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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Senhor, livrai-nos do orgulho religioso!
Por Valmir Nascimento Milomen
Religiosidade vazia e pomposa é algo que Deus dispensa. E o orgulho, ele rejeita.
Mas, como podem existir pessoas evidentemente cheias de orgulho que declaram acreditar em Deus e se consideram muitíssimo religiosas, principalmente entre aqueles que participam da liderança?
Essa indagação é feita por C. S. Lewis [Cristianismo puro e simples] e corroborada com a denúncia de A. W. Tozer [O melhor de A. W. Tozer]: Quanto trabalho religioso feito com o ativismo do pastor tem por motivação o desejo carnal de fazer o bem! Quantas horas de oração são gastas pedindo-se a Deus que abençoe projetos arquitetados para a glorificação de pequeninos homens! Quanto dinheiro sagrado gasto é despejado sobre os homens que, a despeito dos seus lacrimosos apelos, só procuram realizar uma bela exibição.
Ele diz mais: “Essa mania pelo sucesso é a preservação de uma coisa boa. O desejo de cumprir o propósito para o qual fomos criados é, por certo, dom de Deus, mas o pecado retorceu este impulso e fez dele uma cobiça egoísta pelo primeiro lugar e pelas honras das altas posições. O mundo inteiro do homens é arrastado por esta cobiça como por um demônio, e não há escape".
Em resposta, C. S. Lewis anota que essas pessoas adoram um Deus imaginário: Na teoria, admitem que não são nada comparadas a esse Deus fantasma, mas na prática passam o tempo todo a imaginar o quanto ele as aprova e as tem em melhor conta que ao resto dos comuns mortais. Ou seja, pagam alguns tostões de humildade imaginária para receber uma fortuna de orgulho em relação a seus semelhantes.
Acrescenta, ainda: Suponho que é a esse tipo de gente que Cristo se referia quando dizia que pregariam e expulsariam os demônios em seu nome, mas no final ouviriam dele que jamais os conhecera. Cada um de nós, a todo momento, vê-se diante dessa armadilha mortal. Felizmente, temos como saber se caímos nela ou não. Sempre que constatamos que nossa vida religiosa nos faz pensar que somos bons — sobretudo, que somos melhores que os outros —, podemos ter certeza de que estamos agindo como marionetes, não de Deus, mas do diabo. A verdadeira prova de que estamos na presença de Deus é que nos esquecemos completamente de nós mesmos ou então nos vemos como objetos pequenos e sujos. O melhor é esquecer-nos de nós mesmos.
Portanto, como cristãos não estamos imunes ao orgulho. Muito pelo contrário, quando massageado, nosso ego é capaz de enganar a nós mesmos, fazendo-nos acreditar em uma suposta humildade, mas que no fundo, cravado em nossos corações, esconde o poder destrutivo da altivez religiosa. Aquela que nos faz agir como o fariseu [Lc. 18.9] que pensava ser melhor que o publicano [miserável] pecador.
Nesse sentido, somos convidados a nos entregar completamente ao Senhor e pedir a ele que nos livre de todo e qualquer orgulho, e que o Espírito Santo governe nosso ser.
***
POSTADO ORIGINALMENTE EM: http://www.pulpitocristao.com/2010/12/senhor-livrai-nos-do-orgulho-religioso.html
Mas, como podem existir pessoas evidentemente cheias de orgulho que declaram acreditar em Deus e se consideram muitíssimo religiosas, principalmente entre aqueles que participam da liderança?
Essa indagação é feita por C. S. Lewis [Cristianismo puro e simples] e corroborada com a denúncia de A. W. Tozer [O melhor de A. W. Tozer]: Quanto trabalho religioso feito com o ativismo do pastor tem por motivação o desejo carnal de fazer o bem! Quantas horas de oração são gastas pedindo-se a Deus que abençoe projetos arquitetados para a glorificação de pequeninos homens! Quanto dinheiro sagrado gasto é despejado sobre os homens que, a despeito dos seus lacrimosos apelos, só procuram realizar uma bela exibição.
Ele diz mais: “Essa mania pelo sucesso é a preservação de uma coisa boa. O desejo de cumprir o propósito para o qual fomos criados é, por certo, dom de Deus, mas o pecado retorceu este impulso e fez dele uma cobiça egoísta pelo primeiro lugar e pelas honras das altas posições. O mundo inteiro do homens é arrastado por esta cobiça como por um demônio, e não há escape".
Em resposta, C. S. Lewis anota que essas pessoas adoram um Deus imaginário: Na teoria, admitem que não são nada comparadas a esse Deus fantasma, mas na prática passam o tempo todo a imaginar o quanto ele as aprova e as tem em melhor conta que ao resto dos comuns mortais. Ou seja, pagam alguns tostões de humildade imaginária para receber uma fortuna de orgulho em relação a seus semelhantes.
Acrescenta, ainda: Suponho que é a esse tipo de gente que Cristo se referia quando dizia que pregariam e expulsariam os demônios em seu nome, mas no final ouviriam dele que jamais os conhecera. Cada um de nós, a todo momento, vê-se diante dessa armadilha mortal. Felizmente, temos como saber se caímos nela ou não. Sempre que constatamos que nossa vida religiosa nos faz pensar que somos bons — sobretudo, que somos melhores que os outros —, podemos ter certeza de que estamos agindo como marionetes, não de Deus, mas do diabo. A verdadeira prova de que estamos na presença de Deus é que nos esquecemos completamente de nós mesmos ou então nos vemos como objetos pequenos e sujos. O melhor é esquecer-nos de nós mesmos.
Portanto, como cristãos não estamos imunes ao orgulho. Muito pelo contrário, quando massageado, nosso ego é capaz de enganar a nós mesmos, fazendo-nos acreditar em uma suposta humildade, mas que no fundo, cravado em nossos corações, esconde o poder destrutivo da altivez religiosa. Aquela que nos faz agir como o fariseu [Lc. 18.9] que pensava ser melhor que o publicano [miserável] pecador.
Nesse sentido, somos convidados a nos entregar completamente ao Senhor e pedir a ele que nos livre de todo e qualquer orgulho, e que o Espírito Santo governe nosso ser.
***
POSTADO ORIGINALMENTE EM: http://www.pulpitocristao.com/2010/12/senhor-livrai-nos-do-orgulho-religioso.html
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Teologia Aberta: Deus de olhos fechados
Uma crítica ao Neoteísmo
Por: Leandro Tarrataca
Vivemos um momento no mínimo curioso, visto que os homens querem “reinventar” Deus. A idéia, por si só, é absurda pois um dos conceitos fundamentais da teologia ortodoxa é que Deus não foi inventado, Ele sempre existiu! A conclusão é simples e lógica: não se pode reinventar aquilo, ou melhor, Aquele que não foi inventado mas sempre existiu. Mas o ser humano é criativo e capaz das façanhas mais mirabolantes para explicar o que não entende, ou até mesmo discordar, para se sentir inteligente, talvez baseado na máxima de Nelson Rodrigues de que ‘toda unanimidade é burra’. Seja como for e por motivações que não conhecemos, surgiu a Teologia Aberta, uma teologia que apresenta um Deus de olhos fechados, isso mesmo, um Deus que não conhece o futuro como conhecia antigamente.
Esta tentativa de reinventar a Deus também conhecida como Neoteísmo tem sido propagada no Brasil por pregadores brasileiros e por escritores como Clarck Pinnock, Richard Rice, John Sanders, William Hasker e David Basinger. De fato, eles trabalharam juntos num volume intitulado “The Openness of God” (literalmente: A Abertura de Deus).
Estudiosos concordam que esta doutrina é resultado de uma combinação de aspectos do pananteísmo ou teologia processual, visto que no neoteísmo Deus está em contínuo processo de mudança[1].
Não obstante os esforços dos proponentes para que este novo conceito sobre Deus seja recebido como teísmo ortodoxo, a verdade é que estão muito distantes disso. Dentre os vários aspectos desta nova doutrina destaco os seguintes:
Deus escolheu criar os seres humanos com ‘incompatibilística’ liberdade, sobre a qual ele não pode exercer total controle.
Deus valoriza tal liberdade a ponto de não interferir sobre ela, mesmo que esta produza resultados indesejáveis.
Deus não possui conhecimento exaustivo a respeito de como utilizaremos nossa liberdade, ainda que algumas vezes possa predizer com exatidão as decisões que tomaremos livremente.
A questão se torna extremamente séria quando, ainda que veladamente, os proponentes desta teologia afirmam que Deus é temporal, mutável, tem o potencial de tornar-se e não tem conhecimento infalível. Como se não bastasse, não tem controle absoluto do mundo e é capaz de aprender.
Um exemplo desta interpretação grosseira pode ser vista em Boyd, Sanders e Pinnock ao comentarem Gênesis 22:11,12: “Mas o anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.” Dizem eles:
Boyd: “O versículo claramente afirma que porquanto Abraão fez o que fez, assim o Senhor agora sabe que ele era um parceiro fiel na aliança. O versículo não teria sentido claro se Deus estivesse certo que Abraão o temia mesmo antes de ter oferecido seu filho.[2]”
Pinnock afirma: “Esta era uma parte de informação que Deus desejava assegurar-se.[3]”
Sanders: “Deus precisava saber se Abraão era o tipo de pessoa com quem Deus poderia contar como colaborador no cumprimento de seu divino projeto. Seria ele fiel? Ou teria Deus de encontrar algum outro através do qual pudesse cumprir seu propósito?[4]”
Noutras palavras, Deus estava, por assim dizer, roendo as unhas para saber se Abraão seria fiel ou não, mas consideremos o seguinte:
§ Se a frase “agora sei” for entendida como propõem aqueles que advogam a Teologia Aberta, seria uma contradição direta ao claro ensino das Escrituras do conhecimento exaustivo de Deus.
Salmo 147:5, Isaías 46:9-11, Salmo 139:1-6, Hebreus 4:13.
§ Seria razoável dizer que Deus só pode conhecer a fidelidade de Abraão porque ele levantou a faca? O que dizer da conduta anterior de Abraão? O que dizer de sua conduta no passado? Tal interpretação não só fere o conhecimento do futuro, mas ainda compromete o conhecimento do passado[5].
“O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. Assim isso lhe foi também imputado como justiça”. (Romanos 4:18-22)
▪ Em Hebreus 11:8-12; 17-19, temos uma belíssima descrição da fé de Abraão começando com o seu chamado em Ur dos Caldeus até o quase consumado sacrifício de Isaque. Abraão cria que Deus ressuscitaria Isaque dentre os mortos (Heb. 11:19). Isso ficou claro quando este pediu aos seus servos que o aguardassem junto ao jumento, e se foi com Isaque prometendo que ambos voltariam (Gên. 22:5). Estas informações estavam todas disponíveis para Deus antes que Abraão levantasse aquela faca.
▪ Se este incidente deveria revelar a Deus a fidelidade de Abraão, qual seria a garantia que ele não falharia no futuro? (Se Deus não sabe o futuro) Deveria haver outros testes?
▪ Se Deus não é Onisciente como sabia que naquele momento Abraão estava disposto a enterrar a faca no seu próprio filho? A intervenção divina deixa claro que Deus sabe de todas as coisas, portanto a passagem deve ser entendida à luz de seu contexto.
O fato é que o episódio em questão trazia benefícios para Abraão e não para Deus, como Delitzsch comenta:
“(…) Assim como quando ele (Abraão) deixou seu país, familiares e lar por ocasião do chamado de Deus (12:1), também estava ele em sua caminhada com Deus pronto a oferecer até mesmo seu próprio filho, o objeto de toda sua espera, a esperança de sua vida, a alegria de sua velhice. E ainda mais que isso, ele não apenas amava Isaque, o herdeiro de suas possessões (15:2), mas era sobre Isaque que todas as promessas de Deus repousavam: em Isaque será chamada a sua descendência (21:12). Pela solicitação de que ele deveria sacrificar a Deus seu único filho de Sara, sua esposa, em quem a sua semente deveria crescer e se tornar uma multidão de nações (17:4,6,16), a divina promessa em si mesma parece ser cancelada; também não apenas os desejos do seu próprio coração, mas também a repetida promessa de Deus seria frustrada. E por esta solicitação sua fé seria aperfeiçoada em uma confiança incondicional[6] em Deus, firme segurança de que Deus poderia até mesmo ressuscitá-lo dentre os mortos. (…)” [7]
Além disso, é importante notar que a ênfase sobre Deus “saber” algo como se ele não soubesse previamente seria passar de largo na dinâmica divino-humana e na relação finito e infinito entre Deus e homem. Como bem apresentou Geisler:
“A palavra Hebraica ‘saber’ em Gênesis 22:12 é o Qal[8] de [dy9 yada’ (LXX ginw&skw ginosko), expressando apenas a confirmação do seu conhecimento (Wenham 1994; Gên. 22:12).”
Um outro caso em que esta palavra é utilizada em Gênesis encontra-se no capítulo 4:1, quando nos é dito que Adão ‘conheceu’ sua esposa e ela concebeu, a palavra ali é também yada’ e indica a mais íntima relação entre um homem e uma mulher, o ato sexual. A palavra poderia também descrever um conhecimento mais profundo. Por assim dizer, Deus estreitou o relacionamento de Abraão consigo mesmo. Portanto ‘saber’ nesta passagem não significa que Deus tenha recebido uma informação de que não dispunha anteriormente, mas sim que ela se materializara. Assim, não considerar questões antropomórficas e lexicográficas nesta passagem levará a uma série de equívocos não só aqui, mas também em outras, como por exemplo:
Gênesis 18:21
O Deus onipresente diz: ‘Desçamos para ver…’ (Obviamente Deus não precisa descer para verificar algo.)
Gênesis 8
Lembrou-se Deus de Noé...(Deus esqueceu-se de Noé na Arca?)
Gênesis 18:32
Não a destruirei por amor dos dez...(Será que Deus não sabia quantos justos havia em Sodoma e Gomorra?)
A conclusão é óbvia: interpretação histórico-gramatical não pode ser, sob qualquer hipótese, confundida com “literalismo”, de fato todos os que se enveredaram nesta direção incorreram em alguma sorte de erro doutrinário. Quando começamos a questionar a infinitude da onisciência divina acabaremos invariavelmente por questionar ou comprometer outros de seus atributos.
Portanto podemos concluir que a falsa lógica deste modelo se baseia em algumas passagens isoladas, especialmente do Antigo Testamento, que, para o observador incauto, parecem sugerir que Deus se arrepende ou muda de opinião. É mais que uma interpretação literal, é uma interpretação literalista como a apresentada por Jack Miles em seu livro romanceado “Deus, uma Biografia”. Critérios simples, porém precisos, da hermenêutica e da teologia ortodoxa como a interpretação histórico-gramatical, os cuidados com figuras de linguagem (antropomorfismo, antropopatia, etc) foram postos de lado. Além disso, o neoteísmo ignora um número gigantesco de passagens que clara e explicitamente apresentam Deus como sendo absolutamente onisciente. Acabam assim fazendo uma ginástica monstruosa para harmonizar passagens claras com passagens obscuras[9].
Posso acrescentar ainda que nos rudimentos da interpretação bíblica é fundamental se fazer um estudo das palavras. Por exemplo: Ricardo Shultz após um detalhado estudo do termo hebraico nacham, freqüentemente traduzido por ‘arrepender-se’, chegou à seguinte conclusão:
"Das 34 vezes que o uso de nacham aplica-se a Deus, 26 vezes são afirmações gerais, 8 expressam a compaixão de Deus não enviando juízos sobre os homens. Mesmo quando os homens são sujeitos do verbo nacham, unicamente uma vez envolve diretamente a idéia de arrependimento, porém nenhuma envolve uma mudança intrínseca diante de um novo conhecimento.”
A conclusão de Shultz, após um pormenorizado estudo do termo, é que a idéia central simplesmente expressa compaixão por alguém. De forma alguma o termo apresenta um Deus hesitante, indeciso e fraco que muda diante de uma nova informação até então desconhecida. Ao que tudo indica a incoerência hermenêutica da Teologia Aberta deve ser a razão por que nunca tenha sido sustentada historicamente pelos pais da igreja. Os apologistas da fé Cristã sempre sustentaram o conhecimento exaustivo como sendo qualidade essencial de Deus.
Justino Mártir (100-165) afirmava que Deus conhecia desde toda a eternidade aqueles que seriam salvos[10] e, ainda, que Deus conhecia de antemão as pessoas que seriam salvas por arrependimento mesmo antes de nascerem[11]. Cipriano (200-258) fala do pré-conhecimento como atributo do Espírito Santo. Irineu (120-202) fala do pré-conhecimento de Deus a respeito das falsas doutrinas[12]. Poderíamos ir adiante nome após nome e data após data. Exceção são aqueles conhecidos pela história como hereges e não sustentadores da sã doutrina como por exemplo Marcion e Celsus. Justiça precisa ser feita quanto à pressuposição dos proponentes da Teologia Aberta quanto ao pré-conhecimento de Deus explicitamente apresentado nas Escrituras. Greg Boyd tem procurado resolver este problema afirmando que Deus conhece apenas aquilo que Ele determinou e propõe cinco áreas:
O povo escolhido
Indivíduos
O ministério de Cristo
Os eleitos
Alguns eventos escatológicos
O ponto é que a menos que o texto bíblico apresente especificamente o que Deus conhece, todo o restante não mencionado é desconhecido por Ele. Assim, os eventos pré-determinados por Deus dependem do Seu conhecimento do caráter das pessoas envolvidas e do estabelecimento de determinadas circunstâncias que produzirão a decisão desejada bem como a ação[13].
Estranhamente, neste conceito Deus coercitivamente usa determinadas circunstâncias para cumprir Sua vontade e por outro lado deixa uma infinidade de outras situações em aberto. Este conhecimento parcial, este olho de vidro gera sérios problemas, por exemplo: Jesus sabia que o Pedro o trairia porque Ele conhecia o caráter de Pedro. O Pai organizou o cenário (circunstâncias) adequado para que a profecia de Jesus se cumprisse. Mas como Jesus sabia quantas vezes Pedro o negaria? Como sabia que o galo cantaria? O conhecimento limitado não pode responder a questões simples como estas. Willian Lane Craig oferece uma defesa muito interessante sobre o conhecimento exaustivo de Deus versus conhecimento parcial. Vejamos:
“Seu conhecimento do futuro não pode ser baseado em pré-ordenação apenas, isto porque Ele pré-conhece nossos pensamentos, intenções e até nossos atos pecaminosos. Considerando que Deus não é responsável por estas atividades humanas, segue-se que Ele não as produz. São, portanto, verdadeiramente ações livres ou contingentes, e o pré-conhecimento delas indica pré-conhecimento de futuras ações livres.[14]”
Fica claro que dentre vários riscos, o comprometimento apologético é inevitável na Teologia Aberta, visto que todo material profético será espiritualizado ou generalizado, tudo reduzido a uma montanha de possibilidades. O que dizer ainda de todos os tipo e antítipos apresentados ao longo do desenvolvimento da revelação divina se Deus não conhece exaustivamente todas as coisas?
Esta apresentação de uma teologia aberta com um Deus de olhos fechados oferece um falso altar para a adoração de um falso deus. Devemos lembrar que o povo de Israel, não obstante o fato de terem em mãos a revelação de Deus, não poucas vezes O substituíram por outro. Um caso clássico é o bezerro de ouro no texto de Êxodo 32:2-5:
“E Arão lhes disse: Tirai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-mos. 3Então todo o povo, tirando os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, os trouxe a Arão; 4ele os recebeu de suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles exclamaram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito. 5E Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, fazendo uma proclamação, disse: Amanhã haverá festa ao Senhor.”
Esta passagem deixa claro que idolatria não se resume apenas em adorar um deus pagão, mas paganizar o Deus verdadeiro e reduzi-lo à imaginação dos homens. É exatamente isso que a Teologia Aberta tem feito, tem feito Deus à imagem e semelhança dos homens.
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[1] Normam L. Geisler, Creating God the Image of Man? Minneapolis: Bethany, 1997, cap 4.
[2] Boyd, Gregory – God Of The Possible, p. 64, Baker Books, 2000
[3] Pinnock, Clark– The Openness Of God: A Biblical Challenge To The Traditional Understanding Of God, Intervarsity Press, 1994
[4] Sanders, John – The God Who Risks: A Theology Of Providence, 52,53, Intervarsity Press, 1998
[5] Ware, Bruce – God’s Lesser Glory, 67-74, Crossway Books, 2000
[6] Todas as palavras sublinhadas, em negrito e itálico nos versículos e citações foram destacadas com intenção de ênfase e clareza.
[7] C.F. Keil, F. Delitzsch, Commentary on the Old Testament, Vol 1:252, W. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Michigan, 1978.
[8] Raiz do verbo em hebraico
[9] Greg Boyd, God of the Possible, p.53-87; Richard Rice, “Biblical support for New Perspective”, Clark Pinnock, The Openness of God, p. 22-38
[10] First Apology 45 in ANF 1:178
[11] Idem 44 ANF 1:177
[12] Against Heresies 3.21.9 ANF 1.453
[13] Boyd, 35-39.
[14] William Lane Craig, The Only Wise God: The Compatibility of Divine Foreknowledge and Human Freedom, 1987.
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Artigo publicado originalmente em: http://www.verdadebiblica.com.br/blog/?p=129
Esta passagem demonstra que a fidelidade de Abraão já era conhecida antes mesmo de Sara e Abraão segurarem Isaque em seus braços!
Porque você precisa estudar teologia?
Palavras como teologia e doutrina têm conotações negativas para muitos cristãos. Isto é uma grande tragédia, pois acredito firmamente que todo cristão precisa estudar teologia em algum momento de sua caminhada cristã. Em nenhuma ordem em particular, aqui vão cinco razões de porque você precisa estudar teologia, e possivelmente algumas delas você não tenha considerado antes.
1. Você já é um teólogo.
Por que você precisa estudar teologia? Porque teologia não é uma coisa que apenas o professor de teologia tem – todos nós cremos em alguma coisa sobre Deus e, portanto, somos teólogos à nossa própria maneira. No entanto, o que precisa ser questionado é se o que você crê é correto, e o estudo da teologia pode ajudar a responder essa pergunta.
2. Seu amor por Jesus é intrisicamente ligado com seu conhecimento de sua Palavra.
Por que você precisa estudar teologia? Porque Jesus disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14.15). Ouvi alguém dizendo que o certo cristão pode não ser grande teologicamente, mas estava tudo bem porque ele realmenteamava Jesus. Entretanto, Jesus diz que se nós o amamos, obedeceremos o que ele ordena. Como nós podemos obedecê-lo se nós não vamos à sua Palavra para conhecer corretamente seus mandamentos?
3. Sua doutrina determinará como você vive.
Por que você precisa estudar teologia? Porque o que você acredita (sua doutrina) determinará como você vive (sua prática). Isto pode ser visto em sua vida cotidiana. Se você acredita que alguma coisa é venenosa, você simplesmente não a bebe. Similarmente, suas crenças sobre Deus e sua Palavra determinam como você vive dia a dia. Por exemplo, se você acredita que Deus fala somente através de sua Palavra então você a estudará diligentemente. Entretanto, se você acredita que Deus fala através de impressões e coisas parecidas, então você procurará por aquela pequena voz silenciosa. O exemplo acima drasticamente muda como uma pessoa procurará encontrar a vontade de Deus para sua vida, e ilustra porque você precisa estudar teologia.
4. Suas afeições determinarão o que você estuda.
Por que você precisa estudar teologia? Porque onde suas afeições estão colocadas, determinará o que você gastará tempo estudando. Se seu hobby é fotografia você desejará estudar o assunto para saber como melhorar suas fotografias e aumentar seu amor e apreciação por esse passatempo. Da mesma forma, se você é cristão e sua afeição principal está sobre Deus, por que você não desejaria estudar a Palavra para aumentar seu amor e apreciação por ele e sua Palavra?
5. Sua humildade depende disso.
Por que você precisa estudar teologia? Porque sem estudar teologia, é possível que você pense muito bem sobre você, mas não bem o bastante de Deus. Se é verdade que o conhecimento incha (1 Coríntios 8.1), as Escrituras, pelo contrário, quando corretamente entendidas e aplicadas, darão a você, por exemplo, o conhecimento da depravação e miserabilidade humana diante de Deus, e também darão conhecimento da magnificência, santidade, soberania e graça de Deus, o que somente pode servir para levar um verdadeiro convertido a ajoelhar-se em humildade.
Possa Deus ser glorificado quando você estudar teologia, com o desejo de saber mais sobre sua revelação especial ao homem.
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Autor: Nathan W. Bingham
Fonte: [ Iprodigo ]
Via: [ Blog do Pedro Pamplona ]
CONTRADIÇÃO NA PREGAÇÃO
Por: Samuel Torralbo
O objetivo não é catalogar os defeitos de natureza institucional ou de aspecto organizacional da Igreja, mas é inegável que estamos presenciando a ascensão de um “outro evangelho”, ou no mínimo, o ressurgimento do modelo de culto que os dois filhos de Arão – Nadabe e Abiu, promoviam, enquanto ofereciam fogo estranho no altar do Senhor, (Num 3.1). Lembremos que, o modelo de culto promovido por Nadabe e Abiu objetivava impressionar e convencer através das performances humanas, de modo que, Deus não aceitou aquele culto.
A melhor liturgia é quando o Evangelho passa a fazer parte da vida diária e comum das pessoas. A melhor Igreja é aquela que acontece primeiro nos corações através da consciência da mensagem de Jesus.
Um pouco de reflexão mostrará que as mensagens de muitas “igrejas triunfalistas” estão contradizendo a própria mensagem de Cristo. Para muitos religiosos o mandamento de Jesus – “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;” Mt 5.39, já se tornou uma grande heresia ou fábula.
A ambiguidade de sentimentos, contexto, e conteúdo entre a mensagem anunciada por Jesus e alguns pregadores contemporâneos é no mínimo chocante. Para a maioria das “igrejas” de natureza triunfalista o sermão da montanha é descontextualizado e impróprio para as demandas materialistas do coração moderno.
Observe a contradição, em uma breve comparação entre o que Jesus chamava de bem aventurados, e o que muitas comunidades cristãs chamam de bem aventuranças:
BEM AVENTURANÇAS DE JESUS
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,porque eles serão fartos
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós
BEM AVENTURANÇAS DA IGREJA TRIUNFALISTA
Bem-aventurados os prósperos, porque deles é o reino da terra;
Bem-aventurados os que celebram, porque eles serão felizes;
Bem-aventurados os espertos, porque eles dominarão a terra;
Bem-aventurados os que têm em abundancia, porque eles estarão seguros;
Bem-aventurados os oportunistas, porque eles alcançarão sucesso temporal;
Bem-aventurados os fortes, porque eles verão a glória humana;
Bem-aventurados os inflexíveis, porque eles serão chamados filhos da prosperidade material;
Bem-aventurados os conquistadores, porque deles é o reino dos homens;
Bem-aventurados os influentes e poderosos, porque eles ficarão isentos de perseguição;
O caldo vertiginoso é engrossado a cada instante por uma nova descoberta espiritual que surge na mente de algum “iluminado”. A conservação da mensagem evangélica no seu sentido original é um dos maiores desafios para aqueles que não estão brincando de religião.
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Artigo publicado originalmente em: http://samueltorralbo.blogspot.com/2010/11/contradicao-na-pregacao.html
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
O reino de Deus e os democratas da religião
Alan Brizotti Lênin dizia que "a democracia é o regime político onde o povo escolhe quem irá oprimí-lo pelos próximos quatro anos". No âmbito da igreja, afirmamos (e gostamos de afirmar!) que somos, estamos e pregamos o reino de Deus, contudo se lançarmos um olhar ligeiramente crítico perceberemos uma contradição: somos pregadores do reino, mas democratas ferrenhos em nossas atitudes.
Explico: nossa teologia é desenvolvida sob a ideia (hoje cada vez mais falsa) de que Deus é o Supremo Rei desse reino, entretanto a cada dia que passa surge um novo Primeiro-Ministro com a incrível capacidade de "influenciar" as decisões desse suposto rei celestial. Como igreja, estamos cada vez mais destituindo Deus do seu posto de autoridade suprema. Nossos vaticaninhos adoram posições de comando, amam a brincadeira suja do poder e, francamente, um Deus Rei Todo-Poderoso atrapalha muito...
Presidências vitalícias, bispados, apostolados, papados (esse a gente disfarça sob o eufemismo de "Pai", que não passa de redundância...) são tentativas infantis de afastar Deus de seu trono. Aliás, "trono" é uma palavra que sutilmente vai sumindo de nosso meio - ou sendo humanocentralizada - nossos tronos (multiplicidade e individualismo). Se a gente pudesse já tinha organizado um plebiscito para saber quem ainda quer Deus no comando (mas pense: quantos iriam querer Deus comandando do jeito dele?).
O sonho de muitas igrejas é ter autoridade suficiente para colocar na placa: sob nova direção! É o sub-céu, a mentalidade de César. Como funcionário de uma grande empresa que vai envelhecendo, demitimos Deus e assumimos a gerência de sua celestialidade. Dizemos do que ele gosta e o que ele abomina. À lá irmão do filho pródigo, questionamos sobre as pessoas que Deus resolve colocar em suas festas (Lc. 15. 25-32).
Tenho um alerta aos democratas da religião: o desejo luciferiano de tirar Deus do trono não é novo, as consequências também não. Para a igreja que insiste em brincar apenas com as facetas belas do Deus-amor, é fácil esquecer que ele também é justiça - e uma justiça que nunca é cega!
Como disse Thomas Brooks: "A ambição é miséria enfeitada, veneno secreto, praga oculta, executora do engano, mãe da hipocrisia, progenitora da inveja, o primeiro dos defeitos, ofensora da santidade e aquela que cega os corações, transformando medicamentos em doenças e remédios em males. Os lugares altos nunca deixam de ser incômodos, e as coroas estão sempre repletas de espinhos".
Subversivos do reino, uni-vos!
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Alan Brizotti, é colaborador da subversão reinista no Genizah
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/12/o-reino-de-deus-e-os-democratas-da.html
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Universidade Mackenzie: Em Defesa da Liberdade de Expressão Religiosa
A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.
Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).
Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.
Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.
Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro, para ampla divulgação.
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Eu lí no Pulpito Cristão
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