”. Nossa vida resplandece a glória de Cristo? As pessoas podem ver Cristo em nossas atitudes? Se nas coisas mais básicas da vida que é comer e beber devemos glorificar a Deus, imagine no resto. Mas será que as pessoas podem olhar aquilo que você e eu comemos e podem glorificar a Deus? Elas podem glorificar a Deus ao ver aquilo que bebemos? Elas podem glorificar a Deus ao ver nossas atitudes? Se não, há algo de muito errado em nossas vidas.
Isso é muito importante, e eu vivo me esquecendo disso. Escute o que eu vou dizer: A vida só é vivida e experimentada ao máximo se ela serve de Glória para Deus. Se não é o caso, estamos em grande risco agora mesmo, isso porque não temos garantias de que chegaremos ao fim desse texto. Se temos vivido de forma egoísta e pecaminosa, está explicito de que nunca nascemos de novo. E se não nascemos de novo estamos perdidos, condenados. Jesus diz que é pelos frutos que se conhece a árvore (Mateus 7:16-20). Que frutos temos produzido? As pessoas podem ver o fruto do Espírito em nossas atitudes? Em nosso falar? Elas podem ver em nós o amor, a alegria, a paz, a paciência, a bondade, a retidão e a fidelidade?  Paulo nos aconselha que se isso não pode ser visto em nossa vida que preguemos nossos maus desejos naturais na cruz de Cristo (Gal. 5:22-24).
Aliás isso nos lembra que se não amarmos mais a Jesus do que a nos mesmos não teremos vida eterna. Você e eu amamos a Jesus? Façamos um teste: Quanto tempo você gasta diariamente com a leitura da Bíblia? Quanto tempo gasta em oração? Qual é o seu desejo de conhecer a Cristo, você se interessa pelo estudo da Palavra de Deus? Qual a sua freqüência na escola bíblica? Se você gasta pouco tempo com Deus, é porque o ama pouco.
O conselho de Deus para nós é que nos convertamos a ele, que nos humilhemos diante dele, que rasguemos não nossas roupas, mas nossos corações de vergonha e contrição, que haja quebrantamento em nós. Que nos encaremos como somos: vis, pecadores, miseráveis, cheios de justiça própria que para Deus não passa de trapo de imundícia. Devemos converter a Deus de todo o nosso coração; “e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.
E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal”
(Joel 2:12-13). Precisamos urgentemente de Deus.
Quero fazer outra consideração com vocês, a Bíblia diz que estamos entregues a morte todos os dias (Rom. 8:36). Devemos viver todos os dias como se fosse o último. E como estamos para nos encontrar com Deus? A vida que levamos é de alguém que está pronto para vida eterna? Ou o que nos aguarda são as pavorosas chamas infernais? O pior do inferno não é o tormento, o pior é que quem estiver lá, jamais terá um único vislumbre de Deus. Durante toda a eternidade, nada de Deus

“...E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.”
Aqueles que já nasceram de novo, não temem a morte, pois já morreram a muito tempo. Em Gálatas 2:20 está escrito: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.”  Ou seja, nossa vida acabou na cruz e agora é Jesus que anima nossos corpos. É ele que vive em nós. Porém enquanto vivemos que Cristo resplandeça em nós, que Cristo seja totalmente glorificado em nossas vidas.
Se nós mudarmos, se nos convertermos a Cristo de todo o nosso coração, muita coisa o Espírito Santo irá mudar. Mas poderemos dizer como Paulo ao final de nossa vida: “Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.
Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” 
(2 Timóteo 4:6-8). E corajosamente deixemos esse mundo em busca da verdadeira vida.
Com relação a partirmos corajosamente desta vida, me vem a lembrança dois livros que li: A Viagem do Peregrino da Alvorada, e A Peregrina. Na viagem do Peregrino da Alvorada, eu me lembro de Ripchip, o rato, que afirma categoricamente que seu maior desejo é entrar no País de Aslam. E na Peregrina no ultimo capítulo quando os personagens estão atravessando o rio sem ponte, todos eles afirmam categoricamente que o que lhes espera é muito melhor do que tudo que aqui existe. E é isso que aguardo constantemente, o maravilhoso momento do meu encontro com meu salvador Jesus Cristo.

sábado, 29 de dezembro de 2012

25 MARCAS DE UM CRISTÃO DESVIADO



 25 Marcas de um Cristão Desviado


Cuidado com o Desvio

Eu não ouço falar muito sobre o perigo do “desvio” hoje em dia. Parece que isso é algo com que meus amigos e eu nos preocupávamos 20 anos atrás. Nós falávamos sobre isso, orávamos contra isso, e procurávamos manter Jesus sempre diante de nós como nossa grande esperança e satisfação. A preocupação não era com cair totalmente fora do mapa espiritual, negando Jesus e mergulhando em pecados escandalosos, mas nós sabíamos que de fato temos corações que são, como o hino diz, “inclinados a se desviar”. E eu não sou melhor hoje do que era naquele tempo.

Se há uma consideração particularmente humilhante para um crente com uma mente espiritual, é que, depois de tudo o que Deus fez por ele – depois de todas as ricas demonstrações de sua graça, a paciência e ternura de suas instruções, a repetida disciplina de sua aliança, os emblemas de amor recebidos, e as lições da experiência aprendidas –, ainda existe no coração um princípio, uma tendência para um secreto, perpétuo e alarmante afastamento de Deus.”
– Octavius Winslow, Personal Declension

Mas mesmo que reconheçamos que permanecemos pecadores e que podemos nos encontrar em um perigoso estado espiritual, acaso sabemos como se parece esse estado? Não estou bem certo disso. Alguns o assemelham a um fracasso público, e isso os deixa pensando que estão seguros quando, na verdade, podem estar em um caminho muito ruim. No clássico Vital Godliness (Piedade Vital), William Plumer diz: “Muitos são impedidos de vencer seus desvios porque são misericordiosamente guardados de pecados abertos. Se eles tivessem publicamente caído em manifesta iniquidade, eles ficariam vermelhos de vergonha; eles lamentariam sua perversidade diante de Deus e dos homens. Mas, por enquanto, é tudo segredo. Eles são meramente desviados no coração”.

Como se Parece o Desvio?
No seu livro, Revival (Avivamento), Richard Owen Roberts apresenta 25 evidências de uma condição desviada. Ele elabora cada uma delas, mas eu vou apenas dar-lhe os pontos aqui. Considere-os seriamente.
1. Quando a oração deixa de ser uma parte vital de uma vida cristã professa, o desvio está presente.
2. Quando a busca pela verdade bíblica cessa e a pessoa se torna contente com o conhecimento de coisas eternas já adquirido, não pode haver dúvida quanto à presença do desvio.
3. Quando o conhecimento bíblico possuído ou adquirido é tratado como um fato externo e não aplicado internamente, o desvio está presente.
4. Quando pensamentos ardentes sobre as coisas eternas deixam de ser regulares e consumidores, isso deveria ser como um sinal de alerta para o desviado.
5. Quando os cultos da igreja perdem seu deleite, uma condição de desvio provavelmente existe.
6. Quando discussões espirituais profundas são um constrangimento, há certamente uma evidência de desvio.
7. Quando os esportes, a recreação e o entretenimento são uma parte grande e necessária de seu estilo de vida, você pode concluir que está ocorrendo um desvio.
8. Quando os pecados do corpo e da mente podem ser praticados sem uma revolta na sua consciência, a sua condição de desviado é certa.
9. Quando as aspirações por uma santidade semelhante à de Cristo param de dominar sua vida e seu pensamento, o desvio está ali.
10. Quando a aquisição de dinheiro e bens materiais se torna uma parte dominante de seu pensamento, você tem uma clara confirmação de desvio.
11. Quando você pode pronunciar canções e palavras religiosas sem o coração, tenha certeza de que o desvio está presente.
12. Quando você pode ouvir o nome do Senhor ser tomado em vão, questões espirituais ridicularizadas e questões eternas tratadas de forma frívola, sem ser levado à indignação e ação, você está desviado.
13. Quando você pode assistir a filmes e programações de televisão degradantes e ler literaturas moralmente debilitantes, você pode estar seguro de seu desvio.
14. Quando quebras de paz na irmandade não são motivo de preocupação para você, isso é uma prova de desvio.
15. Quando a menor desculpa parece suficiente para afastar você do dever e da oportunidade espiritual, você está desviado.
16. Quando você fica satisfeito com sua falta de poder espiritual e não mais busca repetidos revestimentos de poder do alto, você está desviado.
17. Quando você desculpa seu próprio pecado e preguiça dizendo que o Senhor entende e lembra que somos pó, você revela sua condição de desviado.
18. Quando não há mais música em sua alma e em seu coração, o silêncio testifica de seu desvio.
19. Quando você se ajusta alegremente ao estilo de vida do mundo, seu próprio espelho vai lhe dizer a verdade sobre seu desvio.
20. Quando a injustiça e a miséria humana existem ao seu redor e você não faz nada para aliviar o sofrimento, fique certo de seu desvio.
21. Quando a sua igreja caiu em declínio espiritual e a Palavra de Deus não é mais pregada ali com poder e você permanece satisfeito, você está em uma condição de desviado.
22. Quando a condição espiritual do mundo declina ao seu redor e você não consegue percebê-lo, isso é testemunho da sua situação de desvio.
23. Quando você está disposto a enganar seu empregador, o desvio é patente.
24. Quando você se acha rico em graça e misericórdia e se maravilha com sua própria piedade, então você caiu profundamente em desvio.
25. Quando suas lágrimas estão secas e a realidade espiritual dura e fria de sua existência não é suficiente para fazê-las rolar, veja isso como um terrível testemunho da dureza de seu coração e da profundidade de seu desvio.
(extraído de Revival [Avivamento], Richard Owen Roberts)
Você pode querer discutir algumas das “evidências” listadas acima, mas antes disso considere-as cuidadosamente para não deixar de identificar um real problema em sua vida. E se você descobrir que algumas dessas coisas são verdadeiras sobre você? Amanhã vou postar alguns pensamentos sobre voltar para o Senhor.
Por: Joe Thorn. Website: joethorn.net © 2012. All Rights Reserved. Original: 25 Marks of a Backslidden Christian.
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