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terça-feira, 17 de julho de 2012

Como Jonathan Edwards Chegou a Amar a Soberania de Deus



Joel R. Beeke

Presumimos muito facilmente que os grandes teólogos chegaram a amar as doutrinas da graça sem qualquer esforço. Isto não foi, de modo algum, o que aconteceu com todos eles. Talvez não aconteceu com nenhum deles. Pelo menos, isso não foi o que aconteceu com Jonathan Edwards, o eminente pregador da Nova Inglaterra no século XVIII. O seguinte relato mostra como Edwards chegou a amar a soberania de Deus somente depois de relutância inicial.
Jonathan Edwards fez a seguinte confissão:
Desde a minha infância, a minha mente estava cheia de objeções contra a doutrina da soberania de Deus em escolher quem ele quisesse  para a vida eterna e rejeitar a quem ele quisesse, deixando-os perecer eternamente e ser atormentados para sempre no inferno. Isso costumava parecer uma doutrina horrível para mim. Todavia, lembro-me muito bem do tempo em que eu parecia estar convencido e plenamente satisfeito quanto a esta soberania de Deus e sua justiça em dispor os homens eternamente assim, de acordo com seu prazer soberano. Mas nunca pude dar uma explicação de como ou por que meios fui convencido disso, nem sequer imaginar na época, nem mesmo muito depois, que houve uma influência extraordinária do Espírito de Deus neste convencimento; sei apenas que cheguei a ver melhor, e minha razão assimilou a justiça e a racionabilidade disso. Entretanto, a minha mente descansou nisso e pôs um fim a todos aqueles sofismas e objeções. E houve uma mudança maravilhosa em minha mente no que diz respeito à doutrina da soberania de Deus, desde aquele dia até agora; por isso, eu dificilmente tenho levantado objeção, no sentido pleno, contra a soberania de Deus em mostrar misericórdia para quem ele quer e endurecer a quem ele quer. A absoluta soberania e justiça de Deus no que diz respeito à salvação e à condenação é aquilo de que minha mente parece descansar segura, muito mais do que qualquer coisa que eu vejo com os olhos. É assim, pelo menos, às vezes. Desde então, eu tenho não somente uma convicção, mas uma convicção prazerosa. Muitas vezes, esta doutrina tem-se mostrado excedentemente agradável, esplendorosa e doce. Soberania absoluta é o que eu gosto de atribuir a Deus. Mas a minha primeira convicção não era assim.1
Por graça soberana, conforme suas próprias palavras, Jonathan Edwards foi transformado de um "opositor" em um "apreciador" da soberania eterna de Deus. Depois de anos de luta intensa quanto ao estado de sua alma diante de Deus (em 1725, Edwards ainda estava incerto de sua conversão),2 a soberania de Deus se tornou para o pregador de Northampton, graduado em Yale, uma "doutrina agradável e gloriosa" a ser conhecida, experimentada e apreciada.3 De fato, a convicção pessoal da soberania de Deus como uma doutrina irrefutável e como um "senso"4 a ser experimentado por meio de "um ardor em meu coração", "um fervor em minha alma" e uma "doçura extraordinária"5 permaneceu com Edwards durante toda a sua vida.6
A primeira instância de aquiescência genuína à soberania de Deus, acompanhada de "um agradável deleite íntimo em Deus", aconteceu a Edwards enquanto ele lia 1 Timóteo 1.17: "Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!"
Enquanto eu lia estas palavras, veio à minha alma, como algo que se propagou nela, um senso da glória do Ser divino; um novo senso, muito diferente de qualquer coisa que experimentei antes... Pensei comigo mesmo quão excelente Ser ele era e quão feliz eu deveria ser, se pudesse gozar este Deus e ser arrebatado para ele, no céu, e ser como que absorvido nele para sempre!7
Apesar dos impedimentos momentâneos, parece que este "novo senso" de Edwards de deleitar-se e ter prazer nas perfeições soberanas de Deus proliferou durante toda a sua vida, sempre conectado com uma apreensão crescente de indignidade e de fraqueza pessoal. Sob a orientação do Espírito, Edwards descobriu uma correlação entre a exaltação de Deus e a humilhação do "eu", a combinação que produziu exercícios religiosos incomparáveis. Certa vez, em 1737, quando Edwards cavalgou até à floresta para meditar, ele foi tomado por uma revelação tão profunda e espiritual de Cristo em sua excelência e soberania transcendente, em contraste com a excessiva pecaminosidade pessoal dele, Edwards, que foi inundado por um dilúvio de lágrimas de alegria, por mais de uma hora. De novo, em 1739, ele foi tomado por uma incrível compreensão de quão "agradável" e "apropriado" era que Deus governasse o mundo, ordenando todas as coisas de acordo com seu prazer, ainda que isso significasse destruição eterna para ele próprio, Edwards.
No verdadeiro padrão calvinista, Edwards experimentou um sempre crescente aumento de conhecimento nas profundezas de Deus e, ao mesmo tempo, de si mesmo - de Deus, para sua exultação; de si mesmo, para humilhação pessoal.8 Nestes momentos, Edwards desejava que ele "fosse nada e Deus fosse tudo";9 que ele fosse como uma pequena flor "baixa e humilde no chão, abrindo suas pétalas para receber os agradáveis raios da glória do sol".10 Ele também falou sobre andar sozinho nos pastos de seu pai, contemplando com um senso de prazer "a gloriosa majestade e graça de Deus... que eu parecia ver... em doce conjunção; majestade e submissão unidas, lado a lado".11
Este gozo conjugado que Edwards achava em Cristo e desfrutava com um profundo senso de indignidade serviu para levá-lo, cada vez mais, a partir da soberania divina, a meditar na beleza e na glória de Deus. Para Edwards, soberania sugeria glória, e glória sugeria beleza. De fato, todo o ser e os atributos de Deus equivaliam a um todo unido na essência Trina. O gozo e o alvo supremo de Edwards era ser levado, experimental e continuamente, da soberania divina à glória divina, a fim de gozar o próprio Deus como o Deus de graça evangélica indizível:
Os deleites e gozos mais prazerosos que tenho experimentado não são aqueles que surgiram de uma esperança de meu bom estado, e sim aqueles que procederam de uma visão imediata das coisas gloriosas de Deus e seu evangelho. Quando desfruto deste prazer, ele parece levar-me acima dos pensamentos de meu estado seguro. Em tais ocasiões, retirar meus olhos do glorioso e agradável objeto que estou contemplando, para volver meus olhos para mim mesmo e para meu próprio bom estado, parece uma perda que não posso suportar.12
Em resumo, para Edwards, a natureza de Deus "é infinitamente excelente; sim, é beleza infinita, brilhante e a própria glória".13 A partir da graça pessoal, Edwards foi levado experimentalmente à glória divina, repetidas vezes. Foi este experimentar espiritual dos atributos de Deus que influenciou Edwards a colocar a soberania divina desde a eternidade como o principal princípio estrutural de sua teologia. Edwards não traiu sua herança calvinista nesta conjuntura, como Nagy sugere quando afirma que é "muito incomum um calvinista" ser levado da soberania de Deus para a sua beleza infinita.14Antes, o contrário pode ser afirmado, ou seja, todo verdadeiro calvinista que experimenta, biblicamente, uma medida da soberania divina só pode terminar na glória e beleza de Deus, à maneira de Edwards, sim, de Paulo: "Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém" (Rm 11.36).
Que o Deus de graça nos tome, igualmente, por mão e coração, e nos apresente, experimentalmente, à soberania divina e à glória divina.



1 - Works, I, xii-xiii (edição da Banner of Truth Trust).
2 - Cf. A. Allen, Jonathan Edwards (Boston: Houghton, Mifflin and Co., 1889), p. 36. Embora Allen fale de maneira definitiva, há muita dúvida ao redor desta afirmação; por exemplo, cf. Glenn Miller, "The Rise of Evangelical Calvinism: A Study in Jonathan Edwards and the Puritan Tradition" (Th.D. dissertation, Union Theological Seminary, 1971), p. 208, onde a conciliação de Edwards com a soberania e a segurança pessoal é colocada em 1720-21.
3 - Works, I, xiii. 
4 - Ibid.
5 - Ibid., p. xiv.
6 - Cf. Harold Simonson, Jonathan Edwards: Theologian of the Heart (Grand Rapids: Eerdmans, 1974), p. 17, ss.
7 - Works, I, xiii.
8 - Allen resume habilmente a consequência de humilhação que seguia a exaltação divina da soberania na experiência de Edwards: "[Edwards] aprendera a deleitar-se na soberania de Deus, no mostrar Deus misericórdia para quem ele quer mostrar misericórdia. Era um prazer pedir a Deus esta misericórdia soberana. Mas estes enlevos religiosos foram também acompanhados de visões impactantes de sua própria pecaminosidade e vileza. O senso de sua impiedade e da maldade de seu coração era mais forte depois da sua conversão do que antes. Sua impiedade parecia exceder a de todos os outros. Nenhuma linguagem era suficientemente forte para os propósitos de autocondenação. O seu coração lhe parecia um abismo infinitamente mais profundo do que o inferno" (Edwards, p. 130-31).
9 - Works, I, xiv.
10 - Ibid.
11 - Ibid., xv.
12 - Ibid. Nessas ocasiões, Edwards via a glória de Deus em tudo: "Parecia haver, por assim dizer, uma tranquila e agradável marca ou aparência da glória de Deus em quase tudo... no sol, na lua, nas estrelas; nas nuvens, no céu azul; na grama, nas flores, nas árvores... Frequentemente, eu costumava sentar-me... para contemplar a glória de Deus nestas coisas, cantando com voz baixa, nesse ínterim, minhas contemplações do Criador e Redentor".
13 - Ramsey,
 Freedom of the Will, p. 243.
14 - Paul and Joseph Nagy: 'A The Doctrine of Experience in the Philosophy of Jonathan Edwards' (Ph.D. dissertation, Fordham University, 1968), p. 67.
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 Joel Beeke é pastor da igreja Heritage Reformed Congregation, em Grand Rapids, MI, EUA. É presidente, Deão acadêmico e catedrático de Teologia Sistemática e Homilética do Seminário Reformado Puritano. Possui Ph.D pelo seminário Westminster em Teologia Reformada e Pós-reforma. Pr. Beeke atua como preletor em diversas conferências em várias partes do mundo, inclusive o Brasil; é autor e co-autor de mais de 50 livros, alguns já em português, como o livro "Vencendo o Mundo" (Editora Fiel) e outros em processo de tradução. É casado com Mary Beeke com quem tem 3 filhos

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Novo Nascimento e a Obrigação do Pregador





John Owen

A obra do Espírito de Deus na regeneração da alma dos homens deve ser analisada diligentemente pelos pregadores do evangelho e por todos a quem a Palavra é outorgada.

Quanto aos pregadores, eles têm uma razão peculiar para atentarem a este dever, pois são usados e empregados nesta obra pelo Espírito de Deus, que os utiliza como instrumentos para a realização deste novo nascimento e vida. O apóstolo Paulo se intitulou pai daqueles que foram convertidos a Deus ou regenerados por meio da Palavra de seu ministério: “Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus” (1 Co 4.15). Ele foi usado no ministério da Palavra para a regeneração daqueles crentes e, portanto, era seu pai espiritual; e somente ele o era, embora mais tarde o trabalho tenha sido levado adiante por outros.

E, se homens são, no evangelho, pais de convertidos a Deus por meio do ministério pessoal deles, não há qualquer vantagem para alguém ter assumido, um dia, esse título se não teve qualquer envolvimento nessa obra, nem no seu sucesso. Assim, falando sobre Onésimo, que foi convertido por ele na prisão, Paulo o chama de seu filho, a quem havia gerado entre algemas (Fm 10). E declarou que isso lhe havia sido prescrito como o principal objetivo de seu ministério, que incluía a comissão de pregar o evangelho (At 26.17-18). Cristo disse-lhe: “Eu te envio, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus”; essas palavras descrevem a obra que estamos considerando. Essa também é a principal finalidade de nosso ministério.

Certamente, é dever dos ministros compreender, tanto quanto puderem, a obra com a qual estão ocupados, para que não trabalhem no escuro nem combatam de forma incerta, como homens que desferem golpes no ar. O que as Escrituras revelam sobre esta obra, a sua natureza e a maneira como se realiza, suas causas, efeitos, frutos, evidências — tudo isso eles devem analisar diligentemente. Ser espiritualmente habilitado nisso é a principal arma de qualquer um para a obra do ministério. Sem esta habilidade, ele nunca estará apto a manejar bem a Palavra nem a apresentar-se como obreiro que não tem de que se envergonhar. Contudo, é raro imaginarmos com que fúria e perversidade de espírito, com que expressões de zombaria toda esta obra é mal interpretada e exposta ao desprezo.

Dizem a respeito daqueles que exercem esta função que eles “prescrevem longas e entediantes conferências de conversão, para declararem precisos e sutis processos de regeneração, visando encher a cabeça das pessoas com inúmeros medos e escrúpulos supersticiosos sobre os devidos graus da contrição piedosa, e os sintomas de uma humilhação completa”.1 Se algum erro quanto a essas coisas ou a prescrição de regras sobre a conversão a Deus e a regeneração pudesse ser atribuído a certas pessoas específicas que não são asseguradas pela Palavra da verdade; se tudo isso pudesse ser cobrado de pessoas em particular, não seria errado refletir sobre essas regras e refutá-las. Entretanto, a intenção dessas expressões é evidente, e a reprovação contida nelas é lançada na própria obra de Deus. E devo confessar que acredito na degeneração que se aparta da verdade e do poder do cristianismo, na ignorância das principais doutrinas do evangelho e no desprezo lançado, por meio destas e de expressões semelhantes, sobre a graça de nosso Senhor Jesus Cristo por aqueles que não somente se declaram ministros, e também declaram possuir um nível mais elevado que o dos outros, e que serão tristemente agourentos quanto a toda a situação da igreja reformada entre nós, se não forem reprimidos e corrigidos em tempo. Mas, no presente, o que afirmo sobre este assunto é:

1. O dever indispensável de todos os ministros do evangelho é inteirar-se totalmente com a natureza de seu trabalho, para que possam aquiescer à vontade de Deus e à graça do Espírito em sua realização na alma daqueles a quem ministram a Palavra. Também não podem cumprir seu trabalho e obrigação, de maneira correta, sem conhecimento apropriado dele. Se todos que os escutam nasceram mortos em delitos e pecados, se Deus os destinou para serem instrumentos de regeneração dessas pessoas, é uma loucura, da qual será necessário prestar contas um dia, negligenciar uma constante análise da natureza desta obra e dos meios pelos quais ela é realizada. A ignorância e a negligência quanto a esta necessidade, aliadas à carência de uma experiência do poder desta obra na alma deles é uma grande causa da falta de vida e do ministério não aproveitável entre nós.

2. Por semelhante modo, todos a quem a Palavra é pregada têm o dever de investigá-la. É para estes que o apóstolo fala: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Co 13.5). A preocupação de todo cristão ou do que professa a religião cristã é provar e examinar em si mesmo a obra que o Espírito de Deus efetuou em seu coração. Ninguém o impedirá de fazer isso, exceto aqueles que desejam enganá-los e levá-los à perdição.

(1) A doutrina da obra de pregação nos foi revelada e ensinada: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Dt 29.29). Não falamos em investigar ou informar-nos, com curiosidade, sobre as coisas ocultas, ou secretas, ou as ações encobertas do Espírito Santo. Falamos apenas sobre um esforço correto para pesquisar e compreender o ensino concernente a esta obra, tendo em vista esta finalidade: que possamos entendê-la.

(2) É muito importante para todos os nossos deveres e confortos que tenhamos um entendimento apropriado da natureza da obra de pregação e de nosso próprio interesse nela. A análise de ambas essas coisas não pode ser negligenciada sem a maior insensatez; a isso podemos acrescentar:
  
(3) O perigo de que os homens sejam enganados quanto ao assunto da regeneração, ou seja, a base sobre a qual se firmam e dependem o seu estado e condição eternos. É certo que, no mundo, muitos se enganam neste assunto; evidentemente, vivem num destes erros perniciosos: a) que os homens vão para o céu ou que podem “entrar no reino de Deus” sem nascer de novo, o que é contrário ao que nosso Salvador disse (Jo 3.5). b) Outro erro é o pensamento de que os homens podem nascer de novo e continuarem vivendo no pecado, mas isso contradiz 1 João 3.9.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Provas definitivas revelam o plano dos Illuminati e da Maçonaria para a nova ordem mundial!




Hermes C. Fernandes



Os Illuminati e a Maçonaria dominam o mundo e estão por trás da nova ordem mundial! A vacina contra a gripe suína é uma farsa e visa coibir o aumento da população mundial. Os americanos capturaram extraterrestres e os mantém vivos numa base secreta chamada Área 51. John Lennon foi assassinado pela CIA. Michael Jacksonfoi vítima de conspiração da indústria fonográfica. A Xuxa fez pacto com o diabo. Estas são algumas das teorias de conspiração mais conhecidas em nossos dias.

Recentemente deparei-me com alguns artigos e vídeos sobre tais teorias. Algumas chegam a ser plausíveis, nos levando a refletir sobre muita coisa que temos visto na mídia em geral. Outras, porém, além de improváveis, revelam a criatividade mórbida de quem as inventa.

Não duvido de que muito daquilo que nos é contado nas aulas de história nada mais é do que a versão de quem venceu a guerra. Também não duvido que muitos dos dirigentes das nações não passem de marionetes nas mãos das elites. Creio que entre os famosos haja quem tenha feito pactos demoníacos para alcançar o sucesso. Enfim, tudo isso me parece factível, ainda que não seja provado.

O que me incomoda é que tem muita gente se deixando levar por uma onda de factóides conspiratórios, empreendendo uma verdadeira caça às bruxas. Em vez de se preocupar em construir uma sociedade mais justa e transparente, ficam a espreitar em busca de sinais que evidenciem alguma conspiração. Se a logomarca de uma empresa tem um forma geométrica triangular, logo é considerada satanista, simplesmente porque o triângulo lembra pirâmide, usada em cultos ocultistas. Se vêem um arco-íris, lá vêm as suspeitas de que tenha alguma ligação com a agenda gay. Isso acaba se tornando uma obsessão. Produtos são boicotados por sua pseudo-ligação com o ocultismo. Lendas urbanas são engendradas, como aquela que diz que o McDonald's patrocina o satanismo, ou que a chegada do homem à Lua foi uma farsa, ou que o Elvis ainda vive escondido em alguma ilha do Pacífico.

Pelo amor de Deus! Será que não percebem que isso atenta contra nossa saúde espiritual e emocional?
Não ouso negar que algumas de tais teorias não procedam. Porém isso não pode me distrair do foco. Tenho que prosseguir impulsionado pela certeza de que Deus tem o controle de tudo, inclusive das tentativas humanas ou satânicas de frustrar Seus planos.
Tenho que acreditar que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e que são chamados segundo o Seu propósito (Rm.8:28).
Esta era a certeza que norteava a igreja primitiva. Logo na primeira perseguição que sofrera, a igreja se reuniu e em oração declarou:
"Ó Soberano, tu fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há! Tu falaste pelo Espírito Santo por boca do teu servo, nosso pai Davi: ‘Por que se enfurecem as nações, e os povos conspiram em vão? Os reis da terra se levantam, e os governantes se reúnem contra o Senhor e contra o seu Ungido’. De fato, Herodes e Pôncio Pilatos reuniram-se com os gentios e com os povos de Israel nesta cidade, para conspirar contra o teu santo servo Jesus, a quem ungiste. Fizeram o que o teu poder e a tua vontade haviam decidido de antemão que acontecesse. Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente” (At.5:24-29).
Que há conspirações, certamente que há. Mas elas não nos podem demover de nosso propósito central. Há uma conspiração maior do que aquelas engendradas pelos poderosos deste mundo: a conspiração do Reino de Deus.
A passagem usada pelos cristãos primitivos nesta oração foi registrada originalmente no Salmo 2. Na continuidade do salmo, Davi relata a reação de Deus diante das conspirações dos poderosos:
“Do seu trono nos céus o Senhor põe-se a rir e caçoa deles” (Salmos 2:4).
Em outras palavras, Deus não os leva a sério. Se de fato há treze famílias na terra que detém o poder sobre os governos e instituições financeiras, por mais poderosos que sejam, Deus acha graça e caçoa deles. Nem os Illuminati, nem o Priorado de Sião, ou a fraternidade “Skull and Bones”, devem despertar em nós outra reação que não seja riso. Não passam de um monte de gente boba, estúpida, tentando assegurar seu poder no mundo, mas cujo destino já está selado (1 Co.2:6).
Lembre-se que Ele é quem “remove reis e estabelece reis” (Dn.2:21). Não vou gastar o resto da minha vida preocupado com quem será a besta do Apocalipse ou o Anticristo. Na mesma passagem em que João alerta a igreja sobre o espírito do Anticristo, ele ressalta: “Vós sois de Deus, e já o vencestes, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1 Jo.4:4).
Mesmo a Besta do Apocalipse está submetida a autoridade do Rei dos reis. Por isso a Escritura afirma que o próprio Deus pôs no coração dos reis que a seguem “o realizarem o intento dele, concordando dar à besta o poder de reinar, até que se cumpram as palavras de Deus”(Ap.17:17). Isso nos traz segurança. Nosso Deus não é um fantoche nas mãos dos homens, tampouco é pego de surpresa por suas conspirações. Ele tem Sua própria Agenda!
Não sou eu quem vai perder tempo ouvindo discos rodando ao contrário atrás de mensagens subliminares.
Parem de ver o chifre do diabo em tudo e comecem a ver a providência divina conspirando pelo estabelecimento do Reino de Deus entre as nações.
Imagine se a igreja primitiva se negasse a usar as estradas construídas pelo Império Romano, alegando que aquilo era obra do diabo!
Custou anos até que os crentes permitissem que a TV entrasse em suas casas. Pregadores vociferavam de seus púlpitos, ameaçando os crentes com a perda da salvação, caso deixassem que o olho de Satanás entrasse em seus lares.
Tudo isso é meninice, e se quisermos cumprir nossa missão temos que deixar as coisas de menino.
Sinceramente, acho que a maior cartada que o inimigo tem dado para coibir o avanço da igreja tem sido justamente esta: distrair-nos com suas teorias de conspiração.
Paulo recusou-se a se deixar distrair. A leitura que fazia dos fatos era sempre ressaltando a soberania de Deus e a maneira como as coisas se encaixavam para bem-suceder Seus propósitos eternos.
Imagine se Paulo pensasse como muitos crentes de nossos dias. Ele escreveria da prisão dizendo: Irmãos, o diabo é muito sujo. Olha o que ele fez comigo, usando aqueles judeus para me acusar injustamente, e pressionar os romanos a me prenderem. Tudo foi uma conspiração! Orem e denunciem para abrir os olhos dos outros irmãos.
Mas em vez disso, veja o que ele escreve de dentro da prisão:
“E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior avanço do evangelho. De maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais. Muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas cadeias, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor”(Fp.1:12-14).
Bem que Jesus advertiu que se nossos olhos fossem bons, tudo ao nosso redor seria luz. O que nos difere do incrédulo não é o fato de nos sucederem coisas boas, enquanto a eles somente coisas más. O que nos difere é a leitura que fazemos da realidade. Temos a certeza de que Deus orquestra todas as coisas, de maneira que, até as que são aparentemente ruins, se tornam revestidas de um novo significado, à medida que nos conduzem na direção da concretização dos propósitos divinos.
Os irmãos de José conspiraram contra ele, mas muito acima de seus planos mesquinhos estava a conspiração divina para elevá-lo ao segundo posto mais importante do Egito, e assim, ajudar a preservar a linhagem da qual viria o Filho de Deus (Gn.45:5-8).
Os presidentes e sátrapas da Babilônia conspiraram contra Daniel, armando um flagrante que forçaria o rei a lançá-lo na cova dos leões. Porém, acima de suas conspirações estava a conspiração divina para elevar ainda mais a Daniel naquele reino. O texto que relata este episódio termina dizendo: “Foi assim que Daniel prosperou no reinado de Dario, e no reinado de Ciro, o persa” (Dn.6:28).
Não sejamos ingênuos, mas também não sejamos obcecados. Mantenhamos nossos olhos fitos no autor e consumador de nossa fé, e não deixemos que nenhuma teoria de conspiração nos distraia do foco.
Em tempo, não me importo com quem está por trás das conspirações, mas com quem está acima de todas elas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A importância de se ensinar o CRIACIONISMO na Escola Bíblica Dominical


“Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência” (1 Tm 6.20)
Vivemos dias difíceis, quando a fé no Criador parece ser para tantos, o maior absurdo do Universo. Uma ameba; um ser monocelular, pode ‘dar vida’ a tudo o que há, de tão belo e tão complexo, em nosso planeta. Já um Deus Pessoal, Poderoso, Inteligente, não pode. Isso é superstição.
Paulo, escrevendo a Timóteo, já advertia que homens iriam agir assim, cauterizando a própria consciência, por crerem – mesmo – em mentiras (1 Tm 4.2). “Mentiras científicas” têm chegado cada vez mais perto das mentes de meninos e de meninas de 9, 10 anos. Muitos professores da rede de ensino têm passado uma filosofia de vida neodarwinista, como se Ciência fosse, e muitos pais cristãos não tem percebido isto.
Por sua vez, o ensinamento bíblico sobre o Deus Criador e a Criação pensada e executada por Deus tem sido bem negligenciado, infelizmente, a começar dentro de muitos lares cristãos. E esta negligência poderá custar muito caro. Sem uma boa e sólida base criacionista, o seu filho, a sua filha, poderão ficar fascinados(as) pelo pseudointelectualismo que filosofias neodarwinistas apontam (e aprontam), ou poderão crescer com uma fé fraca no Criador, que não se sustentará diante das primeiras propostas que vierem a ouvir sobre a evolução das espécies. Por sua vez, o ensinamento que transmitimos tantas vezes no Departamento infantil sobre o Livro do Gênesis, principalmente sobre os 11 primeiros capítulos, na mente de muitas crianças não terá muita diferença da velha e surrada fórmula dos contos de fada: “Era uma vez”… Precisamos orar e repensar o ensino do Gênesis no DI, urgentemente!
Recentemente a nossa Igreja promoveu um congresso para os membros sobre o Deus Criador e o Criacionismo Bíblico e Científico. E foi mesmo uma bênção! E já estamos nos organizando para iniciar uma classe que dedique um semestre inteiro, pelo menos, a este assunto tão importante para os pequeninos. Estamos elaborando um currículo. E que o tema seja também tão importante e que acorde editoras cristãs, para que publiquem revistas e lições para EBD com excelente conteúdo e informações que durem mais tempo [de aula] e forneçam importantes conteúdos criacionistas a todos: pais, jovens, adolescentes, etc., pois o assunto é deveras importante e urgente. Se tirarmos a noção da criação da vida de uma pessoa, ela poderá crescer no máximo “deísta”, e isto fará uma enorme diferença para pior, em sua vida. Precisamos voltar às origens! Precisamos ensinar tudo, e tudo certo e desde o começo: NO PRINCÍPIO… DEUS!
Reflexão:
Pais, professores de crianças no Departamento infantil… Vocês vibram com o Deus Criador e Sustentador de todas as coisas? Vocês têm ensinado direito? Ou têm ‘passado por cima’, ou ‘muito de longe’, por este ensino basilar?

PUBLICADO EM: http://www.blogfiel.com.br/2012/06/a-importancia-de-se-ensinar-o-criacionismo-na-escola-biblica-dominical-rev-jader-borges.html 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

COREIA DO SUL RETIRA TEORIA DA EVOLUÇÃO DO CURRICULO ESCOLAR‏

Por Wesley Moreira
O Darwinismo foi derrotado na Coreia do Sul. O melhor sistema educacional do mundo rejeitou a evolução das espécies como teoria científica.
Uma petição para remover referências à evolução das espécies do ensino médio e de livros didáticos reivindicada no mês passado foi atendida depois que o Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia (MEST) revelou que há uma grande manipulação de dados ciêntificos feitos para apoiar a teoria da evolução.
Mesmo o instituto líder em matérias ciêntificas da nação, o Korea Advanced Institute of Science and Technology – tem um “showroom” da ciência da criação em seu campus. O instituto também tem uma Associação de Pesquisa totalmente voltada para a Ciência da Criação, que é dirigido por professores e alunos.
Um levantamento feito entre os professores estagiários no país concluiu que a crença religiosa não foi um fator determinante na rejeição da evolução. A pesquisa também descobriu que 40% dos professores de biologia concordam com a afirmação de que “grande parte da comunidade científica tem dúvidas se a evolução realmente ocorre”, e a outra metade discordou que “os seres humanos modernos são o produto de processos evolutivos”.
A Coreia do Sul lidera o ranking mundial em educação cientifica, matemática e leitura entre os paises: (veja a imagem)
Os ateístas americanos que despejaram milhões de dolares em seu lobby financeiro para manter a evolução como teoria cientifca na Coreia do Sul apelaram para a ONU que já estuda estratégias para pressionar o país asiático.
O criacionismo revela que há um criador, que há um propósito maior para nossa existência. Não somos animais cujo objetivo único é a busca do prazer. Se temos um propósito então somos responsáveis em buscar esse propósito maior. Logo, já não devemos fazer o que queremos, conforme desejamos quando motivados pelo prazer mais imediato. Somos responsaveis perante o criador pelo que fazemos de bem e de mau através da vida que ele nos deu de graça.
Fonte: Uncommon Descent.
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Wesley Moreira é pastor, teólogo e tradutor. Escreve para o Wesmo e é colunista no Púlpito Cristão.

 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Jesus Frankenstein dos crentes imaturos

O Jesus Frankenstein dos crentes imaturos

Por Maurício Zágari

“E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus,e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo“. (Efésios 4.11-15 -versão NVI)

Confesso que tenho um apreço muito especial por essa passagem. Pois ela toca num ponto fundamental da vida cristã: maturidade espiritual. Algo que, para nossa tristeza, tem faltado em gigantesca escala na Igreja dos nossos dias. As igrejas institucionais, as comunidades que detestam ser chamadas de igrejas, os grupos domésticos e qualquer outra expressão de comunhão cristã no Brasil de nossos dias têm estado lotadas de pessoas que professam a fé em Cristo, comparecem aos cultos, andam com amigos cristãos…mas demonstram em seu falar e em seu proceder uma imaturidade espiritual espantosa.

Frequente por um dia as redes sociais e você ficará pasmo. A quantidade de irrelevância ou equívocos bíblicos que circula entre os cristãos é enorme. Ligue a TV: os programas ditos “evangélicos” são assustadores. Pior: aqueles que sentam-se para assistir engolem qualquer coisa que lhes é passada pelos telepastores – de livros e DVDs a heresias. Converse numa pizza após o culto com irmãos e verá que o conhecimento teológico ou da realidade da grande maioria é raso: em geral estão por dentro dos escândalos que veem na TV e olhe lá. Mas comece a falar sobre Bíblia e logo o assunto será conduzido para o campeonato de futebol. A verdade, meu irmão, minha irmã, é que uma enorme parcela da Igreja brasileira hoje está igualzinha a um barco numa tempestade, com seus passageiros sendo “levados de um lado para outro pelas ondas”.

O hábito de estudar a Bíblia a sério minguou. Lê-se a Bíblia, mas um versículo aqui, outro ali. A teologia dos cristãos é formada de tal modo imaturo que faz de Jesus um grande monstro de Frankenstein: um braço formado por uma pregação que se viu no Youtube, uma perna por tuítes de um pastor-celebridade, o pescoço por um louvor antropocêntrico da moda, o tronco por um texto que se leu num blog escrito sabe-se lá por quem, outro braço formado por ensinamentos apócrifos desses DVDs que pregam vitória, um quadril de conversas achistas em corredores de igrejas… enfim, na época da comida a quilo, cada pessoa forma em sua mente um Jesus conforme melhor lhe apraz: um pouquinho de cada coisa, que no final gera uma enorme mistureba sem identidade.

Afinal, dá menos trabalho isso do que cursar quatro anos de um seminário, ler livros de teologia sérios, densos e muitas vezes parrudos, participar de uma família de fé onde você será discipulado e acompanhado por um pastor que vai te chamar para conversar (por zelo a tua alma) se você estiver vivendo de modo antibíblico (e ninguém quer que se metam na sua vida, não é?). E isso gera o quê? Bebês espirituais.

Pois crescer não é fácil. E, por se manter na infância espiritual por anos e anos, às vezes décadas, legiões de cristãos estão caindo em qualquer conto do vigário gospel. Acreditam em Teologia da Prosperidade, Confissão Positiva, declaram, decretam, tomam posse, caem como bebês cambaleantes que ainda não sabem andar direito na conversa de qualquer espertalhão que lhes ofereça uma mandinga neopentecostal ou uma heresia poética travestida de intelectualidade. Os crentes em Cristo estão sendo “jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro” e se lambuzam com isso.

Fico pasmo ao ver certos pastores-celebridades que pregam a heresia de que Deus não controla as forças da natureza nem as tragédias da humanidade e que chamam seus irmãos calvinistas de “malditos”… e que têm quase 30 mil seguidores no twitter! Meu Deus, quase 30 mil almas consumindo todo aquele besteirol poético encharcado de ensinamentos antibíblicos e sendo induzidas ao erro. Também há os que doam seu suado dinheirinho em troca de “unções de x  reais” e outras propostas diabólicas feitas por mais pastores-celebridades…e acham que aquilo é sério! Mas, se formos pensar bem, como não achariam? São imaturos espiritualmente. Não sabem que o simples fato de um pastor ser americano e ter uma Bíblia sobre prosperidade financeira publicada não faz dele um homem de Deus.

Pastores abolindo o dízimo, blogueiros anatemizando termos corretos como “evangélico” e “religião”, teólogos do inferno atraindo cristãos sem base bíblica com suas heresias…o negócio é sério. Amadurecimento espiritual começa quando você descobre que aqueles pastores cuja pregação achava o máximo são na verdade hereges. Pois mostra que seu conhecimento bíblico e sua intimidade com Deus te elevaram a um patamar em que é capaz de discernir “homens que induzem ao erro”.

Quando digo que o negócio é sério não estou brincando. Como crianças, multidões de cristãos estão sendo levados de um lado para outro pelas ondas, jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Do jeitinho que o apóstolo Paulo falou. E qual é a consequência disso? Como diz o texto aos Efésios, os que assim fazem não alcançam a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, não seguem a verdade em amor e muito menos crescem em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Em outras palavras, o imaturo espiritual torna-se um zumbi que corre atrás do primeiro que aparece com uma fórmula mágica ou uma teologia linda que fale de amor.

O resultado é uma igreja amorfa. Que segue não Jesus de Nazaré, o Deus encarnado revelado pelas Escrituras, mas um ídolo com cara de monstro de Frankenstein a quem chamam “jesus”. Mas que não tem as características do Jesus da Bíblia. E isso é sério. Pois se a salvação vem pela fé no Jesus da Bíblia e multidões estão seguindo um falso jesus… muitos não serão salvos e ao final terão de enfrentar a morte espiritual. E dirão: “Senhor, Senhor, em teu nome expulsamos demônios e…”.

Como se pode ver, maturidade espiritual é uma questão de vida ou morte – eterna. Assim como crianças imaturas trepam em janelas correndo o risco de despencar do décimo andar, cristãos imaturos seguem um cristo que não é o Cristo. E com isso, o grande risco da imaturidade espiritual é a morte espiritual. Não se deixe matar por imaturidade, meu irmão, minha irmã. É o destino eterno da tua alma que está em jogo. Fuja dos famosos. Busque o aprendizado. Corra das celebridades. Procure os anônimos e simples. Escape da fé de pé de ouvido. Mergulhe no estudo das Escrituras. Em outras palavras: já é hora de deixar para trás o leite e começar a comer um bom filé com salada. A digestão no início pode ser difícil, mas quando se acostuma o fruto é um entendimento e uma clareza numa antes obtidos e a vida eterna.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Fonte: Gospelmais


sexta-feira, 1 de junho de 2012

CAMINHO DA PERFEIÇÃO – COLUNA DA BONDADE




“Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.” (Salmos 23:6)

A bondade é a sexta coluna do caráter de Jesus e uma das mais belas expressões da proposta de redenção (perdão) oferecida por Deus aos homens e que teve seu ápice com a vinda de Cristo. Este mês começaremos a meditar sobre esta importante coluna.

Bondade é a qualidade de ser bom, ou seja, é a disposição permanente de uma pessoa em não fazer o mal ou de prejudicar o outro. Está diretamente ligada à benignidade e à misericórdia. Sendo que misericórdia que é um bom sentimento despertado pela miséria ou infelicidade alheia que se traduz em perdoar apenas por bondade, por graça. Somente uma pessoa boa pode ser benevolente e misericordiosa com o próximo. No lado oposto, somente uma pessoa má é que não é capaz de perdoar, de ser benevolente ou misericordiosa com os outros.

Como vimos no Salmo 23 acima, existe a bondade e misericórdia que veem do Senhor para nós, as quais derivam do fato de Deus ser paciente e longânimo para com a nossa condição caída e miserável em face de Sua perfeição e santidade.  

Entender a paciência de Deus para com os nossos erros, sabendo que “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;” (Lamentações 3:22) é fundamental para podermos conhecer a profundidade do significado da morte substitutiva de Cristo na cruz. Ou seja, não é possível que uma pessoa que não saiba que o único motivo de ainda estar viva e de ainda não ter sido julgada é somente por causa da bondade e misericórdia de Deus, decorrentes da sua paciência e longanimidade, possa aceitar e confessar a Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador.

A base para aceitarmos a salvação que vem de graça por Cristo é a aceitação de nossa natureza decaída, pecadora e condenada. Se um sujeito não entende aquilo que Paulo diz aos Romanos: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;” (3:23), ele jamais pode entender outra frase de Paulo em outra carta que diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Efésios 2:8)

Depois de entendermos a bondade e misericórdia do Senhor, deveria ser mais fácil expressarmos o mesmo na vida das pessoas que nos cercam. Mas não tem sido assim. Continuamos sendo maus, iracundos, justiceiros e cheios de justiça própria. Sempre queremos que as pessoas nos paguem por aquilo que elas nos fizeram de mal.

Mas Jesus disse em seu sermão sobre o Monte que “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;” (Mateus 5:7) e que “se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes.” (Mateus 12:7)

Ou seja, tem muita gente apenas “sacrificando”, sendo religiosa, frequentando as reuniões da Igreja, andando com uma Bíblia debaixo dos braços, participando das programações do grupo religioso de que faz parte, andando e falando como crente, mas que continua tratando as pessoas de modo implacável, rancoroso, maledicente, sem amor e perdão, se esquecendo do que está escrito no livro de Tiago: “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era.” (1:22-24) e “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.” (1:26)

Jesus certa vez, ao falar sobre o perdão, contou a seguinte parábola:

Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas. (Mateus 18:23-35)

Agora eu te pergunto: Você tem sido misericordioso? Você tem sido bondoso para com as pessoas? Ou sua vida religiosa não passa de rituais que você cumpre semanalmente e nada mais? 

Este mês promete!

Publicado originalmente em: http://vozdoqueclamananet.blogspot.com.br/