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quarta-feira, 16 de maio de 2012

A LEI E O EVANGELHO



Fred Malone

Se eu pudesse melhorar a eficácia das pregações pastorais e o cuidado pastoral na igreja, convocaria todos os pastores para assimilar a doutrina da Lei e o Evangelho nas Escrituras. Quando pela primeira vez fui servir como sócio de Ernie Reisinger em 1977, ele exigiu que eu estudasse Romanos 6.14 sobre a Lei e o Evangelho e colocou em minhas mãos um livro: The True Bounds of Christian Freedom (Os Verdadeiros Laços da Liberdade Cristã) de Samuel Bolton. O livro de Ernie sobre a Lei e o Evangelho contém muito daquilo sobre o que conversamos naqueles dias.
Há muita controvérsia e ignorância sobre esta doutrina nos dias de hoje. Os erros nesta doutrina desovaram o dispensacionalismo, a teonomia, a nova perspectiva de Paulo, o hiperconvencionalismo, o legalismo, o antinomianismo, o evangelismo sem profundidade, a santificação superficial, os erros de adoração e o misticismo antibíblico. Mas os nossos antepassados reformados e batistas de um modo geral não sucumbiram a tais erros antes de 1900. Por que não? Creio que foi porque compreendiam a doutrina bíblica da Lei e do Evangelho. Pode-se vê-lo na suas declarações de fé e suas obras. [1] Espero que os pastores de hoje, especialmente os pastores batistas, tornem a estudar esta doutrina e reformulem suas vidas e ministérios através dessas verdades.
Charles Bridges, autor de The Christian Ministry (O Ministério Cristão), disse:
O sinal de um ministro "aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar" é o "que maneja bem a palavra da verdade."... Esta revelação é dividida em duas partes — a Lei e o Evangelho — essencialmente diferentes; mas tão intimamente ligadas, que o conhecimento exato de uma não pode ser obtido sem a outra. [2]
Se o entendimento da doutrina da Lei e do Evangelho é tão importante, então cada seminário deveria ensiná-la corretamente e cada pastor deveria dominá-la. Neste pequeno artigo, vamos examinar a doutrina esquadrinhando Romanos 6.14, exegeticamente e pastoralmente.

Exegeticamente
"Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça" (Romanos 6.14).
O contexto deste versículo é a discussão de Paulo sobre santificação. Paulo ensinou que todos pecaram e perderam a glória de Deus (Romanos 1-3). Também ensinou que os pecadores arrependidos foram de uma vez por todas justificados somente pela fé em Cristo (Romanos 4-5). Essa justificação uma-vez-por-todas talvez atraia alguns a procurar vantagens na graça de Deus e continuar a pecar para que a graça abunde (6.1). Mas Paulo rejeitou tal pensamento sobre santificação como impossível para o homem justificado (Romanos 6-8). Por quê? Porque "o pecado não terá domínio (autoridade, governo, tirania) sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça" (6.14).
Esta não é uma declaração imperativa, uma ordem para obedecer. É uma declaração de fato, indicativa. Poderíamos chamá-la de promessa de Paulo aos cristãos romanos. Esta declaração explica por que é impossível para o homem justificado viver sob o domínio do pecado como acontece com o que não é convertido. Ele está debaixo da graça. Estar debaixo da graça é ficar livre da escravidão do pecado, que é o estado natural de todos os homens debaixo da lei. Deus não vai permitir a tirania do pecado na Nova Aliança de Jesus Cristo (Jeremias 32.40). "Vamos pecar para que a graça abunde" não deve ser o princípio que opera nos que foram justificadas de-uma-vez-por-todas pela fé somente (Romanos 5.1-2). Alguma coisa que existe debaixo da graça não permite. Tudo mais é fé falsa, ainda debaixo da lei.

Debaixo da Lei
Se Paulo estivesse falando apenas a cristãos judeus, debaixo da lei poderia ser uma referência principalmente à Aliança do Sinai, como em Hebreus. Contudo, os cristãos romanos eram principalmente gentios. Estar debaixo da lei nesta passagem não pode significar que estivessem antes debaixo da lei ou da aliança mosaica. Mas Paulo diz que esses gentios estavam antes debaixo da lei e, portanto, condenados sob o domínio do pecado.
Paulo explica que todos os homens estão "debaixo da lei" no que se refere a Deus em Adão como a cabeça da raça humana e, portanto, condenados pela transgressão de Adão (Romanos 5.12-19):
"Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram... Pois assim... por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação... (Romanos 5.12,18).
Adão foi colocado debaixo da lei como princípio operante em seu relacionamento com Deus. Se ele obedecesse as Leis Divinas perfeitamente, seria abençoado; se as desobedecesse, seria amaldiçoado. Esta aliança-da-lei com Adão geralmente é chamada de Aliança das Obras (da Vida, do Éden, etc.; Oséias 6.7). Deus também o declarou como cabeça e representante da aliança de toda a raça humana. [3] Portanto, todos os homens estão condenados no pecado de Adão contra a exigência divina da perfeita obediência à lei. No pecado de Adão contra as Leis Divinas, enquanto estava debaixo da lei de Deus, ele e todos os seus descendentes estavam debaixo da lei com ele e ficaram sob a condenação de Deus por deixar de guardar "a Lei" perfeitamente. Todos os homens nasceram debaixo do pecado porque nasceram condenados debaixo da lei na Aliança das Obras, tanto judeus como gentios (Romanos 3.19-20).
As Leis que todos os homens são culpados de transgredir debaixo da lei são mais do que a lei particular de não comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. São as Leis Divinas morais, os dois grandes mandamentos, resumidos nos Dez Mandamentos, o reflexo da imagem de Deus no homem. Até os gentios, que não tiveram a revelação mosaica, fizeram "por natureza" as coisas "da Lei", com sua consciência dando testemunho, porque eles tinham a "Norma da Lei gravada no seu coração" como Adão tinha, embora agora estivessem corrompidos (Romanos 2.14-16).
O que a Lei era originalmente no coração de Adão debaixo da lei e continua escrita no coração de todos os homens? Em Romanos 2.14-16, esta Lei é definida no contexto como "a lei da natureza", o resumo dos Dez Mandamentos, que os judeus receberam depois e transgrediram (1.21,22;7.7; roubo, adultério, idolatria, cobiça). Assim, todos os homens estão condenados debaixo da lei por não obedecer perfeitamente à Lei de Deus.
Na verdade, "a força do pecado é a lei" (1 Coríntios 15.56). A Lei por si mesma pode apenas revelar a natureza santa de Deus, a imagem moral original de Deus no homem, e definir o pecado e a justiça. Ela em resumo desperta o pecado por nossa incapacidade de cumpri-la perfeitamente e não pode nos justificar (Romanos 7.8-10). Quanto mais tentamos cumpri-la para nos justificar diante de Deus, mais falhamos pecando. Todos os homens estão sob o domínio do pecado porque estão debaixo da lei diante de Deus. Portanto, o pecado é o nosso senhor enquanto estamos debaixo da lei.

Debaixo da Graça
Contudo, nosso texto também ensina que todos os cristãos verdadeiros, justificados uma-vez-por-todas, foram transferidos da condição debaixo da lei em Adão para debaixo da graça na autoridade e salvação de Cristo. Isto geralmente é chamado de Aliança da Graça. Embora a aliança de Adão fosse uma aliança com base na lei, a aliança de Cristo é uma aliança baseada na graça. Foi anunciada em Gênesis 3.15, profetizada através das "alianças da promessa" do Antigo Testamento e cumprida na Nova Aliança da graça de Jesus Cristo.
Estar em Cristo é estar debaixo da graça tão somente pela fé e não mais debaixo da lei para salvação por meio da obediência perfeita na aliança fracassada de Adão. Cada um permanece ou em Adão debaixo da lei ou em Cristo debaixo da graça, mas não em ambas as condições ao mesmo tempo. Por isso devemos pregar o Evangelho da graça a todos os homens.
Estar debaixo da graça significa que o pecado não pode ter domínio sobre nós porque a graça em Cristo nos liberta da condenação da perfeita obediência-à-Lei em Adão. Isso acontece através da vida de nosso Senhor de perfeita obediência-à-Lei e  da sua morte expiatória pelos transgressores da lei. Você não pode realmente entender a cruz sem entender a Lei. Debaixo da graça significa que Deus nos garante a justificação pela fé somente em Jesus Cristo através de Sua perfeita expiação pelo pecado e a imputação de Sua justiça perfeita como um dom. Também significa que o novo nascimento grava a Lei de Deus em nossos corações de modo que de novo temos nela prazer (Jeremias 31.31-34, 32.40; Romanos 7,22). Esta "graça na qual estamos firmes" por toda a caminhada cristã impele e fortalece o pecador perdoado a amar a Deus e guardar os Seus mandamentos sem medo da condenação. Debaixo da graça, o crente não sente mais que a obediência à Lei de Deus é um fardo que condena, mas um privilégio alegre dos salvos debaixo da graça (Romanos 3.24, 5.2, 5.15, 5.21, 6.14-15).
O cristão vive debaixo da graça de acordo com a Lei de Deus de modo que o pecado já não tem mais domínio sobre ele. Embora o cristão ainda cometa pecados contra os mandamentos de Deus mesmo debaixo da graça, o poder do pecado, que é a condenação da lei, foi quebrado. A santificação, então, é o exercício diário da fé salvadora em Cristo, redimido por Seu sangue e coberto com Sua justiça, pela fé justificadora na qual procuramos guardar a Lei de Deus debaixo da graça. Por isso Jesus disse: "Se me amais, guardareis os Meus mandamentos." A fé operante através do amor a Deus é a evidência de estar debaixo da graça. E essa fé sempre funciona.

Pastoralmente
Evangelismo
Tendo perdido a importância da Lei de Deus para revelar o pecado ao pecador, o evangelismo hoje tornou-se cada vez mais superficial. Mas "pela lei vem o pleno conhecimento do pecado" (Romanos 3.19-20). O pecado em muitas apresentações não aparece em termos de transgressão aos Dez Mandamentos e condenação diante de Deus. Portanto, o arrependimento também é deixado de fora. Como resultado, muitos que supostamente reagem ao convite do evangelho nunca se arrependeram da transgressão da lei e não se comprometeram a viver uma vida santa, obediente. Os registros em nossas igrejas batistas estão cheios deles. O verdadeiro evangelismo deve pregar o Evangelho da libertação do domínio do pecado debaixo da lei. Mas se a Lei não é usada para definir o pecado, como os pecadores saberão até que ponto são pecadores e a que tipo de vida santa estão se comprometendo?
Compreender que o Evangelho leva os pecadores a passarem da ilegalidade para a redenção e para a guarda da lei revitalizaria as apresentações evangelísticas e a pregação com uma explícita convocação para abandonar o pecado e seguir a Cristo como Senhor. Os erros do "cristão carnal" e o misticismo exaltado sem a orientação da Lei de Deus seriam resolvidos com o recebimento da salvação. Então a convocação para ser discípulo de Cristo seria mais do que uma política de seguro para o céu. Veríamos pecadores negando-se a si mesmos, assumindo a sua cruz diariamente e seguindo Jesus, que é uma descrição do discipulado (Mateus 16.24). Não é o que desejamos ver no evangelismo? Então temos de pregar a Lei e o Evangelho.

Santificação
Os mestres da vida cristã geralmente negligenciam a Lei de Deus por completo. A ênfase sobre "submissão completa... rededicação da vida a Cristo... segui-lo por onde Ele mandar... amar a Deus de todo o seu coração..." etc., não tem significado sem a Lei: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos... Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos" (João 14.15; 1 João 5.3). Uma igreja não segue a Grande Comissão até que tenha feito discípulos, batizado e ensinado "a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado" (Mateus 28.18-20). A igreja que não está ensinando obediência fiel à Lei de Deus está desobedecendo a Grande Comissão. A igreja também não pode praticar a disciplina eclesiástica com fidelidade e consistência se não entender que "pela lei vem o pleno conhecimento do pecado... o pecado é a transgressão da lei" (Romanos 3.20; 1 João 3.4).

Pregação
Se a doutrina da Lei e do Evangelho está no centro da revelação de Deus ao homem para salvação e santificação, então os pastores devem ter o cuidado de pregar a Lei e o Evangelho de maneira adequada.
Para os não convertidos, precisamos ter certeza de que explicamos que eles estão debaixo da lei e não têm esperança de justificação e salvação pelas obras diante de Deus. Também precisamos lhes mostrar suas transgressões da Lei para que saibam que são pecadores condenados debaixo da lei e que devem se arrepender de suas transgressões da lei diante de Deus. Devemos lhes mostrar como Cristo cumpriu a Lei por eles e morreu para expiar suas transgressões da lei para que possam receber o perdão exatamente como um presente de graça. E devemos lhes mostrar que ao aceitar a salvação eles estão se comprometendo a amar Jesus Cristo e guardar os Seus mandamentos.
Para os convertidos, os pastores devem com certeza ensinar a Lei de Deus para explicar o que é a santidade. E quando ensinarem um mandamento aos santos devem ter certeza de que ensinam o Evangelho, que os santos estão debaixo da graça em Cristo quando procurarem obedecer, para não tropeçarem no orgulho, na arrogância ou na justiça-própria; ou no desespero de que sua obediência não é suficiente para Deus aceitá-los. Devemos esclarecer quando ensinarmos a obediência que "sendo justificados (uma vez por todas), pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 5.1). Apenas aqueles que vivem pela fé debaixo da graça terão o consolo e a força de que "o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça" (Romanos 6.14). Muitas vezes tenho ouvido pastores convocando os santos a uma vida de santidade, obediência fiel aos mandamentos de Deus, sem lhes dar o consolo do Evangelho no caminho.

Conclusão
Entender a Lei e o evangelho de maneira adequada é a chave da vida e pregação Cristocêntricas. Nós o apresentamos como aquele que cumpriu a Lei para os pecadores debaixo da lei, que vicariamente assumiu suas transgressões da lei e o juízo merecido, morrendo então sobre a cruz em um sacrifício justo diante de Deus pelos injustos. "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Coríntios 5.21). Agora, chamamos a todos os que estão condenados debaixo da lei a se arrepender e aceitar pela fé a reconciliação debaixo da graça e a vida eterna.
E convocamos os salvos pela graça a viver pela fé com alegria debaixo da graça e estabelecer uma vida obediente, santa, guardando a Lei com amor pelo seu querido Salvador e Senhor, que disse: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (João 14.15).
Este é o remédio para o evangelismo superficial, santificação superficial, membros de igreja sem conversão, misticismo desenfreado e desorientado, sem disciplina eclesiástica. A Lei e o Evangelho são diferentes, embora sejam amigos inseparáveis. A Lei dá apoio à pregação do Evangelho, revelando o significado e a glória da cruz. E o Evangelho, que salva da condenação da Lei, manda os remidos de volta para a Lei como uma regra de vida debaixo da graça.

Notas:
1.       Veja Capítulo 19 – "Sobre a Lei de Deus" na Second London Baptist Confession (1689). Este capítulo também está incluído nos credos batistas de Filadélfia e Charleston aos quais muitos dos nossos antepassados Batistas do Sul se filiam.
2.       Charles Bridges, The Christian Ministry (Edinburgh: The Banner of Truth Trust, 1976), 222.
3.       James P.Boyce, Abstract of Systematic Theology (1887; reprint, Pompano Beach, Florida: Christian Gospel Foundation, 1979), 234-239.

Traduzido por: Yolanda Mirdsa Krievin Copyright © Editora Fiel 2011

Dr. Fred Malone serviu como pastor da First Baptist Church em Clinton, Louisiana. Ele obteve seu bacharelado pela Auburn University, seu M.Div. pelo Reformed Theological Seminary e seu Ph.D em Novo Testamento pelo Southwestern Baptist Theological Seminary. Dr. Malone é membro do Conselho de diversas organizações, incluindo Founders Ministries, Southern Baptist Theological Seminary, o Conselho Administrativo da Association of Reformed Baptist Churches in America e o Institute of Reformed Baptist Studies at Westminster Seminary na California. É autor de vários livros e artigos teológicos, professor e palestrante em conferências e seminários teológicos.

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A GLÓRIA DAS IGREJAS E A GLÓRIA DE DEUS


  
 DIOGO HENRIQUE DE SÁ
        “Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem.” (Isaías 48.11).

        Há alguns anos atrás, durante uma reunião de domingo, na igreja onde eu congregava, escutei de um Seminarista a seguinte frase: “Eu sou membro da gloriosa Assembléia de Deus!”, naquela época eu era muito jovem para pensar nas implicações desta frase. Alguns dias atrás, no entanto, ouvi de um amigo, bem mais velho e que também estava naquela reunião, a mesma frase.
        Estranhamente estes verdadeiros chavões, que visam supervalorizar algumas denominações e seus líderes, brotam dos lábios ingênuos da maioria dos cristãos sem o menor intendimento.
      Passei a refletir mais sobre essa e outras frases, deste tipo, que permeiam o “evangeliquês” (dialeto, quase incompreensivo, pronunciado por membros de denominações ditas evangélicas) Já ouvi de tudo*:
         - “Sou Pentecostal até o tutano!”
         - “Aqueles Batistas desviados!”
         - “Aqueles Tradicionais Geladões!”
         - “R.R. Soares, o Homem que abençoa o mundo!”
         - “Nossa Igreja é mais abençoada, pois temos um Apóstolo!”
         - “Eu sou a Voz profética de Deus no Brasil” (Silas Malafaia falando de si mesmo).

        Analisando essas frases podemos perceber que existe algo de muito errado acontecendo dentro das denominações (não estou usando o termo igreja propositalmente), ao que tudo indica a Igreja que saiu da Reforma perdeu, tanto quanto a sua antecessora (Igreja Católica Romana), o foco de quem é o Senhor. Isso é compreensível já que os “crentes” não se interessam muito pela Bíblia (Inclusive isto é constatado através de pesquisas). Na verdade só lemos pequenos trechos fora do contexto várias vezes, e normalmente quando faz parte da leitura oficial da “Campanha”, sei que esta é uma Verdade Inconveniente (uma vez disse a uma pessoa “evangélica” que ela deveria ler a Bíblia, meu Deus, foi pior que xingar a mãe vi a fisionomia da pessoa mudar de ódio), porém isso já foi percebido inclusive pelas seitas, os Testemunhas de Jeová falam sobre nossa inadequação com relação a Palavra de Deus.
         Mas voltando a falar sobre: Quem é o Senhor? Existe uma dupla consideração que precisamos fazer sobre esse tema:
          1ª) Nós não sabemos quase nada sobre Jesus – Fiquei chocado um dia quando, ensinando na Escola Bíblica, disse que Jesus existe antes mesmo da fundação do mundo e uma das irmãs, muito piedosa, me perguntou como isso era possível se Jesus nasceu da Maria? Eu expliquei sobre a Eternidade de Jesus e sobre a sua primeira vinda e a irmã ficou maravilhada, em vários anos de “convertida” nunca alguém havia ensinado isso a ela. Isso revela algo que talvez nunca tenha te ocorrido: não conhecemos Jesus de verdade.
         2ª) Apesar de dizermos que Jesus é o Senhor, nos comportamos como se nós fossemos o senhor de Jesus – Podemos perceber essa conduta nos templos, através dos mensageiros da prosperidade que nos encorajam a encurralar Jesus na parede e exigirmos a restituição de tudo aquilo que perdemos. Dentre outras coisas. Jesus virou uma espécie de Gênio da lâmpada que surge convenientemente quando chamamos por ele.
         Mas quero me concentrar em outro ponto: Nós cristãos temos tirado o foco de Jesus para focalizar em tudo o que é humano. Temos levantado a “bandeira” de nossa Denominação como se a Cruz fosse, já não podemos, como Moisés, dizer “Jeová Nissi” pois a nossa Bandeira tem sido a Placa de nossa denominação e o nome do nosso proeminente líder.
         Com relação a Frase que ouvi do seminarista veja o disparate e pense comigo: gloriosa é a Assembléia de Deus ou o Deus da assembléia?
        Se Deus, conforme o texto Bíblico, não divide sua glória com ninguém como podemos dar a glória dele a outra coisa. Como podemos dividir uma glória que nem nossa é? Como pudemos ser insensíveis ao ponto de não enxergarmos os limites entre o santo e o profano? Passamos a seguir a Placa da Denominação e nos esquecemos de quem realmente importa que é Deus. Engraçado que a pessoa que faz isso nunca irá admitir que esteja deixando Deus de lado, porém, embora não admita, termina por fazê-lo na prática e é a pratica que demonstra o que somos de verdade, Tiago já falava isso a 2 mil anos atrás. Isso fica muito evidente quando se presta atenção nas Placas das denominações, isso porque seu título vai em letras garrafais, e o nome de Jesus quando aparece está com letras menores (Salvo quando o nome de Jesus é usado no título da Denominação), veja está muito clara a ordem das coisas: 1ª A denominação, depois, se der, Jesus entra na parada (isso porque as vezes para economizar espaço na placa tiramos o Seu nome dela).
        Eu não sou adepto das idéias de Witness Lee, mas estou convencido que uma das piores invencionices dos Protestantes foi criar o denominacionalismo, sei que o nome facilita por questões de registro e também para demonstrar o tipo de confissão daquele grupo, porém resultou em um “nacionalismo da denominação” que chega as vezes ser parecido com o comportamento entre Judeus e Samaritanos mencionados na Bíblia: nós não nos comunicamos (membros de diferentes denominações as vezes nem se falam), atingindo ao ponto do corpo de Cristo ser mutilado e cada pedacinho tem a sua própria cabeça, que é o “Cristo a gosto do cliente”. Gosto muito de uma frase do Paulo Romero que diz: "Quem crer no Jesus errado, embarca em uma salvação errada, e pode desembarcar no céu errado".
        Conheci um Pastor que Batia no peito e dizia: “sou belemita da orelha furada”, em clara menção sobre a lei vetero-testamentária que dizia que um escravo que, por amar seu senhor, quisesse ficar com ele deveria ter sua orelha furada em sinal de escravidão perpétua, veja o disparate deste pastor. O que ele está dizendo vai contra tudo o que a Bíblia ensina, pois deveríamos ser “cristãos de orelhas furadas” pois é a Ele que deveríamos servir e não a uma denominação.
        Quero também corrigir um erro Crasso que cometemos a Ekklesia** – e é por isso que uso o termo denominação em lugar do termo igreja – era uma instituição Ateniense formada pelos cidadãos, eram os “chamados para Fora”, Jesus se apropriou deste nome para a sua Ekklésia formada pela assembléia de seu novo povo, assim como os atenienses, nós também fomos chamados para fora, nós somos a Igreja de Cristo. Nós criamos o conceito de “Igreja visível” e “Igreja invisível”, porém este conceito é defeituoso a Bíblia nunca autenticou esta nossa visão o exemplo disso é está em Rom. 16.5 onde Paulo saúda a Igreja que se reúne na casa de Áquila, ele não diz a “igreja de Áquila”, ele diz à “igreja que se reúne em sua casa”. A Igreja segundo Paulo eram as pessoas. Nós os que tivemos um encontro real e verdadeiro com Jesus Cristo, que fomos atraídos pelo seu irresistível amor, somos a Igreja.
         Não podemos nos esquecer da supervalorização do homem, do líder. Quando estudei Apologética pelo Instituto Cristão de Pesquisas (ICP), aprendi a reconhecer as seitas através das quatro operações matemáticas***. Recordo ainda de cor sobre a divisão: “Dividem a fidelidade entre Deus e a organização. Desobedecer à organização ou à igreja equivale a desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do seu sistema religioso.”
          Que coisa mais interessante isso vem acontecendo em quase todas as denominações Evangélicas, principalmente as neo-pentecostais criamos uma supervalorização do líder, como se ele fosse o próprio Deus na terra. Eu sempre pensei que Jesus era o abençoador do mundo, mas Descobri que ele perdeu o reinado para o R.R.Soares, o Edir Macedo tem seus clones espalhados por todo o país (fiquei pasmo ao ver como conseguem imitar o timbre de voz), Marco Feliciano não fica pra traz ta cheio de gente imitando o cara, o pessoal do Valdomiro faz fila pra pegar o lencinho com o seu suor “sacro-santo” (ah esse me dá nojo), Ezequiel Pires tem a visão de raio X, Silas Malafaia é o auto proclamado “Profeta de Deus”, pensei que o ultimo profeta foi João Batista (ah já sei talvez Jesus tenha mentido né???).  Agora pare um segundo pense pelo amor de Deus, quem são esses homens não são ninguém, João disse:” Importa que ele cresce e eu Diminua”, mas esses e outros homens estão dizendo: importa que eu cresça e Ele que se vire. O Prof. Leandro Villela**** disse em um dos seus vídeos que as pessoas lhe enviam mensagens dizendo que não admitem que ele fale mal de um ou outro pastor, mas estranhamente não vê estas pessoas entrando em sites ateus e dizendo que não admitem que ninguém fale mal de Jesus, é inegável a algo de muito errado acontecendo em nossa vida, Jesus não é mais o centro.
        Fora as orações fortes que aparecem por aí e que muita gente vai atrás, isso nos leva a outra discussão quem é forte? A oração? Ou o Deus a quem a oração é dirigida? Não existe oração forte, Deus ouve a oração de uma pessoa tão bem quanto ouve de 318. Ninguém pode obrigar Deus a fazer coisa alguma, veja o Ele diz sobre isso: “terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer” Ex.33.19. Ele responde a oração porque quer, porque nos ama, porém só faz quando quer. Nós não somos merecedores de nada, e Ele não tem nenhuma obrigação para conosco em relação a isso, já que nunca prometeu um mar de rosas, muito pelo contrario Jesus nos avisou: “No mundo tereis aflições, tenham bom ânimo...”.
         Na verdade quem tem Glória é Deus, o Poder é Dele (Sl 62:11 “Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus”) tudo vem Dele estamos errados ao dividi-la com qualquer outro ser ou denominação, a Ele sempre o mais perfeito louvor. A Glória da Igreja é Cristo. Deus nunca dividiu sua glória com ninguém As denominações e os líderes inescrupulosos devem se arrepender o quanto antes, ou sua parte será com os hipócritas onde a pranto e ranger dos dentes. Quantas vezes esses líderes dizem servir a Jesus e acabam por servir-se Dele com o pretexto de O glorificarem quando na verdade quere a Glória para sí, usando-O para se auto-promoverem como “Homens de Deus”, em mais um deslize para o Antigo Testamento, já que Paulo, Pedro, Tiago, João, Timóteo, E os outros nunca usurparam esse título para si, antes se Auto proclamavam escravos de Cristo, cujo único interesse era promover, glorificar e Honrar Aquele que tudo é. Nós não temos a Glória e nós não temos a Honra, pois ela também é Dele.

           A ELE A HONRA E GLÓRIA E O DOMÍNIO PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS!


NOTAS:
* Não vou colocar todas, pois não tenho todo o tempo do mundo, mas se você fala alguma e eu não postei não se sinta discriminado.
** Nossa palavra Igreja deriva etimologicamente da Palavra Grega Ekklesia.
*** Para uma maior orientação sobre esse tema Acesse www.icp.com.br.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Resoluções



Jonathan Edwards

Estando ciente de que sou incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda de Deus; humildemente Lhe rogo que, através de sua graça, me capacite a cumprir fielmente estas resoluções, enquanto elas estiverem dentro da sua vontade, em nome de Jesus Cristo.

RESOLVI que farei tudo aquilo que seja para a maior glória de Deus e para o meu próprio bem, proveito e agrado, durante toda a minha vida.

RESOLVI que farei tudo o que sentir ser o meu dever e que traga benefícios para a humanidade em geral, não importando quantas ou quão grandes sejam as dificuldades que venha a enfrentar.

RESOLVI jamais desperdiçar um só momento do meu tempo; pelo contrário, sempre buscarei formas de torná-lo o mais proveitoso possível.

RESOLVI jamais fazer alguma coisa que eu não faria, se soubesse que estava vivendo a última hora da minha vida. RESOLVI jamais cansar de procurar pessoas que precisem do meu apoio e da minha caridade.

RESOLVI jamais fazer alguma coisa por vingança.

RESOLVI manter vigilância constante sobre a minha alimentação e aquilo que bebo, para ser sempre comedido.

RESOLVI jamais fazer alguma coisa que, se visse outra pessoa fazendo, achasse motivo justo para repreendê-la ou menosprezá-la.

RESOLVI estudar as Escrituras tão firme, constante e freqüentemente, que possa perceber com clareza que estou crescendo continuamente no conhecimento da Palavra. RESOLVI esforçar-me ao máximo para que a cada semana eu cresça na vida espiritual e no exercício da graça, além do nível em que estava na semana anterior.

RESOLVI que me perguntarei ao final de cada dia, semana, mês, ano, como e onde eu poderia ter agido melhor.

RESOLVI renovar freqüentemente a dedicação da minha vida a Deus que foi feita no meu batismo e que eu refaço solenemente neste dia.

RESOLVI, a partir deste momento e até à minha morte, jamais agir como se a minha vida me pertencesse, mas como sendo total e inteiramente de Deus.

RESOLVI que agirei da maneira que, suponho, eu mesmo julgarei ter sido a melhor e a mais prudente, quando estiver na vida futura.

RESOLVI jamais relaxar ou desistir, de qualquer maneira, na minha luta contra as minhas próprias fraquezas e corrupções, mesmo quando eu não veja sucesso nas minhas tentativas.

RESOLVI sempre refletir e me perguntar, depois da adversidade e das aflições, no que fui aperfeiçoado ou melhorado através das dificuldades; que benefícios me vieram através delas e o que poderia ter acontecido comigo, caso tivesse agido de outra maneira.

Genizah


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/#ixzz1ucASydoy

quinta-feira, 10 de maio de 2012

CULTO AGRADÁVEIS AOS INCRÉDULOS




            Um amigo me contou o que aconteceu à sua esposa, quando se vestia em determinada manhã. Ele observou que ela abotoou o casaco colocando o primeiro dos botões na segunda casa e assim sucessiva- mente, por treze vezes. Por fim, descobrindo que um dos botões havia sobrado, ela percebeu o que estivera fazendo. “Quantos erros ela tinha cometido?”, ele se perguntou. “Um ou treze? Treze, porque ela tinha co-metido um erro fundamental no começo.”

            Este mesmo princípio é verdadeiro no que se refere à adoração: os crentes cometem o erro fundamental de crer que o propósito de reunirem-se aos domingos é a evangelização. Em seguida, os crentes avaliam tudo que compõe nosso culto à luz dos incrédulos que podem estar por acaso em nosso templo ou por terem sido convidados. Nada deve intimidá-los, ameaçá-los ou iludi-los. E, visto que eles não conhecem o sentido das palavras ou as melodias de nossos hinos, é recomendável a adoração na forma de cânticos de grupos musicais. O conceito de leitura pública de um livro que desconhecem é totalmente estranho para eles. Portanto, se houver leitura, tem de ser bem curta. Igrejas mudam a Ceia do Senhor para uma reunião particular no domingo pela manhã ou na quarta-feira à noite. As orações devem ser curtas e simplistas, bem como o sermão, que deve abordar assuntos que interessam aos incrédulos, tais como: solidão, maridos ausentes, falta de esperança, falta de contentamento, mágoas, dificuldade de criar adolescentes, e como lidar com tais problemas. A partir desta reunião de domingo, os incrédulos devem sentir-se encorajados a participar de pequenos grupos de estudo e de um curso sobre as doutrinas em que nós cremos. E somos fortemente encorajados a acabar com a forma de adoração a Deus que temos praticado por muitos anos.

            No entanto, todas estas idéias mudarão, se cremos que nossa adoração está centralizada em Deus, que se revelou através da Bíblia. Nossa preocupação será agradar este grande Deus. Como devemos nos aproximar dEle? Somente por intermédio do nome do Senhor Jesus Cristo (temos de deixar isso bem claro); somente por meio de seu sangue e sua justiça; depois, com confiança exultante, mas também com reverência e piedoso temor. Quando o Filho de Deus orou, Ele mesmo se ajoelhou na presença do Deus que é fogo consumidor. Se alguém tinha direito de ser informal e casual com seu Pai, este alguém era Jesus de Nazaré. O Senhor Jesus nunca magoou seu Pai, mas se prostrava quando falava com Ele. Tudo o que fazemos e dizemos tem de ser agradável a Deus, ou seja, o Senhor Deus está ciente até do que se passa no íntimo daqueles que ofertam pequenas moedas; Ele se deleita com a alegria que demonstramos na administração de nossos talentos e em tudo o que fazemos. Nosso louvor e orações precisam estar de acordo com as Escrituras, e, acima de tudo, a Palavra pregada tem de servir ao propósito de agradar a Deus, porque o sermão é o aspecto mais importante da adoração, visto que através dele o Criador do universo fala a seres insignificantes. A mensagem, tanto em seu conteúdo quanto em seu significado, deve proporcionar aos incrédulos que foram atraídos ao culto o conceito exato a respeito de quão glorioso Ser é o Deus vivo — Pai, Filho e Espírito Santo — terrível em seu poder, incomparável em sua glória e extraordinariamente gracioso.

Não existe qualquer indício de que a Igreja tem uma chamada para afagar as emoções dos incrédulos. Os líderes da adoração não podem dizer: “Bem, sabemos que vocês não estão interessados na vida e na morte do Senhor Jesus Cristo. Por isso, temos algo mais para vocês”. Na verdade, não temos algo mais, além de Cristo. Temos de ser absolutamente claros e unânimes sobre isso, na congregação e no púlpito. Se eles não querem nosso Salvador, não podemos substituir a mensagem com maneiras de temperarem seu casamento, assim como não podemos utilizar um culto musical, coreografia ou regras de procedimento, para tornar mais agradável o seu trabalho no escritório, ou oferecer um curso sobre a vida de solteiros. Tudo o que temos a oferecer-lhes é um Profeta que os ensinará, um Cordeiro que removerá a culpa deles e um Pastor que os guiará e os protegerá.

Nossa própria vida tem de ser tão semelhante à de Cristo quanto possível, especialmente quando nos reunimos. Nós nos reunimos para encorajar uns aos outros a viver como imitadores de Deus. Precisamos ser irrepreensíveis em nosso vestir, nossa linguagem, nosso uso do tempo, nossos relacionamentos ou mesmo em nosso humor, a fim de sermos conhecidos como aqueles que desejam agradar o Jeová Jesus em todas as coisas; e nosso evangelismo está fazendo com que o mundo perceba isto e saiba por que cremos nisto. Os incrédulos descobrem que estão na companhia daqueles que têm como objetivo principal o glorificar a Cristo.

Odiamos qualquer coisa que não deixe isto bastante claro para eles; como, por exemplo, uma forma de adoração vazia que não tem qualquer significado. Queremos que nossas palavras sejam cheias de sentimentos e de afeições de temor a Deus. Linguagem popular e simplista é menos importante do que uma linguagem com elementos mais profundos e eficazes. Sempre ficamos comovidos quando as pessoas nos falam, de modo tão amável e trans- parente, a respeito do Salvador e de seu amor por elas, o que demonstra que abandonaram sua maneira frívola e irreverente de falar. Apreciamos muito isso; e trememos no que diz respeito a quaisquer tentativas que insistem em que nossa maneira de expressão no culto deve ser a linguagem comum de nosso dia-a-dia. Essa linguagem pode ser correta para a comunicação corriqueira com os outros, mas não para expressar as maravilhas de tão grande salvação. Se o estilo e a maneira de nos expressarmos, quando nos reunimos na presença de Deus, são aqueles mesmos que os in- crédulos ouvem entre eles, no escritório ou em seu ambiente educacional, então, falhamos em alcançá-los. Nós, aqueles a quem o Senhor buscou e salvou, somos sensíveis às verdadeiras necessidades dos incrédulos. Portanto, se empregarmos qualquer coisa vulgar e superficial, estaremos cometendo o pecado de sugerir-lhes uma deidade indigna da atenção deles. Conseqüentemente, nossa adoração tem de ser simples, espiritual, calorosa, reverente, substancial, caracterizada por orações espontâneas, com hinos de mensagem profunda; uma adoração que terá como clímax a pregação expositiva; uma adoração apoiada em formas que rapidamente obtêm familiaridade com o que é divino; então, estes se tornam os melhores meios de conduzir as pessoas a Deus, a quem servimos, e de impedir que a atenção delas se prenda na observação de um pregador engenhoso que lhes esteja falando.

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